Um roteiro satírico sobre o aquecimento global e alienação geral. Público anestesiado não se dá conta da deterioração das nições climáticas. Tom Cruise sempre entrega o esperado.
Digger é um filme que quer falar de muita coisa e, por incrível que pareça, consegue sobreviver a boa parte dos próprios excessos. A sátira sobre poder, petróleo, negacionismo e controle de informação funciona melhor quando o absurdo parece menos distante da realidade do que deveria.
Nem tudo tem o mesmo peso, alguns personagens ficam pelo caminho e certas críticas são diretas demais, mas existe personalidade na forma como Iñárritu organiza essa bagunça.
E no centro de tudo está Tom Cruise, completamente entregue a um personagem estranho, exagerado e bem longe da imagem que marcou seus últimos anos.
Não é um filme que acerta tudo, mas provoca, diverte e consegue ser interessante justamente porque quase passa do ponto o tempo todo.
O filme acompanha a vida do homem mais rico do mundo à beira de um colapso catastrófico.
É o tipo de produção que mistura elementos de realidade, teatro e fantasia, apostando principalmente em um humor ácido e em um certo sarcasmo político.
Ao meu ver, confesso que fiquei confuso durante boa parte da trama, esperando que a história apresentasse algo além das situações absurdas e do humor carregado de ironia. Em alguns momentos, senti que o filme tinha potencial para ir mais longe, mas acabou não desenvolvendo algumas de suas ideias da maneira que eu esperava.
Com Tom Cruise no papel de protagonista, senti que ele tentou carregar o filme nas costas, mas, para mim, nem mesmo sua presença foi suficiente para sustentar completamente a produção.
Acabou sendo uma experiência um pouco confusa e abaixo das expectativas.
No geral, recomendo para quem gosta de humor ácido, sátira política e um toque de fantasia.
Eu achei Digger um filme inteligente, e confesso que fui com zero de expectativa. As criticas falam que durante parte do filme, vc nao entende muito bem, e é verdade. Mas, no final fica tudo se conecta. Achei muito interessante a forma como o filme descreve nossa sociedade, mostras nossas contradições. Nos dá muito o que refletir. Para mim, foi um dos melhores filmes que assisti!
Sem dúvida o melhor filme de 2026. A estetização da política negacionista dos tempos atuais, onde a ciência é negada e os recursos naturais vilependiados em favor de projeto de enriquecimento de multinacionais e governos. Quando a catástrofe é inevitável, a sala da presidência dos EUA vira lugar de culto, com políticos pastores levantando a bíblia e clamando para que Deus intervenha a favor do caos que eles criaram. O roteiro é uma obra prima com argumentos que não sobram para ninguém. Atuações magistrais como as de Tom Cruise no papel do dono da empresa de petróleo e dos atores que fazem o papel do diretor de meio ambiente desta empresa e o presidente dos EUA. Um filme para espíritos críticos e antenados com o poder das grandes empresas, manipulação dos políticos da extrema direita e com paciência, pois o filme peca por dar voltas re-explicando o que todo mundo já entendeu.
Filme reflexivo... desconfortável e estranho. Dito isso, gostei muito! Valeu a pena não dava nada e já fui com um pé atrás por causa do Tom Cruise mas tanto ele quanto o filme entregaram muito.
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