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Diogo Codiceira
26 seguidores
955 críticas
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5,0
Enviada em 4 de agosto de 2026
Cinema Paradiso é um drama italiano, que contou com a direção e roteiro de Giuseppe Tornatore. Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 1990. Na trama, acompanhamos Salvadore Di Vita ( Jacques Perrin ), conhecido como Toto enquanto criança, recebe a notícia de que um antigo amigo seu chamado Alfredo (Philippe Noiret) faleceu. Com isso, Toto passa a se recordar no período em que morava em uma pequena cidade da Itália, durante a década de 1940 e como passou a conhecer Alfredo e amar o cinema da cidade. Cinema Paradiso é um filme que busca por meio do cinema rememorar um passado sob a lente de uma criança pobre, residente em um cidade do interior Italiano e que ainda espera a volta do seu pai da Segunda Guerra. Mesmo diante das dificuldades financeiras, Toto se encantou com o cinema de sua cidade, que tinha Alfredo como protecionista (aparentemente muito experiente). O cinema era novidade naquela local, então percebamos o entusiasmo de todos da cidade. Salas cheias, filas do lado de fora, gente querendo ver mais de um filme por noites e outras coisas que seria impossível no cinema de hoje em dia ( a começar pelos lanterninhas). O filme serviu para mostrar o controle de censura feita pelo padre da cidade , que obrigava Alfredo a cortar todas as cenas de beijo. Diante desse contexto, a narrativa é simples, mas encantadora, Alfredo que aparenta ser Durão, se rende a simpatia de Toto, que era um menino esperto e só queria estar por ali, aprendendo sobre cinema e mais ainda sobre a profissão de Alfredo. O filme ganha mais força no segundo ato, quando após um grava incêndio no cinema, Alfredo é salvo por Toto e acaba ficando impossibilitado de trabalhar. Assim, Toto assume o lugar de Alfredo, mas o mesmo segue como um tipo de mentor e amigo. Ao passo que o tempo vai avançando e Toto acaba se apaixonado por um adolescente chamada Elena (Agnese Nano). Ambos vivem um grande amor, mas o destino acaba separando ambos. Por fim, Toto vai a Roma e volta depois de 30 anos para sepultar o seu amigo. Tecnicamente o filme é gigante. Montagens espertas e com filmes que estavam no auge da época em que a história se passava, podemos citar A Odisséia de 1954. Não apenas isso, mas cada filme, ou parte dos filmes que se passava no cinema tinha uma ligação com algum acontecimento do filme. Podemos citar novamente o caso da Odisséia de 1954, quando Elena volta em meio a uma forte chuva aos braços de Toto, que a esperava depois de meses ( assim como Ulysses fez). O trabalho da equipe de arte tbm foi fabuloso, mostrando o cinema em vários momentos ( anos 1940, 1950 e 1980), alem de mostrar as evoluções dos aparelhos, como as fitas que nao queimavam. A trilha sonora é um deleite, quase um sessão de meditação. Algo sublime, que encaixa com as cenas e com a boa fotografia. Para além de tudo isso, o filme se consolida diante do quer nos contar e isso apenas é sentido no terceiro ato inteiro. Apesar que a direção foi deixando pistas, mas a o deleite foi feito nos últimos 30 minutos de filme. Alfredo propõe a Toto que nao volte nunca para a sua cidade natal, que ele faça a sua vida em Roma. A princípio nao entendemos o porquê o velho estava sendo tao duro com o jovem que tanto amava. Após o salto no tempo para a década de 1980 e com a volta de Toto para o sepultamento de Alfredo, entendemos o motivo daquele conselho: nao adianta voltar para onde você sente falta, para o seu passado, pois ele nao está mais lá. Nada existe. Isso foi visto nos rostos dos personagens envelhecidos daquela cidade, do cinema que foi destruído e viraria um grande estacionamento e na própria mudança do cinema dos anos 1980. Mudança na mãe, que ainda guardava tudo de Toto em seu humilde quarto. Tudo aquilo sendo mostrando com uma carga dramática gigantesca, que é impossível nao se emocionar. Toto finalmente entendeu e nos tbm o grande e pesado conselho do sábio Alfredo. Cinema Paradiso é um grande clássico do cinema mundial e com certeza fez muitas pessoas gostarem mais de cinema.
Melhor filme da história! Uma Obra-prima. Já assisti inúmeras vezes. Além de um filme sobre cinema, é um filme sobre memória, infância, amor, escolhas e passagem do tempo. A história do príncipe que espera a princesa abaixo da janela por 99 dias e 99 noites, resume uma das mensagens centrais da obra ao se falar do que um homem seria capaz por amor e ganha ainda mais significado quando acompanhamos a vida de Totò com o passar dos anos. A amizade entre Totò e Alfredo é emocionante, e a trilha sonora de Ennio Morricone é inesquecível. Recomendo que quem assistiu apenas à versão internacional também procure a cena do diálogo entre Totò adulto e Elena dentro do carro, presente na versão estendida. Ela acrescenta uma nova perspectiva sobre a história e faz algumas das escolhas dos personagens parecerem ainda mais profundas. São muitas as interpretações e sentimentos. Simplesmente é o melhor filme que já foi feito.
Um bom filme, a trilha sonora é realmente mágica, a amizade do Salvatore com o senhor, o amor pelo cinema que nasce desde criança, a primeira paixão, a desilusão, a busca pelo novo e o retorno, onde tudo parece não ter saído dos pensamentos. Um filme triste!
Cinema Paradiso é uma carta de amor ao cinema e uma tocante reflexão sobre crescer, lembrar e aceitar que algumas partidas são necessárias para que os sonhos floresçam. Um filme lindo e inesquecível, uma joia preciosa da sétima arte!
Certamente, um dos maiores filmes da história. Como ir ao cinema é bom, como são positivas as experiências cinematográficas. Filme pra ser visto várias vezes durante a vida.
Esse filme é top 5 entre muitos, mas MUITOS MESMO, amantes do cinema. É um deslumbramento. Se vc não chorou na cena do(s) beijo(s) (**** Sem spoiler ****), vc já faleceu por dentro.
O filme da minha vida, uma trilha sonora maravilhosa, Philipe e Salvatore inesquecíveis. E sr maestro Morricone traz uma emoção indescritível a cada vez que assisto. Muito obrigada Tornatore, obra primorosa !
Uma celebração emocionante do poder do cinema e da memória. Salvatore, um cineasta renomado, relembra sua infância em uma pequena cidade na Sicília, onde desenvolveu uma forte amizade com Alfredo, o projecionista de um cinema local. A narrativa transita entre memórias de amor, perda e a influência do cinema em sua vida. Uma homenagem tocante à sétima arte, com performances cativantes, imagens memoráveis e uma trilha sonora inesquecível de Ennio Morricone.
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