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1 crítica
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5,0
Enviada em 19 de junho de 2025
Excelente filme! O filme permite captar detalhes e referências que enriquecem a história, fora que a história em si é bem interessante. Os personagens tem presença marcante
"There a legends of people born with the gift of making music so true it can pierce the veil between life and death. Conjuring spirits from the past... and the future."
A partir de hoje, eu terei o dobro de vigilância sobre quem permito entrar em casa.
Uma obra sensacional, repleta de originalidade, sentimento, música e críticas sociais. A narrativa ambientada no sul dos Estados Unidos durante a década de 1930, apresenta-nos o ódio e o amor existente naquela comunidade, e também, a arrepiante beleza da ancestralidade.
O genial diretor, Ryan Coogler, utiliza o horror do filme como metáfora para a violência sociorracial, a qual assola a humanidade desde a antiguidade. No entanto, em consonância com a realidade, a força, a paixão e o vigor dos personagens prevalece diante das adversidades.
(Por fim, eu não posso deixar de dizer que Jack O'Connell interpretou um dos vilões mais sedutores que já vi na vida, e que a minha cena favorita, certamente, é a arrebatadora canção de Miles Caton no clube.)
Filme impecável, ele não aborda só o terror dos vampiros, mas usa os vampiros como representatividade dos brancos, e como eles sugam, destroem e consomem toda nossa cultura, e chegam sutilmente assim como o pop, que moldou o blues, rap e o hip-hop como se fosse algo criado por eles. spoiler: Por isso na cena dentro onde o Pastorzinho toca e vemos diversas culturas, é tão impactante, apresentando diversas fragmentações da nossa cultura, música, dança e religião e falando em religião ao ver tanto o pai do pastorzinho demonizando o, blues, e claramente por pura influência do cristianismo que foi imposta ao povo africano como forma de controle, como forma de não biscarem suas raízes.
Mas o filme tem tantas camadas, tantas camadas, que resumir ele apensa a um filme de vampiro é simples desrespeitoso com a cultura negra e com o diretor. Analisem o filme novamente e prestem atenção em cada detalhe, quem sabe assim, alguém entenda que não gostou do filme por ser ruim, mas sim porque, em olhos de vampiros (pessoas brancas), vocês não conseguem entender a perfeição desse filme.
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