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Um visitante
3,5
Enviada em 19 de outubro de 2015
Eu já sabia que se tratava de algo tão comum em nossa sociedade,mas não imaginava que seria tão intenso do jeito que foi.O filme tenta nos mostrar com facilidade como nos enganamos as vezes,ou quase sempre.Temos o jovem Neto (Rodrigo Santoro) que descobre um mundo que ainda não havia experimentado.Mesmo não entrando de cabeça nos mundos das drogas,o pai não se ver convencido sobre as atitudes do filho.Um dos momentos mais intensos são as cenas dentro da clínica de reabilitação,muito bem interpretada,é algo que nos enche de aflição.
Rodrigo Santoro está em uma de suas melhores performances.Consegue manter sua qualidade em todo o filme,protagoniza com perfeição.Não deixando de destacar Othon Bastos e Cassia Kiss,o pouco que aparecem,fazem bons personagens.
-Filme assistido em 19 de Outubro de 2015 -Nota 7/10
Filme sobre jovem problemático que se envolve com drogas e más companhias, mas acaba internado no manicômio pelos pais, como solução para seu caso, mas ele só piora depois de muitos remédios, violência, loucura dos internos e choques. Um dia conseguirá sair e se tornará militante contra a institucionalização.
Dirigido por Laís Bodanzky e com roteiro de Luiz Bolognesi baseado no livro autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno, Canto dos Malditos. Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais, como pichar muros da cidade com amigos, usar brinco e fumar um baseado de vez em quando. Seus pais Seu Wilson (Othon Bastos) e Meire (Cássia Kiss) levam as experiências do filho muito a sério e sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. A premiada trilha sonora do filme mistura Arnaldo Antunes, André Abujamra, ‘rap’ e ‘punk’ ‘rock’ nacional. Filme denso, muito pesado. Ganhou inúmeras premiações tanto no Brasil como no exterior.
Creio que há muito tempo não via um filme em que tantos atores estivessem tão bem em cena. Brasileiro então realmente este é o primeiro em que vejo isto. O grande destaque de "Bicho de 7 cabeças" realmente são suas interpretações, desde Rodrigo Santoro e Othon Bastos até atores coadjuvantes, como Caco Ciocler e vários dos doentes mentais que se relacionam com Neto. A direção de Laís Bondanzky também merece destaque, sempre ousando ao mostrar o sofrimento de Neto dentro dos hospícios. Muito bom filme, merece ser o indicado brasileiro ao Oscar'2002.
A obra é baseada em fatos reais narrada no livro autobiográfico chamado "Canto dos malditos". O filme por ser curto trata-se logo de demostrar sua problemática central. No geral, o filme critica a forma de internação em manicômios no Brasil pelo qual dependentes químicos são tratados da mesma forma de quem tem problemas psiquiátricos. O filme não fica só nisso e sim em como após tais tratamento como ocorre a ressocialização do indivíduo. É preciso reconhecer a boa atuação de Rodrigo Santoro ( na qual tinha sido criticado antes da estreia do filme simplesmente por ser um galã global) e de alguns personagens secundários como o Gero Camilo na qual é difícil imaginar que todos ali realmente não são internos. Destaca-se também a filmagem, pois a impressão passado era de um documentário e para tal enredo, ajudou na realidade do filme. O filme ficou devendo um maior desenvolvimento e de construções afetivas entre o protagonista Neto com sua família e amigos. Mas no geral, é um bom filme nacional.
Um bom filme, mas confesso que esperava bem mais dele. O que se salva é a ótima atuação de Rodrigo Santoro.Mas não deixa de ser um bom filme de Lais Bodanzky, que mostra o que atitudes radicais podem transformar completamente a vida de que nos circunda. O apelo emocional do filme é enorme e algumas cenas fortes compõem este bom filme sobre loucura e realidade. Não está entre meus preferidos, mas deve ser visto!
A intenção do filme é denunciar a situação desumana vividas por pacientes manicomiais naqueles anos, sujeitos a todo tipo de abuso em hospitais psiquiátricos. E nesse sentido, cumpriu bem a sua função, pois consegue chamar a atenção do espectador para este problema, de forma tocante. Somando, o drama familiar, pois os parentes são inevitavelmente atingidos, e, às vezes, são os próprios algozes dos internados, como é o caso do filme.
A sutileza da diretora Laís Bodanzky em delinear a psicologia dos seus personagens é digna de nota: existem os bons de um lado (aqueles que não fazem parte do mundo psiquiátrico), e existem os maus (aqueles que tiveram o infortúnio na vida de virem a trabalhar em Hospitais Psiquiátricos). Uma visão dialética de jardim-da-infância, uma espécie de gibi do pensamento hegeliano para crianças. Para a diretora e para Luis Bolognesi, o roteirista, os seres humanos são bidimensionais. O grande malefício do filme, em minha opinião, é servir para aumentar o preconceito já existente da sociedade em relação à Saúde Mental. Os doentes mentais são tratados de forma caricatural, assim como quem os trata. E dizer que esse filme ganhou 7 prêmios no festival de Brasília. Vejam a que ponto chegou o desespero de ter de se premiar algum filme num festival onde a quantidade e qualidade andam escassas!
Rodrigo Santoro conquistou merecidamente público e crítica pela sua composição do personagem Neto. Othon Bastos e Cássia Kiss estiveram ótimos como sempre. O enredo é bom, as imagens, fortes, e o resultado, compensador.
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