Pecadores
Média
4,1
949 notas

246 Críticas do usuário

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99 críticas
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Filmeuser
Filmeuser

5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2026
Excelente. A história traz em seu enredo a luta racial, música e a ficção dos vampiros, conectando todos esses pontos de maneira extraordinária. Primeiro, o debate racial é levantado fortemente no filme, mostrando a dificuldade vivida pelo povo negro nos antigos anos dos EUA, sem colocar o tema de forma que apagasse os demais pontos. Outrossim, a música, além de se inserir na história, se mostra como uma forma de protesto e união do povo, que busca nela o mero direito de lazer. Ao cabo, importante ressaltar a grandiosidade da atuação de Michale B. Jordan ao interpretar os gêmeos, que apesar de não possuírem diferença física (recurso ousado do diretor, dado o fato de que nos filmes e séries, normalmente, gêmeos possuem diferença na sua aparência), mostra de forma sutil as distintas personalidades de cada personagem. Tudo isso, com muita ação.
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de janeiro de 2026
Sinners é um filme que pode facilmente ser vendido como uma obra de terror estilosa sobre vampiros, mas essa é apenas a camada mais superficial da experiência. O longa funciona bem no entretenimento — a atmosfera é envolvente, a direção constrói tensão com inteligência e a trilha sonora é simplesmente maravilhosa —, mas seu verdadeiro valor está no que é dito nas entrelinhas.

A música, especialmente o blues, não está ali apenas como ambientação. Ela representa cultura, identidade e resistência. Assim como outras manifestações culturais historicamente marginalizadas, o blues nasce da dor, da opressão e da criatividade de um povo que encontrou na arte uma forma de existir e sobreviver. Nesse sentido, Sinners dialoga com processos muito reais de demonização cultural: aquilo que antes era visto como pecado, desordem ou ameaça, com o tempo passa a ser absorvido, ressignificado e, muitas vezes, apropriado.

Os personagens centrais simbolizam essa resistência que nunca se entregou facilmente. Eles não se encaixam, não pedem permissão e, por isso, são constantemente tratados como perigosos, fora da lei ou moralmente condenáveis. Já os vampiros funcionam menos como monstros tradicionais e mais como metáfora: figuras que não criam, mas consomem; que sobrevivem sugando o que é vivo, autêntico e pulsante nos outros. O discurso de falsa igualdade — “somos todos família” — soa menos como reconciliação e mais como apagamento histórico.

O filme também levanta uma questão incômoda: o que acontece quando a resistência vira mito? Quando ela deixa de ser prática viva e se transforma em imagem, memória confortável ou produto cultural? Sinners sugere que, nesse processo, o sistema aprende a absorver, lucrar e descartar, mantendo intactas as estruturas de poder.

No fim, Sinners é um bom filme de terror, mas é ainda melhor como alegoria social. Sua trilha sonora é marcante, sua atmosfera é poderosa e sua narrativa permite múltiplas leituras. Quem assistir apenas esperando ataques de vampiros vai se divertir. Quem prestar atenção nas entrelinhas vai perceber que o filme conta uma história muito maior — sobre cultura, apropriação, culpa e sobrevivência.

E é justamente essa ambiguidade que faz Sinners permanecer na cabeça muito depois dos créditos finais.
Edisonmedici
Edisonmedici

1 seguidor 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de dezembro de 2025
Gostei muito da produção! Filme com entretenimento do início ao fim… boas atuações e trilha sonora intocável!!! Um dos melhores filmes de 2025.
Wladeson Dias
Wladeson Dias

21 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de dezembro de 2025
Filme diferente de tudo que já vi, vale a pena assistir. Elenco excelente, roteiro inovador, mistura de Drink no Inferno com Blues, terror e história americana.
Igor C.
Igor C.

17 seguidores 443 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de outubro de 2025
Filme com um roteiro sólido e intenso, bem construído e desenvolvido do início ao fim. A história é envolvente e muito bem conduzida, mantendo o ritmo e a tensão de forma equilibrada. Michael B. Jordan em dobro foi um destaque à parte, entregando uma performance marcante que elevou ainda mais a qualidade da obra.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de setembro de 2025
O filme é surpreendentemente estiloso, bem dirigido e bem atuado, criando quase uma dinâmica própria e mesclando diversas linhas culturais para traçar um vampiro único. Com os primeiros atos que não respondem ao desfecho final, ele brinca com o telespectador a cada cena. Temos um início no melhor estilo faroeste, com músicas de gaita, planos abertos, roupas estilosas, armas na cintura e encaradas, que se esvai para um drama e depois para um filme de terror, no melhor estilo Um Drink no Inferno. Os Pecadores já nasce como um filme clássico — com exceção desse nome, que é péssimo —, contudo temos aqui um terror autêntico, que abraça suas raízes e faz algo diferente, com cenas marcantes e uma bela trilha sonora. Sem falar da sólida construção de roteiro; até existem algumas linhas narrativas que não se conversam tão bem, mas, no conjunto da obra, tudo funciona. 9/10
Alyson F.
Alyson F.

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de agosto de 2025
Surpreendente para um filme de terror, com nuances de humor, excelente fotografia e trilha sonora e até as cenas musicais, que muita gente como eu odeia, divertem. Para mim a cereja do bolo foi o Buddy Guy nos créditos. Por ser um filme tão longo e que prende nossa atenção esse diretor tirou água de pedra.
Paula Carvalho Raymundo
Paula Carvalho Raymundo

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de julho de 2025
Gostei do filme! Uma mistura de elementos que deram certo, mesmo parecendo improvável! Segregação racial, vampiros e até uma pitada do folclore irlandês! A trilha sonora é muito boa!
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de setembro de 2025
Sinopse:
Dois irmãos gêmeos tentam deixar suas vidas problemáticas para trás e retornam à sua cidade natal para recomeçar. Lá, eles descobrem que um mal ainda maior está à espreita para recebê-los de volta.

Crítica:
“Pecadores”, desenvolvido sob a direção visionária de Ryan Coogler, é um filme que posiciona o terror em um novo patamar, levando o público a uma jornada emocional e visual inesquecível. Ambientado em 1932, na região do Delta do Mississippi, o filme mistura a profundidade da narrativa com questões sociais urgentes. A trama de dois irmãos gêmeos, interpretados genialmente por Michael B. Jordan, que retornam à sua cidade natal apenas para se deparar com forças sobrenaturais, é uma história que ecoa além da tela, ressoando com temas de redenção e confronto com o passado.

A cinematografia de “Pecadores” é uma obra-prima em si. Cada cena é meticulosamente composta, criando um ambiente envolvente que parece quase pictórico. Em momentos decisivos do filme, a estética se transforma em um quadro, onde a luz e a sombra dançam de maneira hipnotizante. A utilização da tecnologia IMAX eleva essa experiência, fazendo com que o espectador sinta como se estivesse vivendo os eventos em tempo real. Cenas que exploram a paisagem do delta e suas características únicas são potencializadas, transportando-nos para uma época e lugar que quase podemos tocar.

Coogler não só demonstra destreza na direção, mas também uma incrível habilidade em trabalhar com o elenco. Michael B. Jordan brilha em seu dualismo, trazendo profundidade a personagens que desafiam a percepção do público sobre o bem e o mal. O suporte de um elenco estelar, incluindo Hailee Steinfeld e Delroy Lindo, complementa a narrativa, imergindo o espectador em um drama sombrio carregado de emoções conflitantes e um terror sutil, mas palpável.

A atmosfera estabelecida é intensificada pela trilha sonora, que combina elementos orquestrais com sons mais etéreos que capturam a essência do sofrimento e do mistério no filme. Compositores como Hildur Guðnadóttir realmente elevaram o jogo, criando uma colagem sonora que se torna quase uma personagem em si. As notas são como sussurros que ecoam na mente do espectador após os créditos finais, provocando reflexões longas e profundas sobre os temas abordados.

Nesse filme, o terror não é apenas uma questão de sustos; é uma exploração de medos internos e externos. Os monstros que habitam a cidade não são apenas figuras sobrenaturais, mas representações do passado e das falhas humanas. A intersecção entre o horror físico e o psicológico transforma “Pecadores” em uma alegoria sobre a luta pela superação e a aceitação de quem somos, traumas e tudo.

As reviravoltas na narrativa são intrigantes e bem construídas, sempre mantendo o espectador na ponta da cadeira. Embora se ancore em elementos clássicos do terror, Coogler inova ao misturar essas tradições com novas interpretações que instigam e surpreendem. Cada mudança de direção na história parece intencional, adicionando camadas de complexidade que levarão o espectador a revisitar o filme com um olhar renovado.

Um dos aspectos mais impressionantes de “Pecadores” é a forma como ele gera discussões significativas após a exibição. Em um mundo cada vez mais apressado, o filme nos força a desacelerar e a contemplar sobre questões de pertencimento e redenção. As imagens visuais elegantes, combinadas com uma narrativa provocativa, fazem com que os temas permaneçam vivos em nossas mentes muito tempo após sairmos da sala de cinema.

Em resumo, “Pecadores” não é apenas mais um filme de terror; é uma experiência cinematográfica rica e multifacetada que explora as profundezas da condição humana. Com uma combinação poderosa de direção, atuação e uma trilha sonora impressionante, o filme estabelece um novo padrão no gênero. Para aqueles que buscam profundidade e reflexão em meio ao horror, esta obra é uma jornada que vale a pena empreender.
Carlos Eduardo
Carlos Eduardo

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de julho de 2025
Filmaço
Fazia tempo que eu não assistia um filme de vampiro bom igual esse.
Destaque pra atuação do Michael B Jordan que ficou muito foda
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