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Francisco Russo
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687 críticas
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
"Dr. Jivago" é, sem sombra de dúvidas, um grande filme. Uma direção muito boa, cenas belíssimas e grandes atuações de Julie Christie e Omar Shariff. Há ainda a situação russa em meio a 2ª Guerra Mundial, que é muito interessante para todos aqueles que gostam de história mundial. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado com o filme, talvez por esperar que ele fosse uma obra-prima, o que definitivamente ele não é. "Dr. Jivago" pode ser dividido em três partes. Na primeira há um grande destaque à personagem de Julie Christie, com o de Omar Shariff sendo um simples coadjuvante. Na segunda ocorre justamente o inverso. Em ambas o filme conseguiu atender às minhas expectativas, são excelentes e você nem sente passar as suas 2 horas de duração. Mas é na terceira, quando os personagens de Christie e Shariff dividem as cenas, que o filme desanda um pouco. Neste momento o filme se torna um pouco prolongado demais, existindo ainda uma falha de roteiro, que foi a não-explicação do porquê Victor resolvera retornar à procura de Lara. Nada que o comprometa como o grande filme que é, mas que faz com que você sinta o cansaço de estar assistindo a um filme de mais de 3 horas de duração."
Dr. Jivago é um belíssimo filme dirigido por David Lean; terno, cativante e ao mesmo tempo uma lição de história, a qual ensina que as revoluções fogem ao controle, adquirindo uma dinâmica própria, autoritária, invasiva, rancorosa e até mesmo homicida. Talvez o verdadeiro motivo das revoluções seja o expurgo, de caráter subjetivo, com a intenção de expiar recalques e desferir vinganças contra os “privilegiados”. Assim é que Yuri Jivago (Omar Sharif), um homem apaixonado pela vida segue sua trajetória hedonista, rodeado de pessoas apaixonadas por sua vivacidade como Tonya (Geraldine Chaplin) e Larissa Antipova (Julie Christie), retribuindo com amor e proporcionando felicidade a essas mulheres. Ele é o outro tipo de homem, adaptável, esperto, mas não no sentido da sobrevivência ao qual se refere Komarovsky, (Rod Steiger), que é personificado por ele próprio, em oposição ao homem “idealista, que parece ser admirado mas que no fundo é desprezado”, caso de Pasha / Strelnikov (Tom Courtenay). A narrativa é costurada pelo meio-irmão de Jivago, Yevgraf (Alec Guiness), nosso eterno mestre jedi Bem Kenobi. O filme ensina que por detrás dos ideais nobres das antigas revoluções idealistas francesa, que preconizava igualdade, liberdade e fraternidade, e russa, o socialismo, houve um verdadeiro massacre que não poupou nem mesmo os mentores da própria revolução, mas nas revoluções silenciosas da contemporaneidade, desenvolvidas por pessoas dissimuladas dentro dos virtuosos e desprezados regimes democráticos, esse discurso só se presta à substituição de uma elite por outra, com menos virtudes e qualidades.
Obra-prima,trilha sonora belíssima,romance épico que retrata a Rússia do início do século XX,época da Revolução de 1917.Um clássico que não pode deixar de ser visto por quem aprecia a sétima arte.
Um filme inesquecível, que vale a pena rever. Muito bonita a vida do médico que se apaixona por Lara, mas se casa com Tonya, tendo como pano de fundo a Revolução Russa. Emocionantes atuações de Omar Shariff, Julie Christie, Geraldine Chaplin, Alec Guiness. Belas fotografia e a imortal canção "Tema de Lara".
Tendo como pano de fundo a Revolução Russa e a Primeira Guerra Mundial, o filme conta a história do médico Yuri Jivago. Casado com a aristocrata Tonya, ele conhece a jovem enfermeira Lara, que se torna o grande amor de sua vida Baseado em romance de Boris Pasternak, ganhador de cinco Oscar e considerado um dos maiores filmes da história do cinema. Muito envolvente, um filme que emociona do começo ao fim.. Simplesmente sensacional,Que filme aborrecido. Dramalhão. Uma história tão interessante. Precisava ser contada assim? Com esse peso? Tive que me conter para não dormir.
Um filme rara beleza, sem sombras de duvidas que está entre os melhores filmes de todos os tempos, não só pelas ótimas atuações e maravilhosa fotografia, como também pela parte histórica que passa fortemente, sobre a fome que assolava a guerra fria na Russia, relmente terá uma vaga especial em minha coleção!!!!
Bonito romance romântico passado na época em que a Rússia era governada pelo Czar. Retrata o que levou a população a apoiar uma revolução, como ela se iniciou, a guerra civil entre o exercício vermelho, os bolcheviques, e o exército branco. Muito bom.
Doutor Jivago é um romance que resgata o século XIX em um pano de fundo muito pronunciado da transição da Rússia czarista para a emergência da Revolução Russa. O diretor, David Lean é um especialista em grandes tomadas, paisagens que vão de desertos a florestas equatoriais, sempre envoltas com o mistério da natureza frente a momentos limites, como aqueles que se vive em guerras. Foi assim em A Ponte sobre o Rio Kway e Lawrence da Arábia, outros clássicos dirigidos por ele. As várias loucuras das guerras são expostas neles e a crítica parece ser maior do que a simples leitura de suposto macarthismo no filme. Vai além, porque resgata a fome, a miséria, o massacre de trabalhadores e a derrocada do czarismo. A guerra civil entre russos brancos e vermelhos permite o entendimento do início da União Soviética, os excessos e o aumento da opressão e da crescente falta de liberdade de expressão no capitalismo de Estado naquela sociedade de tipo oriental. A cena final mostrando a usina hidreelétrica e o trabalhador padrão permite observar uma suave crítica política do diretor e do autor da obra ao modelo social da época. O amor entre os dois principais atores percorre a estória e desliza por paisagens e locais lindos, gelados, pradarias verdes e sua tensão permanente foi muito bem desenvolvida por Shariff e Christie. Muito elegante esse filme.
Vi há muito tempo, quando foi exibido pela Globo, depois em várias reprises; a trama é interessante, porém um pouco longa; pena que pelo clima de Guerra Fria o maniqueísmo às vezes forçado prejudique a verossimilhança do filme, embora se baseie em romance de Boris Pasternak
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