Encontros e Desencontros
Média
3,8
911 notas

63 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

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5,0
Enviada em 18 de abril de 2019
A obra prima da diretora Sofia Coppola, filha do gênio Francis Ford Coppola! Filme indicado a quatro óscar, sendo agraciado ao óscar de Roteiro original. Aqui temos uma estória sublime de duas pessoas que se encontram e ali nasce uma mistura de sentimentos tanto de respeito como entre Homem e mulher. A direção de Sophia e extremamente eficaz, levando ao público uma solidez nos fatos e uma clareza absurda, sem afalar na sensibilidade em torno dos protagonistas que deixa o filme uma verdadeira obra de arte. Encontros e desencontros é um prato cheio para quem gosta de uma história real e cheio de humanismo.
Francisco Russo
Francisco Russo

19.542 seguidores 687 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Enfim dou o braço a torcer: Sofia Coppola acertou em cheio neste "Encontros & Desencontros". Desde quando a vi atuando em "O Poderoso Chefão 3" tenho uma certa implicância com ela, que não diminuiu muito após assistir "As Virgens Suicidas". Apesar de até ter um clima melancólico bem construído, nunca achei o filme de estréia de Coppola como diretora nenhuma maravilha, como muitos o consideram. Neste seu 2º trabalho pode-se perceber muito melhor suas qualidades como diretora. "Encontros e Desencontros" é um filme de gestos e olhares, onde pequenas atitudes representam muito dentro da história. O clima do filme em seu início é de solidão, tanto para o personagem de Bill Murray quanto o de Scarlett Johanson. O contraste da solidão de ambos com a agitação de Tóquio, sempre com muitas pessoas em todos os lugares por onde passam, é nítido e dura até o fim do filme. Aos poucos, à medida que os personagens de Murray e Johanson vão se conhecendo, este clima de solidão vai se transformando em ternura entre os dois protagonistas, pessoas solitárias que passam a dar apoio e amizade um ao outro. Sem eles mesmos perceberem a amizade vai se tornando cada vez mais forte, o que é mostrado de maneira pausada e bastante suave dentro do filme. Outro grande mote do filme são as brincadeiras em torno das diferenças culturais e da própria linguagem entre japoneses e americanos. Diversas vezes elas são exploradas, algumas delas de forma impagável (o comercial que Murray faz, por exemplo). Além disso, Murray e Johanson se saem muito bem em cena. Ambos têm atuações contidas, que se encaixam na intenção da diretora de expôr o sentimento de ambos através de suas expressões faciais, usando poucos diálogos. Quem viu "Mundo Cão" sabe que não é surpresa uma atuação deste tipo para Johanson, uma atriz em ascensão que está ainda mais bela no filme, mas o modo como Murray consegue conter seu humor histriônico e certas vezes físico chega a surpreender. "Encontros & Desencontros" é um filme muito bom, que prende o público pelo carinho com que seus protagonistas são retratados. Sim, pois apesar de serem bastante solitários percebe-se muito bem o quanto Sofia Coppola quis expôr a essência de tais personagens, mostrando o que eles realmente estavam sentindo nos instantes mostrados no decorrer do filme. Belo filme."
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de agosto de 2013
Bob Harris (Bill Murray, em uma performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e um Globo de Ouro de Melhor Ator de Filme de Comédia em 2004) é um ator cujas carreira e casamento estão em crise. Ele viaja para Tóquio, no Japão, pois recebeu dois milhões de dólares para estrelar a campanha de uma marca de whisky. Bob, ao contrário do que os outros pensam, não se encontra em uma crise de meia-idade. Ele simplesmente não sabe como compreender os novos rumos que a sua vida tomou nos últimos anos.

Já Charlotte (a excelente Scarlett Johansson) é uma graduada em Filosofia e esposa dedicada de John (Giovanni Ribisi). Ela acompanha o marido em mais uma das viagens a trabalho dele para o Japão – ele é fotógrafo e registra imagens de bandas de rock. John é um marido perfeito, do tipo que diz “eu te amo” cada vez que sai de casa, porém Charlotte está em crise consigo mesma; está perdida – tanto que está lendo um livro chamado “A Busca da Alma: Como Encontrar a Sua Verdadeira Vocação” – e não encontra nos amigos e no marido as pessoas com quem poderá conversar ou obter conselhos.

Bob e Charlotte serão os nossos guias durante “Encontros e Desencontros”, o segundo filme da carreira de Sofia Coppola – o seu roteiro original rendeu-lhe um Oscar nessa categoria em 2004. Estes dois personagens possuem muito mais em comum do que imaginam: estão “soltos” em Tóquio – cidade de estrutura grandiosa (imagens refletidas pelas visões de Scarlett Johansson durante os passeios dela) -, assustados com tanta tecnologia – em um certo momento do filme, a comunicação entre Bob, Charlotte e seus cônjuges chega a ocorrer via aparelhos de fax -, separados pelas barreiras da língua e costumes culturais diferentes, ou seja, eles estão perdidos e esperando para serem “resgatados”, ou melhor, encontrados.

Até mesmo nos ambientes em que eles mais dominam: atuação (no caso de Bob) e o marido (no caso de Charlotte) passam a ser encarados de outra forma enquanto eles estão no Japão. Bob não consegue desempenhar seu papel do jeito que acha melhor, pois não entende as instruções de seu diretor; e Charlotte não se sente parte do mundo do marido – por isso começa a questionar a relação dos dois – nem dos relacionamentos profissionais dele, afinal basta observar as reações dela às conversas de John com a atriz hollywoodiana (Anna Faris, as aparições dela roubam a cena) para chegarmos à conclusão de que, para ela, tudo aquilo é extremamente superficial.

Bob e Charlotte estão hospedados no mesmo hotel em Tóquio. É esse local que marcará uma série de encontros e desencontros entre os dois: no elevador; no hall, no parque esportivo e no bar do hotel – aonde uma mesma banda toca todas as noites. Esses encontros e desencontros são sempre sucedidos de noites em claro assistindo programas de TV japoneses – eles não conseguem dormir devido ao fuso horário -, passeios por Tóquio – nos quais eles tentam entender um pouco mais sobre a cultura japonesa – e silêncios inquietantes – os quais dominam grande parte do filme – e que representam a profunda solidão que eles sentem.

É no bar do hotel que acontecerá o encontro definitivo entre Bob e Charlotte. A partir daí, eles encontram um no outro a companhia de que precisavam para explorar Tóquio. Eles se divertem flertando entre si e indo à festas, boates, bares e karaokês ao lado dos amigos japoneses de Charlotte. Entre eles, a conversa parece ser mais fácil e os olhares comunicam tudo. Ainda podemos dizer que Bob encontrou na juventude de Charlotte a força de que precisava para enxergar e modificar certos aspectos de sua vida; e que Charlotte vê na maturidade de Bob a pessoa na qual ela pode confiar, se abrir sobre seus planos sem sentir que está sendo julgada, com o objetivo de obter aquilo que ela mais deseja: conselhos e estímulo.

A melhor maneira de resumir “Encontros e Desencontros” é dizer que este é um filme que retrata uma história de amor que não tem a mínima chance de acontecer. E a platéia é testemunha desse relato, o qual é contado com simplicidade e sensibilidade por Sofia Coppola – a trilha sonora do filme também ajuda bastante, uma vez que retratam os estados de espírito dos personagens em cada momento da história. Neste filme, as imagens valem mais do que mil palavras e a prova máxima disso é que a única coisa que vai ficar na sua cabeça quando “Encontros e Desencontros” terminar é a questão: o que foi que Bob sussurrou no ouvido de Charlotte? Seria esse o nosso final feliz?
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 9 de maio de 2019
Um belo filme sobre as inevitabilidades da vida, sobre as armadilhas que o sentir nos prega, sobre estar preso em uma situação sem saídas aparentes...Sofia Coppola, com este excelente Encontros e Desencontros, se impôs como realizadora de méritos próprios e deixou para trás qualquer dúvida sobre seu talento, não se fazendo simplesmente valer de um sobrenome famoso. ''O que será que o Bob sussurrou no ouvido da Charlotte no final?'' se você fez esta pergunta à si mesmo, isso significa que o minimo dos objetivos do filme foram alcançados : Você emergiu na trama, entendeu o mundo em que os personagens viviam, e passou a se importar com o destino deles. Bill Murray ótimo como sempre e Scarlett Johanssom em uma atuação de se definir carreiras. NOTA : 9.5 / 10
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

1.597 seguidores 293 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
A ocidentalização do Japão é um tema que costuma preocupar os "fundamentalistas" étnicos. Como um país que outrora era regido pela ética dos samurais pode ser dominado pelos norte-americanos? Ok, Tóquio pode ser confundida com qualquer outra capital ocidental quando vista de longe. Ledo engano. Sofia Coppola mostra esse fenômeno muito bem. Os japoneses se apropriam da língua inglesa e a transformam numa outra coisa que é incompreensível para um "native speaker". Pegam os jogos de videogame ocidentais e dão um sentido diferente do que estamos acostumados aqui do lado ocidental. É evidente que a diretora que é filha do genial Francis Ford Coppola, a provar que filho de peixe, peixinho é, utiliza-se de uma linguagem metafórica para mostrar que as pessoas estão fora de sintonia hoje em dia. Para tal ela se utiliza de Bob Harris (Bill Murray, aquele velho comediante do programa Saturday Night Live e do filme "Ghostbusters"), um ator americano de meia-idade, em decadência, que vai para Tóquio filmar uma propaganda do whisky Suntory. Ele fica hospedado num hotel de luxo da capital japonesa. Não consegue entender os japoneses. Seu casamento de muitos anos já está mais pra lá que pra cá. Sofre de insônia. Vai para o bar do hotel onde encontra Charlotte (Scarlett Johansson). Esta, por sua vez, é casada com fotógrafo (Giovanni Ribisi), que não dá a mínima para ela. As portas estão abertas para que a amizade entre Bob e Charlotte decole. A solidão e a melancolia não são previlégios dos estrangeiros, assinala Coppola. A atuação comedida de Bill Murray é espetacular. Ele imitando Roger Moore para o comercial do whisky, cantando "More than this", do Roxy Music, se contendo para não extravasar seu carinho por Charlotte, faz um trabalho digno de levar o Oscar para casa. A linda e jovem Scarlett Johansson faz um dueto e tanto com Bill Murray. Belíssimo filme. Não perca.
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de agosto de 2016
''O que será que o Bob sussurrou no ouvido da Charlotte no final?'' se você fez esta pergunta à si mesmo, isso significa que o minimo dos objetivos de Sofia Coppola tiveram êxito: Você emergiu na trama, entendeu o mundo em que os personagens viviam, e passou a se importar com o destino deles.
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de março de 2014
Nao é um filme pra ver mais de uma vez.. mas tem que ser visto.. é um bom filme...
Renan Rossi
Renan Rossi

768 seguidores 258 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Ótimo filme!!! A química entre Bill Murray e Scarlett é excelente.

Nota 8
Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 27 de dezembro de 2020
Filme superestimado. Assisti após muitos anos de recomendação, mas não me surpreendeu. É um filme bom, intimista, você consegue sentir a solidão dos personagens. Murray e Johansson estão excelentes no papel. O filme é lento e entretém
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 28 de novembro de 2014
Sofia Coppola resolve trazer a história,longe da correria das cidades americanas.E se baseia inteiramente no livro.Adapta com clareza,do começo ao fim.Aproveitando a cultura milenar,da terra do sol nascente,tradições também,como Ikebanas,jogos de azar e músicas no karaoke.Assim vivem os turistas americanos, Bob (Bill Murray),Charlotte (Scarlet) e John (Ribisi).O trio é a principal força no início do filme.Fazendo que a história seja construída,e que a qualquer momento,irá mudar.O filme parece que vive duas partes,uma boa,e outra ruim.Até a história se encaixar,o filme vive de momentos desinteressantes,onde vimos os personagens passeando pelas ruas japonesas,sem nenhum tipo de conclusão.Mais quando Bob e Charlotte se encontram em um bar,o filme parece tomar outro rumo.Pois melhora bastante a trama,e a dinâmica entre eles se torna interessante,e preenche o filme até o fim.Temos um pequeno elenco,a grande maioria é artistas orientais,mais Mais temos Bill Murray,Anna Faris ,Giovanni Ribisi e Scarlett Johansson,com suas atuações,eles salvam o filme.
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