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Tharugolo
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35 críticas
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4,0
Enviada em 14 de janeiro de 2025
É um abordagem interessante sobre um tema já batido em Hollywood, o resultado é o mesmo, muda a motivação. Aborda um olhar diferente sobre a crença, religião, fé e seitas. Só acho que o filme poderia ter viajado menos, seria mais interessante sem a história das profetas que vai para lugar nenhum. Grant entrega muito e as duas atrizes também, muito interessante ver como elas reagem às estranhices do velho, pois estão na casa para evangelizar e não querem desrespeitar ele. É interessante, mas não diria que é um filme espetacular como alguns comentários.
Filme inicia com duas missionárias mórmons conversando sobre pornografia e erotismo, já dando medida de que é fé religiosa pode ser desafiada mesmo entre devotadas prosélitas. A partir daí sua empreitada é levar a palavra a um senhor que mostrou interesse na doutrina. Novamente então as duas se confrontam com teses que lhes são apresentadas de forma incomum e assustadora O tom lúgubre predomina muito bem transmitido por direção segura e atuação soberba de Hugh Grant Filme instigante e que mantem a tensão crescente até o final, com uma mtáfora
Um filme suspense, que usa como ponto uma sátira religiosa, expondo a religião de uma forma diferente. Os atores entregam muito bem a proposta, e nos fazem ficar tenso do início ao fim. A história muito bem construída, com narrativas intrigantes, O filme se passa todo no cenário da casa, do vilão, com cores frias e closes de câmeras que deixan mais tensos. Recomendo, para quem gosta de suspense, satiras sociais e religiosas, irá gostar do filme.
Herege contou com a direção e roteiro de Scott Beck e Bryan Woods, que pareciam oscilar bastante em suas carreiras cinematográficas. No caso de Herege, deu novo folego para ambos, pois aqui temos um horror de qualidade, pois conseguiram ultrapassar para um terror convencional para algo psicológico, teológico e filosófico ao mesmo tempo. A história gira em torno de 2 missionárias: sister Barnes (Sophie Thatcher) e sister Paxton (Chloe Est) que visitam Mr. Reed (Hugh Grant) em sua casa para tentar converte-lo. Entretanto, ao entrar na casa, o horror começa para as duas missionárias. Precisamos falar da belíssima interpretação de Grant, o seu personagem beira uma ambiguidade entre o charme e a ameaça e sua inteligência beira o insuportável (no bom sentido). O filme procura trazer discussões sobre a moralidade contida na religiosidade e na questão da fé. Tudo isso com diálogos profundos e diante de um filme de horror. De fato, que a narrativa vai perdendo um pouco o folego no final do segundo ato, quando estão já presas no porão, mas o que salva é a interpretação não apenas de Grant, mas dos 3. O final por mais que poderíamos julgar como um sinal de liberdade, pareceu algo muito solto e sem coragem da dupla de diretores. Isso pode fazer que com que alguns não gostem.
Acho que assisti o filme errado porque só vi críticas positivas aqui, fala sério! Não precisa pagar tanto pau só porque Hugh Grant está no elenco. Filme chato pra caramba, não via a hora de terminar! Enrolado demais, fala, fala, fala e não chega a lugar algum. Não é curioso, não tenta justificar seus argumentos, parece uma pilha de sátiras fracassadas, me deu até sono... Desperdício de um bom elenco e de dinheiro. Acho que é um dos filmes mais esquecíveis que você verá辰辰.
ÓTIMO filme e segue alguns dos motivos: - história inteligente e interessante tendo bons questionamentos sobre religião x fé - a história tem uma boa cadência em fatos e tempo - excelente atuação dos atores - apreensivo - e teve um final apropriado e lógico para o enredo.
OBS: quando for ver o filme, não veja fazendo outas coisas como, mexer no celular, se não, você não vai entender e também irá perder os detalhes.
Herege é uma das grandes surpresas de 2024, mostrando que até mesmo diretores desacreditados podem se redimir e entregar uma obra marcante. Após o fracasso de 65: Ameaça Pré-Histórica, Scott Beck e Bryan Woodsa, a dupla de diretores ressurge com uma narrativa que mescla suspense, terror psicológico e uma profunda reflexão sobre fé e crenças. Porém, o grande destaque é Hugh Grant, que aos 64 anos brilha com uma performance visceral, provando ser um dos atores mais versáteis de sua geração.
O filme começa de forma discreta, aparentando ser mais uma história de suspense genérica, mas rapidamente subverte as expectativas. A presença de Grant domina cada cena, trazendo um contraste fascinante entre o carisma quase desconcertante e a intensidade do enredo sombrio. Sua habilidade em alternar entre humor e seriedade potencializa a narrativa, tornando Herege uma experiência cativante e perturbadora.
O roteiro de Herege opta por um suspense mais introspectivo, focado em provocar reflexão ao invés de sustos previsíveis. A trama explora temas religiosos de maneira profunda e provocativa, questionando crenças e dogmas sem cair em simplificações. Os diretores usam diálogos densos e momentos de tensão crescente para criar um ambiente de desconforto constante. Cada cena carrega um peso emocional que tece um labirinto de incertezas, mantendo o público em alerta enquanto provoca questionamentos sobre fé, controle e medo.
A direção não se limita a sustentar a narrativa com jumpscares ou violência explícita. Ao contrário, ela constrói a tensão de forma gradual e imersiva, usando a ambientação claustrofóbica e diálogos carregados de subtexto. É nesse espaço que Grant brilha, trazendo um equilíbrio perfeito entre mistério e humanidade, sendo ao mesmo tempo atraente e enigmático.
Um dos grandes méritos de Herege é sua abordagem das questões religiosas. O filme não apresenta uma visão dogmática ou panfletária, mas convida o público a refletir. Os dilemas dos personagens, muitas vezes atormentados pelo medo e pela dúvida, refletem discussões universais sobre o poder da religião como guia ou opressão. Passagens e referências bíblicas são integradas de maneira sutil, enriquecendo a trama e convidando o espectador a ponderar o que é real ou imaginado.
Esse equilíbrio entre narrativa e reflexão é mantido com maestria, especialmente nas cenas de diálogo, que oferecem momentos de respiro sem perder a intensidade. Grant, com sua presença magnética, é o catalisador dessas pausas, tornando cada conversa uma oportunidade para intensificar o suspense e explorar as motivações dos personagens.
Herege é um filme que transcende gêneros, misturando suspense, terror e drama em uma narrativa que inquieta e fascina. A entrega de Hugh Grant, em uma das melhores performances de sua carreira, eleva o filme a um patamar excepcional. É uma obra desconfortável, mas que se torna indispensável por provocar reflexões profundas enquanto envolve o espectador em sua atmosfera densa.
Indicado como um forte concorrente nas premiações, Herege é um lembrete poderoso de que o cinema pode ser uma ferramenta para questionar nossas crenças e desafiar nossos limites emocionais. Um dos filmes mais marcantes do ano e um testemunho do talento inesgotável de Hugh Grant.
Sinopse: Duas jovens missionárias tentam converter um homem, mas a situação se revela muito mais perigosa do que elas poderiam imaginar.
Crítica: "Herege", dirigido por Scott Beck e Bryan Woods, apresenta uma premissa intrigante que combina elementos de horror psicológico e drama moral. A história gira em torno de duas jovens missionárias que, em sua busca de converter um homem, se deparam com situações inesperadamente sombrias e perigosas.
Os aspectos positivos do filme incluem a construção de tensão e a exploração de temas como fé, fanatismo e as nuances da moralidade. As performances das protagonistas são uma das forças do longa, trazendo autenticidade e complexidade a personagens que, à primeira vista, podem parecer unidimensionais. À medida que os eventos se desenrolam, o relacionamento entre elas e o homem que tentam converter se torna cada vez mais tenso, refletindo a luta interna entre crença e dúvida.
A direção de Beck e Woods é habilidosa ao criar uma atmosfera opressiva, utilizando cinematografia e som para acentuar a sensação de perigo iminente. As escolhas visuais, embora sombrias, muitas vezes conseguem evocar a sensação de isolamento que permeia a narrativa. Por outro lado, a trama, em alguns momentos, pode parecer um pouco previsível, dependendo de clichês do gênero que já foram explorados em outros filmes de temática semelhante.
Além disso, a construção do antagonista poderia ser mais desenvolvida. Em vez de simplesmente ser uma figura ameaçadora, um aprofundamento na sua história pessoal teria adicionado camadas e nuances ao conflito. Isso teria enriquecido a narrativa, tornando-a não apenas uma luta entre o bem e o mal, mas uma exploração mais profunda dos motivos que levam uma pessoa a se afastar da fé.
Em suma, "Herege" é um filme que, enquanto apresenta uma premissa intrigante e performances sólidas, poderia se beneficiar de um desenvolvimento mais profundo de sua trama e personagens. Contudo, é uma adição interessante ao gênero de horror psicológico e convida à reflexão sobre crença e as consequências que dela podem advir. É uma experiência cinematográfica que, embora não perfeita, consegue prender a atenção e provocar discussões.
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