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Curti como o filme mostra a pobreza sem buscar a se tornar espectacular. A seca é omnipresente, mas o filme faz bem entender que ela não explica, sozinha, a miséria da família, tipo, mesmo quando Fabiano encontra um trabalho, a falta de educação, a dependência do proprietário e a impotência diante da autoridade dele impedem ele de realmente melhorar a condição dele. O silêncio dos personagens e os sonhos deles, extremamente modestos, dão à situação bem mais força, notadamente atrás de Sinha Vitória e dos desejos dela de possuir uma verdadeira cama. A relação com Baleia é marcante porque o filme parece às vezes dar mais humanidade a uma cachorra do que uma sociedade profundamente inegalitária dá a esta família. O fim, que traz de volta os personagens pela estrada, dá finalmente a impressão de um ciclo do qual eles não possuem quase nenhum meio de sair.
O diretor Nelson Pereira dos Santos, nos brinda com uma adaptação primorosa e seminal do Cinema Novo, da irretocável obra de Graciliano Ramos. Em Vidas Secas uma família de retirantes nordestinos foge da seca em um ciclo de miséria e humilhações reincidentes . Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), o filho mais novo (Gilvan Lima), o filho mais velho (Genivaldo Lima) e a cachorrra Baleia, formam a família cruelmente açoitada pela subserviência humana e geográfica. Profundamente realista o longa poderia se passar por um documentário das agruras do sertão. A fotografia de Luiz Carlos Barreto e José Rosa, transmitem sempre a brutal devastação da aridez nordestina. Premiado em Cannes (1964) pela Organização Internacional de Cinema e Audiovisual e indicado à Palma de Ouro, merecidamente. Cenas antológicas:
spoiler:
a morte da cadela Baleia e a família comendo o papagaio de estimação condoídos pela fome.
Obra-prima do Cinema Novo.
Obra-prima do Cinema Novo.
Clássico do cinema mundial! obra de Graciliano Ramos aplaudida no mundo todo, roteiro perfeito, mas com falhas de enquadramento, atuações boas, cenário lindo e devastado pela pobreza e esquecimento, uma história linda e triste de uma família em busca de um sol.
Ótimo filme, fiel a obra de Graciliano Ramos, retrata de forma forma real a precariedade sertanista contida na época.
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