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Carlos Castro
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338 críticas
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4,0
Enviada em 18 de abril de 2026
Quando escrevi sobre Midsommar, refleti sobre o excesso de simbolismo que Ari Aster quis colocar no filme e como isso pode comprometer a assimilação do espectador com o que o diretor quer dizer. Aqui é ao contrário. Achei que faltou sutileza na hora de construir o personagem de Joaquim Phoenix (muito bem como sempre) e suas opiniões/posicionamentos, que em 2025 já se tornou lugar comum as denúncias que ele faz de tipos como Xerife Joe, enfraquecendo a potência do discurso. O fato de tentar abraçar diversas causas de forma superficial também fortalece essa falta de importância para o que o filme quer critcar.
Mas essa é a minha única crítica negativa. Eu gosto muito do estilo do diretor. Aqui ele dá um show nas câmeras. Não só esteticamente, mas como ele usa o recurso de forma inteligente para contar a história. Gosto muito da progressão em que conhecemos o caráter duvidoso do Xerife. No início, ele até parece ter razão sobre o que está reivindicando, mas aos poucos vamos conhecendo suas verdadeiras intenções e determinação calculista para conseguir o que quer.
Mesmo soando batido como falei no início da crítica, é assustador pensar como esses padrões de comportamento se repetem até mesmo aqui o Brasil.
Apesar de ter diálogos interessantes até na metade, o filme é um pouco morno. Mas depois de reviravoltas impactantes, o filme ganha fôlego e melhora bastante.
Eddington é Ari Aster dobrando a aposta em sua fase mais experimental, e o resultado é tão fascinante quanto irregular. Ambientado em plena pandemia, o filme mistura paranoia, crítica social e absurdos culturais em um caldeirão de ideias que nem sempre encontram espaço para respirar.
Joaquin Phoenix carrega o longa nas costas, entregando uma das atuações mais intensas de sua carreira, enquanto um elenco poderoso é deixado de lado para servir à espiral paranoica do protagonista.
Aster arrisca, testa limites e entrega momentos realmente envolventes, especialmente no primeiro ato e no desfecho. Mas o excesso de temas e a narrativa inchada tornam a experiência cansativa, com altos e baixos que diluem seu impacto emocional.
Ambicioso, caótico e por vezes brilhante, Eddington é um filme que desperta interesse, mas dificilmente conquista de forma plena. É Aster insistindo em um cinema raro e talvez ainda procurando o equilíbrio dentro dele.
Elenco bom, roteiro bem ruim, resultado desastroso. Até a metade do filme, Eddington parece promissor, daí surgem 10 plot twists diferentes que acabam com a história. Parece que escolheram todos os finais possíveis para o filme e resolveram executar todos. O final é desajeitado e aleatório.
Um filme desconcertante sobre fake news, pós verdade, loucura das mídias sociais e acima de tudo sobre a doença grave da sociedade que é corroida, assim como as relações humanas.
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