Pecadores
Média
4,1
949 notas

246 Críticas do usuário

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Vitor R
Vitor R

51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de maio de 2025
Ryan Coogler mais uma vez dando aula de roteiro e direção, deixando bem claro que tem um nome gigante e que ainda tem muito mais a nos mostrar. O filme conseguiu manter o mistério para muitas pessoas e não revelar o tema que retrataria, no quesito terror. Foi um filme que trouxe uma sensação muito boa, não se propõe a ser aquele filme que irá reinventar o terror, mas não fica pra trás em nenhum momento.
Elenco de peso, com músicas EXCELENTES e envolventes.

Com muitas figuras de linguagem e um contexto que fica subentendido, e busca deixar uma mensagem bem clara sobre questões autorais e exploratórias de outras raças, culturas e, até mesmo, religiões.

Envolvente do início ao fim e, obviamente, atuação IMPECÁVEL de Michael B. Jordan que aqui só mostra mais seu brilho fazendo não um, mas dois personagens, que ao decorrer da história destrincha a personalidade de cada um.

Tem alguns momentos cômicos que podem ser que incomodem, mas nada que te tire do filme. E traz a possibilidade de, talvez, estarmos vendo o início de uma nova franquia? Fica aqui o questionamento.
Daniel Cardoso
Daniel Cardoso

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de maio de 2025
Este filme faz valer o cinema ainda. Não se apegue ao terror ou ao apelo que as sinopses dão evidenciando forças do mal. Aqui é uma obra sobre negros, perseguição racial, musica, religião e crenças. É tudo tão bem amarrado com cenas antológicas que te fazem querer rever cada nuance explorada pelas câmeras. Um excelente filme!
CZanatto
CZanatto

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2025
O começo, aprofunda o restante da história, deixa tudo mais conexo, lindo e intenso. Atuação impecável e músicas ótimas. Filme do ano
carol de witt
carol de witt

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de abril de 2025
Pecadores é aquele tipo de filme que assim que ele termina, você quer mais! A história te prende do começo ao fim, as narrativas ricas e cheias de cultura facilitam para que isso aconteça. Um filme que, na minha opinião, não da pra dar um gênero específico pois é uma mistura muito gostosa de assistir de terror, drama, suspense, comédia, ação... tudo junto e mesmo assim muito bem colocado. A fotografia é uma peça chave desse filme, a escolha de Ryan Coogler de filmar todo o filme em película da um toque a mais e te conecta ainda mais com o ambiente que se passa o filme (Década de 30). Outra peça chave é a música, que é um elemento muito importante para a narrativa da história, e que sem sombra de dúvidas é a minha parte favorita do filme. Para encerrar, não poderia deixar de falar sobre o elenco do filme que é sensacional! Michael B. Jordan e Miles Caton foram excepcionais, a interação deles durante toda a história é muito foda! Ryan Coogler está de parabéns, produziu um filme que até agora é o melhor do ano (na minha opinião). *NÃO CONTÉM SPOILER*
gustavo Gu
gustavo Gu

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de abril de 2025
Filme equilibrado entre arte e entretenimento.

Atuação exemplar do Michael B. Jordan.

Têm defeitos ? Se procurar, acha. Mas, se não procurar, acho que nada salta aos olhos; não procurei e não senti falta.

Filmão ! Valeu o ingresso.
Fernanda
Fernanda

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de abril de 2025
o filme tem um ritmo muito bom, começo meio e um filme ótimo, trilha sonora fantástica e emocionante
Ryuk
Ryuk

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de abril de 2025
Fui assistir sem esperar nada, só mais um filme, e acabei surpreendido. A trilha sonora é perfeita, dá o tom exato pra cada cena. A ideia foi muito bem explorada e as atuações estão incríveis. Vale demais os 4,5/5.
ogaabsoa
ogaabsoa

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de abril de 2025
Magnificooo, trilha sonora perfeita além de uma otima historia além do filme ser bastante fluido…..
ines avelar
ines avelar

2 seguidores 131 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de abril de 2025
Este filme tem muitas camadas o que o torna interessante, emocionante e não mais um simples filme de terror que dificilmente cai no ridículo. O elenco é excelente, a banda sonora incrível
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 486 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de abril de 2025
Em “Pecadores”, Ryan Coogler entrega o seu filme mais autoral, ambicioso e maduro até agora. Numa ousada mistura de sobrenatural, drama histórico e musicalidade, o diretor, conhecido por imprimir uma assinatura forte sobre cultura negra em seus trabalhos anteriores, como Fruitvale Station e Pantera Negra, agora se aventura por um território ainda inexplorado por ele: um thriller de época com vampiros e muito blues. E nessa jornada, ele se alia novamente a seu parceiro de longa data, Michael B. Jordan, que brilha em dose dupla interpretando os irmãos gêmeos Smoke e Stack com uma potência dramática rara e magnética. O resultado é um filme que não apenas impressiona pela forma, mas também pela densidade de conteúdo, com camadas que falam de pertencimento, resistência e herança cultural.

A trama se passa nos Estados Unidos da década de 1930, em plena Lei Seca, e desde os primeiros minutos somos transportados para um ambiente que pulsa com referências à história negra americana, sobretudo no que tange à música, ao racismo estrutural da época e à desigualdade social. A ambientação é impecável, desde o figurino até a direção de arte, e a fotografia de Autumn Durald Arkapaw mergulha o espectador em uma atmosfera sombria, estilizada e hipnótica, onde cada quadro parece pensado como uma pintura viva. Ainda assim, talvez o maior trunfo técnico do filme esteja na trilha sonora de Ludwig Göransson, que atua como uma espécie de alma pulsante da obra. O blues, como linguagem e narrativa, atravessa a jornada dos personagens e se torna um elemento quase místico, uma força ancestral que dialoga com as dores e as conquistas daqueles que vieram antes.

Apesar de o marketing ter vendido o filme como uma experiência de ação sobrenatural, quase um blockbuster de vampiros reinventado, “Pecadores” é, na verdade, um drama com um ritmo mais contemplativo e uma construção narrativa que exige entrega e paciência. E quando se compreende essa proposta, tudo começa a fazer sentido. O filme não está interessado em reinventar os mitos dos vampiros com efeitos e reviravoltas mirabolantes — ainda que elementos clássicos como alho, estacas e rituais estejam presentes —, mas sim em usar essas figuras como metáfora. A seita que se opõe aos protagonistas, liderada pelo personagem vivido com intensidade por Jack O’Connell, funciona mais como um reflexo das elites brancas opressoras do que como vilões sobrenaturais em si. Eles são a representação viva da apropriação, do controle e da exploração daquilo que não lhes pertence.

Michael B. Jordan entrega uma de suas melhores atuações da carreira, criando dois personagens que, apesar de idênticos fisicamente, possuem alma, história e energia completamente distintas. Smoke e Stack são construídos com delicadeza e firmeza, o que evidencia não só a habilidade do ator, mas também a sensibilidade de Coogler em dirigir e explorar suas camadas. Mas o elenco não se apoia apenas em Jordan. Hailee Steinfeld, como Mary, entrega um desempenho cheio de nuances, assim como Miles Caton, estreando com segurança e presença. O filme acerta até mesmo nos coadjuvantes, todos com propósitos bem definidos, ainda que alguns tenham tempo limitado em tela.

Se há um ponto onde “Pecadores” não se aprofunda tanto quanto poderia, é justamente nos elementos sobrenaturais. A mitologia dos vampiros e seus rituais são pinceladas com estilo, mas nunca totalmente exploradas. Entretanto, essa escolha parece mais intencional do que acidental. O foco aqui nunca foi o terror, mas sim o impacto social, a força da ancestralidade e a resistência cultural. É nesse ponto que o filme mais se diferencia das produções convencionais do gênero e se destaca como uma obra que busca muito mais provocar reflexão do que apenas entreter. E isso, por si só, é uma escolha corajosa e muito bem-vinda.

“Pecadores” é uma obra que fala sobre sangue, no sentido literal e simbólico: o sangue que conecta, que denuncia, que cura e que canta. É sobre a dor de um povo, mas também sobre sua força e criatividade. Ao entrelaçar o mito dos vampiros com o poder do blues e o peso da história negra americana, Coogler cria um filme que pode até dividir expectativas, mas que com certeza marca seu lugar como uma das experiências cinematográficas mais relevantes e ousadas de 2025 até agora. É cinema com identidade, propósito e uma pulsação própria.
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