"Rocky V" é, acima de tudo, uma despedida mau feita! O filme tentou finalizar o legado do personagem apenas no quinto filme, no qual provavelmente seria melhor feito se a série fosse, na verdade, uma trilogia. É estranho ver que o filme se saí tão mau como história, como atuações e como profundidade, tendo em vista que o diretor do filme original voltou ao cargo. Obviamente, é perceptível que ele gosta de miséria, sendo que o personagem-título volta para a infelicidade do primeiro filme, e o mais interessante, por um motivo bobo e mau retratado no roteiro.
Basicamente, o filme não sabe se foca suas atenções na "nova doença" do Rocky, na volta da vida infeliz dele ou ainda se irão mostrar a "solidão" do personagem, pelo qual sente saudades de lutar, tendo dizendo que iria se aposentar desde o 3° filme da série. O roteiro é indeciso, a história é altamente clichê e a atmosfera do filme em si é desinteressante e enjoativa.
As atuações também são péssimas, talvez não por parte do elenco fixo da série, mas sim dos novos personagens. Richard Gant interpreta um personagem extramente forçado, irritante e sem o mínimo de novidade. O ator exagera tanto que chega a ser ruim vê-lo em tela. Tommy Morrison faz, para variar, um lutador fracassado na vida (tentaram uma pegada de "o novo Rocky", mas nem os coadjuvantes do filme colaram). O ator também não se esforça para atuar, até porque, ele não é um ator.
"Rocky V" nada mais é, do que aquele filme que toda saga expansiva possuí, ou seja, o ruim! É um filme completamente esquecível, e felizmente, não foi a verdadeira despedida do personagem, que Sylvester Stallone conseguiu salvar depois de 16 anos.
Obs: O filme, apesar de tudo, possuí uma cena impactante e emocionante. Refiro-me ao flashback de Rocky com lembranças de seu técnico Mickey. O momento não apenas é cheio de frases impactantes, quanto também é nostálgico para qualquer fã da série.