Média
4,4
151 notas
5
7 críticas
4
6 críticas
3
1 crítica
2
4 críticas
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Filtrar por:
Tudo
O MELHOR FILME DE TODA A CINEMATOGRAFIA UNIVERSAL — Dr. Jivago. Filme apoteótico, que fornece alto grau de convencimento da história. Belíssimo e memorável romance baseado no livro homônimo de Boris Pasternak, escritor russo. Drama épico passado na congelante Rússia de 1917, durante a revolução Bolchevique, com uma fotografia deslumbrante. Sublime história de amor entre o jovem médico e poeta burguês Yuri Zhivago, protagonizado por Omar Sharif, e a enfermeira plebeia Lara — Larisa Fyodorovna Antipova, interpretada pela LINDÍSSIMA Julie Christie. O filme exibe cenas dramáticas impactantes, inesquecíveis; vou destacar três. A primeira, é quando Victor (Rod Steiger), que é amante da mãe de Lara, que é viúva, violenta a Lara e a chama de vagabunda (impossível não o odiar, não se indignar). A segunda, é quando Lara parte da casa de campo para Moscou, com seu olhar lacrimejado, triste, apaixonado, e Yuri subindo as escadas da casa correndo para ver Lara partindo ao longe, em um veículo puxado a cavalos, num esplendoroso cenário de neve, ao som de Lara’s Theme (música com acordes clássicos) de Maurice Jarre, faz com que seguremos o nosso peito para o coração não pular para fora. E a terceira, a mais impactante do filme, uma das cenas mais emocionantes do cinema: depois de tantos encontros e desencontros ocasionados pela revolução, Zhivago, já com idade e com problemas cardíacos, num bonde, vê Lara andando na rua. Desesperado, desce do bonde, e ao correr para alcançá-la, mal podendo gritar o seu nome, cai infartado na rua, no exato momento que Lara dobra a esquina (que cena maravilhosa!!! que emoção!!!). A história é narrada em flashback por Yevgraf Zhivago (Alec Guiness), o meio-irmão de Yuri, que procura a sua sobrinha que seria filha de Jivago e Lara. E acaba a encontrando (no fim do filme, e terminada a revolução) em mais uma cena inesquecível. David Lean transporta para a tela com impressionante fidelidade a primeira parte do livro homônimo, capítulo “O Expresso Das Cinco Horas”, assim como as outras. Um casting de fazer inveja: Omar Sharif, Rod Steiger, Alec Guinness, Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin) e Julie Christie; uma constelação de talentos. É uma superprodução de três horas e trinta e cinco minutos, filmada no Canadá, na Finlândia e na Espanha. E o diretor é o genial inglês David Lean, criador de vultosas e estupendas obras-primas como Lawrence da Arábia, A Ponte do Rio Kwai, Passagem para a Índia; longas épicos. Robert Bolt assina o impecável roteiro. De tão apaixonante o filme, que o nome de nascimento Lara, teve muitos registros nos cartórios civis. Muito bem avaliado pelo público e pela crítica cinematográfica, Dr. Jivago foi indicado a dez Óscares, arrematou cinco, além de muitos outros prêmios concedidos por institutos e associações de cinema. Apesar de ter recebido o Globo de Ouro de melhor filme, que normalmente torna-se o vencedor do Óscar, a Academia preferiu o juvenil “A Noviça Rebelde” — coisas de Hollywood. Boris Pasternak recebeu o Nobel de Literatura em 1958, depois de ter publicado o livro Doctor Zhivago, clandestinamente na Itália, em 1957. Proibido na ex-União das Repúblicas Soviéticas Socialistas — URSS, que o considerava propaganda anticomunista. O filme foi uma das maiores arrecadações da MGM. O criador da famosa série Vikings, Michael Hirst, está pensando em transformar Dr. Jivago em série de TV, mas ainda sem data de estreia e sem canal escolhido para exibição. Tomara. Filme e livro obrigatórios na estante. Produção de Carlo Ponti, roteiro de Robert Bold e direção do genial David Lean. Considero o melhor filme de todos os tempos !!!
“A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência” — Boris Pasternak.
“Anjo do Senhor, meu Santo protetor, fortaleça minha alma no caminho verdadeiro, e diga à mamãe que eu estou bem aqui, que ela não se preocupe. Se existe vida depois da morte, Senhor, leve minha mãe para o paraíso onde os santos e os justos resplandecem. Mamãe era tão boa, não é possível que ela tivesse um pecadinho que fosse, tem piedade dela, Senhor, faça com que ela não sofra tormentos — rezava Yuri — Mamãe!!! Clamou para o céu com uma tristeza dilacerante, como se chamasse uma nova santa; e de súbito, não aguentou mais, caiu por terra e perdeu a consciência”.
(texto extraído do livro Doutor Jivago, na cena da morte da mãe de Yuri Jivago)
“A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência” — Boris Pasternak.
“Anjo do Senhor, meu Santo protetor, fortaleça minha alma no caminho verdadeiro, e diga à mamãe que eu estou bem aqui, que ela não se preocupe. Se existe vida depois da morte, Senhor, leve minha mãe para o paraíso onde os santos e os justos resplandecem. Mamãe era tão boa, não é possível que ela tivesse um pecadinho que fosse, tem piedade dela, Senhor, faça com que ela não sofra tormentos — rezava Yuri — Mamãe!!! Clamou para o céu com uma tristeza dilacerante, como se chamasse uma nova santa; e de súbito, não aguentou mais, caiu por terra e perdeu a consciência”.
(texto extraído do livro Doutor Jivago, na cena da morte da mãe de Yuri Jivago)
Filme maravilhoso, rico em detalhes, é um filme para se assistir a sós, cada cena é uma obra de arte, mesmo vendo as opressão sobre o povo Dr. Jivago via a beleza em cada detalhe. Um homem apaixonado pela beleza e a poesia, como um poeta deve ser, ver de tudo e se tirar o bom e o belo. Diferentemente dos filmes atuais é um filme com conteúdo, essência, vou assisti-lo novamente. Precisamos de mais filmes assim, que nos acorde para o cinema arte.
Vi há muito tempo, quando foi exibido pela Globo, depois em várias reprises; a trama é interessante, porém um pouco longa; pena que pelo clima de Guerra Fria o maniqueísmo às vezes forçado prejudique a verossimilhança do filme, embora se baseie em romance de Boris Pasternak
Maravilhoso ! Um filme memorável que retrata a Revolução Russa, como pano de fundo para os dramas pessoais. Para ver e rever !
Tendo como pano de fundo a Revolução Russa e a Primeira Guerra Mundial, o filme conta a história do médico Yuri Jivago. Casado com a aristocrata Tonya, ele conhece a jovem enfermeira Lara, que se torna o grande amor de sua vida
Baseado em romance de Boris Pasternak, ganhador de cinco Oscar e considerado um dos maiores filmes da história do cinema.
Muito envolvente, um filme que emociona do começo ao fim.. Simplesmente sensacional,Que filme aborrecido. Dramalhão. Uma história tão interessante. Precisava ser contada assim? Com esse peso? Tive que me conter para não dormir.
Baseado em romance de Boris Pasternak, ganhador de cinco Oscar e considerado um dos maiores filmes da história do cinema.
Muito envolvente, um filme que emociona do começo ao fim.. Simplesmente sensacional,Que filme aborrecido. Dramalhão. Uma história tão interessante. Precisava ser contada assim? Com esse peso? Tive que me conter para não dormir.
Um filme rara beleza, sem sombras de duvidas que está entre os melhores filmes de todos os tempos, não só pelas ótimas atuações e maravilhosa fotografia, como também pela parte histórica que passa fortemente, sobre a fome que assolava a guerra fria na Russia, relmente terá uma vaga especial em minha coleção!!!!
Doutor Jivago é um romance que resgata o século XIX em um pano de fundo muito pronunciado da transição da Rússia czarista para a emergência da Revolução Russa.
O diretor, David Lean é um especialista em grandes tomadas, paisagens que vão de desertos a florestas equatoriais, sempre envoltas com o mistério da natureza frente a momentos limites, como aqueles que se vive em guerras. Foi assim em A Ponte sobre o Rio Kway e Lawrence da Arábia, outros clássicos dirigidos por ele. As várias loucuras das guerras são expostas neles e a crítica parece ser maior do que a simples leitura de suposto macarthismo no filme.
Vai além, porque resgata a fome, a miséria, o massacre de trabalhadores e a derrocada do czarismo. A guerra civil entre russos brancos e vermelhos permite o entendimento do início da União Soviética, os excessos e o aumento da opressão e da crescente falta de liberdade de expressão no capitalismo de Estado naquela sociedade de tipo oriental. A cena final mostrando a usina hidreelétrica e o trabalhador padrão permite observar uma suave crítica política do diretor e do autor da obra ao modelo social da época.
O amor entre os dois principais atores percorre a estória e desliza por paisagens e locais lindos, gelados, pradarias verdes e sua tensão permanente foi muito bem desenvolvida por Shariff e Christie. Muito elegante esse filme.
O diretor, David Lean é um especialista em grandes tomadas, paisagens que vão de desertos a florestas equatoriais, sempre envoltas com o mistério da natureza frente a momentos limites, como aqueles que se vive em guerras. Foi assim em A Ponte sobre o Rio Kway e Lawrence da Arábia, outros clássicos dirigidos por ele. As várias loucuras das guerras são expostas neles e a crítica parece ser maior do que a simples leitura de suposto macarthismo no filme.
Vai além, porque resgata a fome, a miséria, o massacre de trabalhadores e a derrocada do czarismo. A guerra civil entre russos brancos e vermelhos permite o entendimento do início da União Soviética, os excessos e o aumento da opressão e da crescente falta de liberdade de expressão no capitalismo de Estado naquela sociedade de tipo oriental. A cena final mostrando a usina hidreelétrica e o trabalhador padrão permite observar uma suave crítica política do diretor e do autor da obra ao modelo social da época.
O amor entre os dois principais atores percorre a estória e desliza por paisagens e locais lindos, gelados, pradarias verdes e sua tensão permanente foi muito bem desenvolvida por Shariff e Christie. Muito elegante esse filme.
Lindo. Um filme leve, doce como os olhos do personagem Jivago. Difícil alguém conseguir mostrar esta suavidade num contexto de autoritarismo, abuso de tudo, conflitos mil. Filme ótimo para mexer na gente o que realmente importa na vida, viver.
Olá, Preciso encontrar uma cópia ou baixar esse filme e não encontro em lugar e site algum. Alguém pode me ajudar?
Bonito romance romântico passado na época em que a Rússia era governada pelo Czar. Retrata o que levou a população a apoiar uma revolução, como ela se iniciou, a guerra civil entre o exercício vermelho, os bolcheviques, e o exército branco. Muito bom.
- As últimas críticas do AdoroCinema
- Melhores filmes
- Melhores filmes de acordo a imprensa