Superman - O Retorno
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3,5
1805 notas

51 Críticas do usuário

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Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de setembro de 2017
No início dos anos 2000 o conceito de universos compartilhados no cinema nem sequer vagava pela mente dos produtores (talvez um ou outro tivesse algum devaneio nesse sentido, mas na época a ideia não passava de uma utopia). Os super-heróis da Marvel Comics corriam soltos por aí, em filmes lançados pela Fox, Sony e Universal. A Warner, por sua vez, que desde 1969 é detentora dos direitos da DC Comics, e motivada pelos bons desempenhos da concorrência, se convenceu de que seria um bom momento para voltar a apostar no gênero e, com isso, ao menos revitalizar os seus dois principais personagens saídos das HQs da editora, cujas franquias anteriores tanta bilheteria já haviam rendido no passado. Empolgados com a aceitação, tanto por parte do público quanto da crítica, do Batman Begins de Christopher Nolan, lançado em 2005, os produtores davam como certo de que Superman Returns, em plena fase de produção, e lançado no ano seguinte, naturalmente também teria um ótimo ‘retorno’. Porém, assim como alguns filmes baseados em personagens da Marvel também fracassaram naquele mesmo período, algo deu errado com este longa... O que teria sido?

O cineasta contratado para conduzir a empreitada parecia ser a escolha ideal, Bryan Singer, ‘o cara’ que deu vida aos X-Men na telona em 2000, cujo sucesso abriu as portas para toda essa invasão de super-heróis a qual hoje estamos acostumados a ver nos cinemas. Além de talentoso, Singer se mostrou também um grandiosíssimo admirador do personagem com o qual iria trabalhar e, ironicamente, é aí que reside um dos maiores problemas do projeto. Mais do que fã confesso do Superman, Singer era apreciador dos filmes estrelados por Christopher Reeve, principalmente os dois primeiros. Até aí tudo bem, afinal, quem não gosta daquelas verdadeiras obras-primas, que foram as primeiras superproduções a adaptar um super-herói para o cinema? Só que Bryan optou por fazer de seu filme uma espécie de ‘continuação indireta’ de Superman II (1980) e, com isso, condicionou a produção a uma nostalgia que acabou se revelando extremamente prejudicial ao resultado final visto na tela.

A escolha do então iniciante Brandon Routh para o papel-título foi celebrada pela imprensa e pelo público, que via com admiração nas primeiras fotos que eram divulgadas a impressionante semelhança física do ator com o memorável Reeve, que havia falecido há pouco tempo, em 2004. Com Routh, portanto, o cinema tinha ganho o seu novo Kal-El/Clark Kent! O vilão Lex Luthor seria vivido por Kevin Spacey, ator que já havia trabalhado com Singer no prestigiado Os Suspeitos (1995) e que deveria seguir à risca o padrão ‘vilanesco’ adotado por Gene Hackman nos longas de Richard Donner. Kate Bosworth foi a Lois Lane da vez, e pelo menos ela se distanciou um pouco da persona de Margot Kidder, a Lois setentista. A Warner conseguiu ainda liberar imagens de Marlon Brando como Jor-El que não tinham sido utilizadas no filme de 1978 para Brian poder inseri-las no novo longa, e assim ele o fez. Passado e presente se uniram para a volta triunfal do Superman às telas.

O que se vê no filme, no entanto, é uma tentativa desesperada, porém sem a mesma inspiração, de recuperar aquela atmosfera romântico-aventureira tão bem orquestrada por Richard Donner no Superman de 1978 e também no de 1980 (embora este último tenha a direção creditada a um outro Richard, o Lester, após a conturbada saída de Donner do projeto). Cenários, figurinos, situações, quase tudo remete àquelas produções, embora o filme se passe na ‘época atual’, o que só contribui para a sensação de desorientação do projeto, sem identidade própria. A história traz o Superman novamente à Terra depois de ‘um tempo’ afastado, ao passo que Clark volta a trabalhar no Planeta Diário e tem uma desagradável surpresa ao descobrir que Lois está noiva de um outro cara (vivido pelo ‘Ciclope’ James Marsden) e tem um filho! Já Luthor, na sua mais do que batida obsessão por conquistar grandes extensões de terra, usa kriptonita para criar uma ilha de proporções continentais e, com isso, destroçar o resto do mundo no processo, enquanto a plateia boceja de monotonia com o ‘ardiloso’ plano do vilão, que ocupa um tempo enorme de projeção com suas enfadonhas maquinações.

O longa reserva ainda alguns momentos, no mínimo, constrangedores ao kriptoniano, como quando fica melancolicamente admirando Lois de longe com sua visão de Raios X e ouvindo, com superaudição, as conversas dela com seu noivo, atitudes que evocam as de um adolescente tristonho pelo amor perdido. Este é outro item que incomoda, Kal-El fica entristecido durante o filme inteiro! Quanto aos atos heroicos do Super, ele faz alguns salvamentos aqui e ali, além de deter alguns assaltos. É curioso notar ainda a desnecessária insistência do roteiro no uso da super-força do herói, tamanha a quantidade de vezes em que o vemos erguendo ou contendo algo muito pesado, seja o globo do Planeta Diário, um enorme Boeing (a melhor sequência do filme) ou a ‘Luthorlândia’, o continente inteiro recém-criado por Luthor. E só. Não há confrontação direta dele com nenhum supervilão, e quando achamos que isso vai acontecer, surge um ALERTA DE SPOILERS no texto!

Quando o Superman chega à ilha que Lex fez crescer no oceano, a kriptonita que nela existe o enfraquece a ponto de ser sumariamente espancado pelos capangas de seu arqui-inimigo. O ato final do longa é ainda mais melancólico, pois remete à saga A Morte do Superman, porém de uma maneira totalmente diferente, e deprimente, deixando o herói em coma em uma maca de hospital (!). E o pior, após ‘vencer a morte’, ele não dá o troco nos vilões. Luthor termina isolado em uma minúscula ilha deserta, acompanhado apenas de sua assistente, e seus capangas são derrotados de forma indireta (uma enorme rocha cai sobre eles). Kal-El tem que lidar ainda com o seu novo ‘núcleo familiar’, e Lois (que não sabe que Clark é o Superman) termina com o coração dividido entre dois amores, pois seu noivo ainda está na parada! Durante a trama, descobre-se ainda que o filho de Lois tem poderes, deixando evidente quem é seu progenitor. Ao final do filme, o Super, ao saber que é papai, diz ao menino as mesmas palavras que seu sábio pai Jor-El lhe disse sobre ser diferente e ajudar a humanidade. FIM DOS SPOILERS!

Emotivo demais e emocionante de menos, assim foi o Superman que Brian Singer trouxe à vida, com sequências de ação pouco envolventes, a ausência de um vilão que enfrentasse o herói corpo a corpo e, por fim, uma realização tão reverente ao passado que o filme já nasceu datado. Toda a nossa reverência deve ser dada, sim, ao Superman vivido por Christopher Reeve, que foi um marco no seu tempo. Aquela sensacional e inesquecível trilha sonora composta por John Williams e adaptada por John Ottman para o filme de Singer foi um dos maiores acertos dessa nostálgica produção, que tem, sim, seus bons momentos. Porém, se tivesse sido elaborado um roteiro que deixasse toda a nostalgia de lado e desse ao filme mais liberdade para agir, quem sabe, a exemplo do Batman de Nolan, pudesse ter sido feita também uma trilogia que encerrasse a saga desse Superman em grande estilo, antes que fosse dado o pontapé inicial no DCEU. Superman – O Retorno arrecadou menos de 400 milhões de dólares no mundo, tendo custado quase 300 milhões, essa, sim, foi a morte do Superman de Bryan Singer. É uma pena porque Brandon Routh realmente tinha ‘cara’ de Kal-El/Clark Kent. Oito anos depois, a Warner/DC deu ao ator um ‘prêmio de consolação’, o papel de outro super-herói, o Elékton, que surgiu na série Arrow e hoje é um dos protagonistas de Legends of Tomorrow. Quanto a Singer, o cineasta voltou para os X-Men, conseguindo resultados relativamente satisfatórios.

Esta, portanto, é a saga do Superman que não alçou o vôo esperado e que rapidamente foi esquecido depois que O Homem de Aço (2013) de Zack Snider deu ao público o que ele queria, um filme de super-herói com trama e ambientação modernas, protagonizado por um ator que trouxe uma abordagem inédita ao personagem, e que proporcionou cenas de ação literalmente destruidoras em confrontos diretos com seus compatriotas, tão poderosos quanto ele. Um filme que, mesmo involuntariamente, deu início ao nosso querido Universo Extendido DC, cujos resultados entusiásticos que tem alcançado indicam que essa fase vitoriosa deverá durar por muito tempo!
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de dezembro de 2016
Sempre enxerguei Superman Returns como um filme de herói no limite (tênue) do aceitável. Nem de longe é a bomba nuclear que muita gente fala, mas claro que têm sim vários problemas, principalmente de ritmo e elenco (muito mal escalado). É bom, mas podia ter sido bem melhor...
Luti
Luti

12 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de julho de 2017
O melhor Superman já feito. Não dá pra entender as baixas notas, já que o filme preserva todas as tradições referidas ao grande herói. Um ótimo Lex Luthor, e ação sem ser banal e cheia de explosões chatas como em Homem de Aço.
Erik N.
Erik N.

2 seguidores 14 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de outubro de 2015
Este filme tem vários problemas porem ele chega a ser muito aceitavel, eu vejo o filme mais como uma homenagem ao personagem, pois há várias referencias tanto aos quadrinhos do herói quanto aos filmes do Christopher Reeve.
O filme tem poucas cenas de ação e uma história até que fraca, porem a maior qualidade do filme é o Lex Luthor que é interpretado por kevin spacey, o personagem é muito bem construido tem uma personalidade muito forte, se for para ver este filme, que seja por ele.
Rodrigo Cherigatto
Rodrigo Cherigatto

8 seguidores 22 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de novembro de 2014
Filme explendoroso muito bem feito!!!Os fans acharam que faltou açao,mas teve otimas cenas de açao e alem de tudo o filme homenageia o classico de 78 de cristopher reeve!
Jhonathan C.
Jhonathan C.

3.325 seguidores 415 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 15 de novembro de 2014
Superman - O Retorno tem lá suas qualidades e seus defeitos. Gostei por terem feito justamente para darem um desfecho melhor, diante do fracasso que foi o "Em Busca da Paz" com Christopher Reeve. Gostei também porque foi o Superman mais original em relação aos anteriores. O lado ruim foi 150 minutos sem praticamente nenhuma ação. Teve buracos no roteiro, e situações que não davam pra concordar (como o filho do Superman). Fora isso foi um bom filme, com boas atuações Brandon Routh e Kevin Spacey.
giovanni P.
giovanni P.

2 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de agosto de 2014
Mesmo não sendo um filme genial tem seus méritos, o grande problema desse filme foi ele ser uma continuação da saga de filmes clássica do superman
Fabio O.
Fabio O.

2 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de agosto de 2014
Excelente filme, ótima produção, roteiro bem desenvolvido e ao contrário do que dizem, um dos melhores filmes do Superman. Cometeu dois deslizes: spoiler: dar um filho ao Homem de aço
e ser uma continuação dos filmes anteriores (daria mais certo como um reboot). Mas lembrem-se da cena do avião, uma sequencia de ação incrível! A trilha sonora clássica também foi um ponto alto. Teria dado uma ótima sequela, infelizmente a Warner não ficou satisfeita com a bilheteria mundial do filme, que ficou abaixo das expectativas. A Direção de Bryan Singer não poderia ter sido melhor, o que já era esperado depois dos filmes X-men dirigidos por ele.
Ana Carolina V.
Ana Carolina V.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 27 de julho de 2014
prefiro o chistopher ele e um superman bem melhor apesa dos otimos efeitos o de 1878 consegue ser melhor pois esse superman so apanha. spoiler:
spoiler:
Nicolly B.
Nicolly B.

5 seguidores 17 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 24 de junho de 2014
Esse filme é um filme sem ação e sem conteúdo, e não pudermos ver Superman numa luta de verdade, só que mostra é ele salvando a cidade, a beleza do ator, a relação entediante dele com Luiz sem ação, Bryan singer é melhor com filmes de ficção cientifica do que de ação.
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