Momento Pessoal: "Minha relação por "Nuovo Cinema Paradiso" ultrapassa a relação de espectador/filme, é algo marcante, de importância inimaginável. Tenho por essa obra suprema de Tornatore uma relação de amor e fidelidade e eterna, podendo dizer que foi o filme que me ligou aos filmes, costumo até mesmo brincar que esse foi o filme que tirou minha virgindade para o cinema, o universo das películas que geram encanto e fantasia desde os Lumière.”.
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Indo agora para o que deveria ser a crítica; bem é difícil achar um perfeito encontro de personagens, enredo, sondtracks (trilha sonora) e diretos mais harmônicos do que em "Nuovo Cinema Paradiso", e destacando do grupo de elenco dois indivíduos que encantaram de forma absoluta os minutos em que atuaram que seriam o jovem Totó e o bom Alfredo que com uma maneira simples de amizade paternal, nos mergulham no amor pelo cinema, amor esse que sai do coração do próprio Tornatore com paixão e ternura.
"Nuovo Cinema Paradiso" não é só mais um filme de metalinguagem, é uma homenagem a todos que amaram, amam e amarão o cinema, é um clamor aos deuses da tela que se foram e que viram no porvir, é um guia da vida não como na realidade - embora em muitos pontos a realidade trasborde de forma inevitável. Tanto que se têm gotas de realidade nessa história é por conta de Totó, nunca por Alfredo que é a forma viva da mágica dos projetores. Um personagem um tanto quanto esquecido, mas que de fato é o principal da obra, um tal cinema com nome de Paradiso que é quem de fato emociona.
Somente a emoção vinda do enredo seria suficiente para arrebatar a obra, a adição dos atore certos foi mais mil pontos para deixar a obra ainda mais comovente, a paixão do diretor foi o ponto que faltava para concluir a obra mais emocionante já criada, isso se não fosse o voto de minerva desnecessário que cai como um casamento cheio de amor e harmonia entre trilha sonora e filme, na maior parte do tempo, nascendo a melhor união entre cena e trilha sonora – sim é no fim do filme – que imprime a genialidade de Morricone.
Esse não é um filme para fracos, se não chorar ou ao menos se emocionar significa que não é humano ou simplesmente não gosta de cinema, afinal de contas é difícil achar um filme que faça os no Festival de Cannes chorar como criança, cometa o mesmo resultado com o júri do Academy Awards (Óscar) e com cada espectador toda vez que é reassistido.