O filme é muito bom... Acho que está na categoria errada, não é sobre vampiros e muito menos terror, mas vale muito a pena. Quando olhei, já tinha se passado 1h de filme e eu nem tinha percebido!
Eu sabia que o filme era de terror, mas não desse jeito.. terror, terror na verdade não tem, mas o filme é totalmente fora da curva. tem dança, tem musical, tem história, tem representatividade, tem romance, tem ação. o filme tem tudo e conta várias histórias. eu adorei!
Pra mim, Pecadores não é só um filme de vampiro. Na real, os vampiros nem são o foco de verdade. O que mais me tocou foi perceber como o filme usa o terror pra falar de uma coisa muito real: a forma como a cultura negra foi sugada, explorada e apagada ao longo da história.
Os vampiros ali representam muito mais do que monstros - eles são uma metáfora pros brancos que, ao longo do tempo, se alimentaram da cultura negra, da dor, da arte, da música... sem dar nada em troca. A Ku Klux Klan, o racismo escancarado, tudo isso mostra como os negros eram tratados como se não fossem gente, como se fossem só algo a ser usado.
E o mais pesado é que isso não ficou só no passado. Até hoje, muita coisa que nasceu do povo preto - como o jazz, o blues, o próprio estilo - foi apropriado, embranquecido e vendido como se tivesse surgido do nada.
Então, Pecadores me pegou de um jeito diferente. Ele fala de sangue, sim - mas também de roubo cultural, de dor histórica e de como isso ainda corre nas veias do mundo.
O filme em si não tem uma boa trama. A excelência vem através da atuação do exímio M. Jordan que entregou muitíssimo talento ao desempenhar o papel dos gêmeos. E ademais, todas as cenas dele foram perfeitas. Minha nota máxima é totalmente por ele. Vale a pena alugar para assistir, se for o caso.
Deveria estar entre os 10 filmes da década, não só pelo fato de abordar com exatidão e firmeza o tema sobre escravizados, o que falta em terror é suprido pela ótima trilha sonora . PERFEITO
Ousado e brilhante definem esse filme! Trás um lado riquíssimo cultural, com ótimo cenário, atuação, e roteiro bem feito, e vai melhorando cada vez mais, não fica preso ao clichê de vampiro, trás esse tema com uma abordagem mais raiz. Recomendo!
“Pecadores” é uma obra-prima cinematográfica que consolida Ryan Coogler como um dos diretores mais visionários de sua geração.
Com uma direção firme, ousada e profundamente humana, Pecadores mergulha nas contradições morais de seus personagens com uma sensibilidade rara. Coogler conduz a narrativa com ritmo preciso e carga emocional devastadora, entregando um filme que é ao mesmo tempo íntimo e universal, brutal e poético.
Pecadores não é apenas um filme — é uma experiência. É cinema que incomoda, provoca, transforma. Ryan Coogler entrega um épico moral que fala sobre culpa, fé, redenção e o lado sombrio da alma humana. Um filme obrigatório para quem ama a sétima arte em sua forma mais pura e impactante.
“Pecadores” será lembrado como um marco de 2025 — e talvez da década.
Confesso que me surpreendeu positivamente, filme te prende do início ao fim, conseguem passar todo ar de incerteza, medo, e sombrio ao redor de enredo principalmente dentro da casa de festa, atuação digna de Oscar do Michael b jordan, recomendo demais
Em Pecadores, Ryan Coogler não entrega apenas um filme — ele entrega um ritual. Ambientado no Mississipi da década de 1930, o longa mistura sangue, fé, blues e terror com uma maestria rara. Michael B. Jordan brilha em dose dupla como os irmãos gêmeos Stack e Smoke, veteranos da Primeira Guerra que tentam abrir um juke joint em um sul ainda assombrado pelo racismo — e, literalmente, por vampiros.
O que parece um filme de monstro logo se revela uma crítica feroz à colonização espiritual, à supremacia branca e à forma como a arte negra é reprimida e explorada. A trilha sonora, pulsante e ancestral, é tão poderosa que parece abrir portais. E talvez abra mesmo.
Coogler faz uma alquimia entre religião, ancestralidade e música que transcende o gênero do terror. Aqui, os vilões usam capuzes brancos e presas afiadas, mas o verdadeiro horror mora na tentativa de silenciar corpos que cantam, dançam e resistem. Cada cena é carregada de simbolismo, do teto em chamas ao último acorde no piano.
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