O Sol por Testemunha
Média
3,9
17 notas

4 Críticas do usuário

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2 críticas
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Cristiano Pedras
Cristiano Pedras

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4,5
Enviada em 20 de agosto de 2024
Há pouco a acrescentar após a excelente crítica do usuário Nando K. Gostei bastante do roteiro e das atuações. Observei referências à alguma consciência de culpa do protagonista e ao conceito de justiça na cena da feira, quando são focalizadas a cabeça de um peixe e uma balança. São simbologias importantes e que mostram talvez algum resquício de humanidade do protagonista, a despeito da frieza de seu plano estratégico. A fotografia é belíssima e as cenas de marinha são bastante convincentes. A música-tema de Nino Rota é belíssima! Realmente, um filme clássico e imperdível! Alain Delon faleceu ontem, 19 de agosto de 2024, aos 88 anos de idade.
Mafalda White
Mafalda White

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5,0
Enviada em 12 de abril de 2024
Assisti a primeira vez, quando era menina e foi paixão de cinéfila à primeira vista. O filme é envolvente e delicioso. Melhor que o livro, que é bem entediante.
Cid V
Cid V

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3,5
Enviada em 14 de outubro de 2019
Tom Ripley (Delon) encontra em Roma o amigo Philippe Greenleaf (Ronet), filho de um milionário, a quem havia sido incubido de trazer de volta para a família nos Estados Unidos, assassinando-o próximo à Veneza, após saber que pretende ser descartado pelo amigo.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2019/10/filme-do-dia-o-sol-por-testemunha-1960.html
Nando K.
Nando K.

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5,0
Enviada em 7 de abril de 2013
Adaptação livre do romance policial O talentoso Ripley (1955), de Patricia Highsmith, o filme O sol por testemunha (1959), dirigido por René Clément, promove no espectador um deslocamento e uma subversão: o ponto de vista é o de um assassino, e estranhamente não o repudiamos. spoiler: Tom Ripley (Alain Delon) faz um acordo com um milionário, que deseja o filho, Philippe Greenleaf (Maurice Ronet), de volta aos EUA. Ripley aceita a missão em troca de uma generosa quantia. Parte, assim, para a Itália, onde Philippe vive com a namorada, Marge (Marie Laforêt). Philippe é um típico playboy, que não tem muitas preocupações, a não ser a de gastar dinheiro e curtir a vida. Ripley, por sua vez, é um jovem pobre, mas com inúmeras habilidades, como, por exemplo, o talento em imitar a voz e os gestos de uma pessoa, bem como o de falsificar assinaturas. Philippe apenas tolera Ripley enquanto este o serve como um brinquedo, enquanto o diverte. Finda a brincadeira, é preciso colocá-lo em seu devido lugar. O tempo todo Philippe humilha o "amigo", chegando ao ponto de deixá-lo, por várias horas, exilado num bote amarrado ao barco em que estavam, sob um sol escaldante, causando-lhe forte insolação. Ripley, cínico e com a fina ironia que lhe é peculiar, finge não se importar com isso. No entanto, como já invejava Philippe, sua fortuna e sua namorada, vê neste fato a justificativa perfeita para o plano que tinha arquitetado: matar Philippe. E o faz tendo o sol mediterrâneo, às suas costas, como a única testemunha. Em lugar da escuridão da noite, o sol inclemente, quase branco de tão intenso: uma quebra de regra do que se convencionou chamar de cenário ideal para um filme noir. Ripley assume, então, a identidade de Philippe, toma posse dos seus bens e, pouco a pouco, conquista sua namorada. Tudo perfeito, se não fosse por um detalhe: ter deixado — sem querer, é claro — um vestígio do crime: o corpo de Philippe, emaranhado ao casco do navio, e que será descoberto no desfecho do filme. Na referida sequência, Tom Ripley está na praia e é chamado para atender a um telefonema, sem saber que policiais o esperam. Não é necessário explicar o que vai acontecer depois disso. O espectador já sabe. Por isso, o desenlace é apenas sugerido. Sugerido, pois Ripley, destro e escorregadio, é capaz também de se esgueirar da polícia... Portanto, o final é aberto.


Além de uma envolvente história policial, O sol por testemunha conta com uma belíssima fotografia e excelentes atuações, com destaque para o ator francês Alain Delon. E acontece com o espectador uma estranha transformação ao assistir a este filme: criamos uma forte empatia com o criminoso, não conseguimos sentir raiva de Tom Ripley. Contemplamos seus atos até com certo pesar, sem dúvida, mas sem detestá-lo — condescendentes, talvez devido à sua beleza e ao seu charme, que também são de Alain Delon.
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