Entre tanta ambição, referências e personagens, a narrativa vira coadjuvante de um espetáculo que não se sustenta sozinho
Mais planetas, mais personagens, mais referências… e, curiosamente, menos filme. A continuação leva a ideia de que tudo precisa ser maior tão a sério que esquece de dar tempo para a própria história respirar. É bonito, vibrante, cheio de energia e claramente feito para arrancar aquele sorriso de reconhecimento a cada nova aparição. E funciona, até certo ponto.
O problema é que, no meio de tanta coisa acontecendo, quase nada realmente se desenvolve. As ideias estão lá, os conflitos também, mas tudo passa rápido demais, como se o filme tivesse mais interesse em mostrar o próximo momento do que em fazer você sentir o atual.
No fim, diverte, impressiona e cumpre seu papel dentro desse universo em expansão, só não deixa muita coisa para levar depois que acaba.
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