O Telefone Preto 2
Média
3,6
226 notas

72 Críticas do usuário

5
26 críticas
4
11 críticas
3
17 críticas
2
5 críticas
1
5 críticas
0
8 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 446 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de outubro de 2025
Quando O Telefone Preto estreou em 2022, passou quase despercebido em meio à retomada do cinema pós-pandemia. Mesmo sem grande campanha de divulgação, o longa de Scott Derrickson conquistou público e crítica ao entregar uma história de terror contida, de atmosfera sufocante e com uma força dramática que o diferenciava dos sustos fáceis do gênero. Agora, três anos depois, O Telefone Preto 2 chega expandindo esse universo sombrio — e, ao mesmo tempo, arriscando ao mudar completamente o tom e a estrutura que tornaram o original tão eficiente.

Na continuação, acompanhamos Finney Blake (Mason Thames), quatro anos após ter escapado de seu sequestrador, o sádico Sequestrador, interpretado por Ethan Hawke. Tentando reconstruir a vida e lidar com os traumas do cativeiro, o jovem se vê novamente envolvido com o passado quando sua irmã, Gwen (Madeleine McGraw), começa a ter sonhos perturbadores. Nessas visões, o misterioso telefone preto volta a tocar, revelando aparições de garotos perseguidos em um acampamento chamado Alpine Lake. Movida pela curiosidade e pela culpa, Gwen convence o irmão a investigar o local — e é lá que ambos descobrem que o mal nunca foi embora. O Sequestrador retorna, agora de forma sobrenatural, buscando vingança mesmo após a morte.

Scott Derrickson aposta em uma abordagem mais ousada e visceral nesta sequência. Se no primeiro filme o terror era construído a partir da ambientação claustrofóbica e do medo psicológico, aqui o diretor mergulha sem medo no sobrenatural. A atmosfera de tensão dá lugar a um horror mais explícito, com cenas fortes e uma estética visual mais agressiva. Essa mudança é perceptível não apenas no conteúdo, mas também na forma: as sequências de sonho de Gwen trazem uma fotografia granulada e distorcida, quase como um “found footage”, que intensifica o desconforto e reforça a sensação de pesadelo constante. É impossível não lembrar de obras como A Entidade — também dirigida por Derrickson — e até de A Hora do Pesadelo, já que o mal agora está também os sonhos das vítimas.

Esse novo tom, mais brutal e assombroso, pode dividir opiniões. Há quem veja coragem em Derrickson por não repetir a fórmula do primeiro filme, enquanto outros podem considerar que o diretor foi longe demais na tentativa de chocar, principalmente porque muitas das cenas envolvem crianças. Ainda assim, há mérito na maneira como o ele usa o retorno do Sequestrador para explorar o trauma e a culpa. O assassino, agora transformado em uma espécie de presença espiritual, simboliza o passado que nunca morre — uma metáfora poderosa para o peso que Finney e Gwen carregam.

Outra mudança significativa é a troca de protagonismo. Se no primeiro filme o foco era o jovem Finney, aqui é Gwen quem assume o papel central. McGraw entrega uma atuação surpreendente, carregando o filme, mesmo aos 16 anos. Sua personagem é determinada, mas também vulnerável — e é justamente essa dualidade que mantém o público conectado. Mason Thames, por sua vez, retorna em um papel menor, mais como apoio à trajetória da irmã. A dinâmica entre os dois continua sendo um dos pontos fortes da história, mantendo o vínculo familiar como o coração emocional do longa.

Entretanto, é na reta final que O Telefone Preto 2 perde parte do impacto que vinha construindo. A transição para o desfecho revela o maior problema do roteiro: a dificuldade em equilibrar o crescimento do sobrenatural com a lógica interna da narrativa. Quanto mais o filme se aproxima da resolução, mais convencional ele se torna. A ameaça que parecia incontrolável acaba sendo confrontada com soluções previsíveis, e a tensão que vinha sendo cuidadosamente construída se dilui. Derrickson tenta transformar a fé e a força emocional de Gwen em armas contra o mal, mas o resultado soa apressado e artificial. O roteiro cria uma espécie de “poder interior” que surge sem preparo suficiente, diminuindo o peso do conflito e a credibilidade da vitória final.

Essa escolha acaba afetando diretamente o antagonista. O Sequestrador, que antes representava o medo puro, o desconhecido e a morte inevitável, agora é transformado em uma figura quase física, enfrentada em um embate direto. A tentativa de materializar o horror termina por domesticá-lo. Em vez de um clímax de terror, temos uma sequência de ação que descaracteriza o que o filme vinha construindo. A aparição limitada de Ethan Hawke — que mostra o rosto em apenas duas cenas — também contribui para a sensação de distanciamento. Sua presença é sentida, mas nunca plenamente explorada, o que enfraquece a figura do vilão.

Ainda assim, há muito a se elogiar. Derrickson mostra segurança na condução das cenas mais tensas e um domínio visual que mantém o espectador imerso. A ambientação gelada e isolada do acampamento, o contraste entre o mundo real e as visões do sonho, e o uso do som — especialmente nas ligações do telefone preto — continuam sendo marcas fortes do diretor. O terror aqui é mais gráfico, mais direto, mas ainda carrega a assinatura estética e emocional que tornou o primeiro filme memorável.

O Telefone Preto 2 é, portanto, uma sequência corajosa e imperfeita. Expande o universo criado por Joe Hill e Scott Derrickson, aprofunda o componente sobrenatural e explora os laços familiares com sinceridade, mas tropeça ao tentar dar um desfecho grandioso demais para uma história que funcionava melhor na simplicidade. O filme é eficaz enquanto mantém o foco no medo psicológico e na tensão dos irmãos, mas perde força quando tenta explicar o inexplicável. Mesmo assim, há algo admirável na tentativa de Derrickson de não repetir a própria fórmula, arriscando-se em um território diferente — ainda que o resultado não tenha o mesmo equilíbrio do original.

No fim, O Telefone Preto 2 entrega um terror mais intenso e emocional, ainda que menos coeso. É uma continuação que honra o espírito do primeiro filme, mas ao mesmo tempo desmonta parte do que o tornava assustador. A coragem de experimentar é evidente, e o resultado, mesmo irregular, mostra que Scott Derrickson continua interessado em provocar, mais do que simplesmente assustar. O arco dos irmãos Blake parece encerrado com dignidade, mas o universo do telefone preto ainda tem muito a dizer — especialmente se o medo, assim como o Sequestrador, continuar a atender chamadas do outro lado.

[ Filme assistido na cabine de imprensa ]
Nelson J
Nelson J

51.016 seguidores 1.972 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de outubro de 2025
Não se trata de uma série de continuações infinita, mas da conclusão da estória. Após todo e estresse pós traumático, os irmãos e o pai tentam continuar suas vidas em meio a pesadelos terríveis. Sensacional. Roteiro, direção, atores, cenas, enfim, perfeito. Os adolescentes Mason e Madeleine como irmãos apresentam química e interpretações individuais perfeitas. O espírito do sequestrador aterrorisa as pessoas envolvidas em estilo parecido com "A hora do pesadelo". Num misto de terror, suspense, aventura juvenil, drama familiar etc, a trama segue e não se consegue piscar os olhos. Bravo!!!
Priscilla Cabral
Priscilla Cabral

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 17 de outubro de 2025
Se perderam um pouco na história. Entraram muito na idéia de paranormal e superpoder, perdeu o suspense e emoção que tinha no primeiro filme, virou uma mistura de "Hora do pesadelo" com "Stranger things".
Silvana F.
Silvana F.

9 seguidores 4 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 20 de outubro de 2025
Deu até sono. Desapontou. Eu até dormi no filme e eu e minha amiga saímos do cinema de tão chato que estava.
Taltos
Taltos

3 seguidores 49 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de outubro de 2025
É longo desnecessariamente, um pouco forçado para dar medo. Podiam construir o filme com uma história forte do passado ou algo assim. Mediano.
Keitteles11
Keitteles11

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 17 de outubro de 2025
Spoiler : cagado de CGI, sem trilha sonora e uma imitação barata de sexto sentido com hora do pesadelo.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 334 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de outubro de 2025
Com clara inspiração em freddy krueger. Telefone preto 2 não tem a mesma tensão do primeiro, mas mantem a mesma violencia e gore
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.168 seguidores 961 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de outubro de 2025
Diferente do primeiro, esse demora na construção da narrativa, sendo cansativo até um pouco mais da metade. Quando embala, fica bom.
Nando Couto
Nando Couto

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de outubro de 2025
É um pouco longo demais e tem um trecho excessivamente expositivo para um filme que funciona melhor quando se apoia na lógica surreal dos pesadelos, mas essa obra estranha consegue explorar o medo de maneiras criativas e inesperadas.
Desta vez o texto orbita mais ao redor da furiosa e apreensiva Gwen.
Madeleine McGraw sustenta o filme como se tivesse esperado a vida inteira por aquela ligação.
Ela está afiada, emotiva e assombrada, é a principal veia pulsante do texto e também das cenas.
Mason Thames volta mais contido, mas não menos denso e magnético.
E o mascarado Ethan Hawke é agora um assombração onírica que permeia entre o real e o imaginário ainda mais sem pudor do que no filme anterior.
Demora muito para O Telefone Preto 2 mostrar a que veio. A maior parte da sua duração, aliás, parece mais um filme detetivesco do que um terror. Afinal, mostra os jovens investigando o acampamento e tentando descobrir a relação do lugar e da sua mãe com o Sequestrador.
Seus melhores momentos são sem dúvida quando o Sequestrador encarna Freddy Krueger e começa a atacar as pessoas através dos sonhos com as cenas mais parecidas com as clássicas desde as dirigidas pelo próprio Wes Craven. Mas demora para chegar nisso, e eu diria que o foco da história é mesmo na parte investigativa da coisa, não na tensão ou no medo. O foco no sobrenatural também pareceu uma oportunidade perdida para um filme que tinha apenas na sugestão mística uma de suas forças. Mas O Telefone Preto 2 é bom, certamente muito melhor do que outros filmes de terror sobrenaturais hollywoodianos recentes.
Lucas Matos Araujo
Lucas Matos Araujo

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de outubro de 2025
Boa continuação com foco mais no sobrenatural.
Lembra muito a Hora do Pesadelo. Filme coerente do começo ao fim.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa