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Jorge F.
15 seguidores
10 críticas
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3,5
Enviada em 31 de janeiro de 2015
Um filme de conteúdo. Assista somente se realmente estiver interessado em entender as hipocrisias dos relacionamentos. E a forma de superioridade em que uma pessoa, se acha acima do outro na qual se relaciona.
O filme conta a história de um quarteto amoroso. Pessoas inseguras e com comportamento doentio. Considero apenas um filme bom, com ótimas interpretações, mas com uma história exagerada, onde falta amor próprio entre os personagens, vivendo uma relação, no mínimo, vingativa. A fotografa Anne (Julia Roberts) conhece Dan (Jude Law), em uma sessão de fotos e rapidamente acontece um interesse entre eles, porém, Dan já vive com Alice (Natalie Portman) e isso os afasta. Algum tempo depois aparece Larry (Clive Owen) na vida de Anne e a partir daí, começa uma troca de casais, com comportamentos exagerados, doentio e sem qualquer propósito. A história é interessante, mas se perde na intensidade dos sentimentos, dos comportamentos e na falta de amor próprio dos personagens.
Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna. Esperava mais , mais e legal boas atuações recomendo nota 7
Bom filme para assistir quando se está no tédio. Tem atores incríveis e um envolvimento emocional gostoso de assistir. Em algumas cenas, no entanto, houve muita enrolação, um pouco de conversa fiada demais e algumas partes desnecessárias. A história, também, não é tão interessante quanto eu esperava. Penso que os atores poderiam ter sido melhor aproveitados. Por outro lado, o filme retrata bem os casos amorosos e é muito fiel à realidade de muitos casais mundo à fora. O final, ainda (sem spoiler), é emocionante e me deixou arrepiada. Esse filme, de fato, é uma poesia em muitos momentos e com certeza muito marcante. Eu recomendo assistir, pois são atores de qualidade e uma ótima direção. Um ótimo passa tempo e um dos melhores e mais reais filmes de romance por aí.
Em 2005 eu tinha 23 anos. Fazia estágio numa editora com meu melhor amigo dos tempos de faculdade (e não só). A gente era metido a ser moderno, deprimido e blasé. Eu tinha a mania de usar camisa por baixo da camiseta porque assim estava subvertendo alguma coisa que até hoje não descobri o que é. Não era nada, na verdade. Só meio ridículo. A gente era bem idiota na real. Naquele ano estreou o filme mais blasé e pau no cu da década: Closer, que no Brasil ganhou o incrível subtítulo "Perto demais" - porque pra distribuidora do filme tava muito claro que a geração que ia assistir e se identificar com aquela porra era mesmo burra. Um pouco pelo menos. Não nego. Mas porque raios ressuscitar um filme que fez todo mundo cantar Damien Rice até a exaustão e praguejar (não julgo) o Seu Jorge e a Ana Carolina? Porque aquele meu melhor amigo acabou de terminar um namoro e a gente está há algumas semanas dissecando as dinâmicas tóxicas dos relacionamentos. Entre as inúmeras análises que fizemos - porque pensar em teorias é a nossa diversão desde 2002 -, chegamos à conclusão de que aos 41 anos a gente não tem mais paciência pra sofrência. E aí ele abriu o baú da vergonha e puxou o Closer (perto demais), que foi por muito tempo nosso filminho-pop-chic-depressão-queridinho. Estamos em 2023, faz 18 anos que vimos um médico completamente desocupado ficar obcecado por uma fotógrafa chata que só queria trepar com um revisor de texto igualmente desocupado e enfadonho, que por sua vez estava comendo uma striper que nem o nome verdadeiro usava porque ela era importante demais pra essa porra toda. Meu fucking cool! Puta que pariu que falta de um bom banheiro pra lavar na vida dessa gente. Eu me pergunto: quando e como o tal médico salvou vidas e ficou milionário se ele só pensava em punhetas? Porque diabos aquela fotógrafa estava tão interessada no revisor de textos - só porque ele era o Jude Law? Isso é motivo? Aliás, por que o revisor voltou a fumar? Por que a striper chorou pra foto? Pra provar que é gata até sofrendo? My ass, como dizem os gringos. Bando de desocupados. Desocupados na Inglaterra. Mandasse esse povo viver nos trópicos pra ver se tinha tanta frescura de quem come quem. Não tinha! Eu nem sei como é que alguém ali conseguia pagar as contas fazendo absolutamente nada. Se calhar tem o dedo do Manoel Carlos nesse roteiro: todos lindos, ricos, transantes e desocupados. Fim. A gente fica mais velho, dá umas cabeçadas na vida e pega bode dessas crises de gente bonita. E já dizia esse meu amigo, um mestre: sofrimento de cu é rola.
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