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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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4,0
Enviada em 26 de novembro de 2024
O filme "Herege" é um thriller psicológico que explora questões relacionadas à fé, manipulação e poder. Dirigido por Scott Beck e Bryan Woods, o longa combina elementos de terror psicológico e convenções tradicionais do gênero, mantendo o público inquieto com sua narrativa imprevisível e atmosferas sufocantes.
Um dos grandes destaques é a atuação de Hugh Grant, que interpreta o Sr. Reed, um manipulador cético com um complexo de superioridade, cuja performance é central para a tensão do filme. Seu personagem entrega monólogos que exploram temas religiosos e culturais de forma provocativa, incluindo referências curiosas como Radiohead e Monopoly. Essa abordagem ajuda a criar um equilíbrio entre o sombrio e o mundano.
A primeira metade do filme se sobressai pela intensidade psicológica e pela profundidade dos diálogos entre os personagens, especialmente nas interações de Reed com as protagonistas, interpretadas por Chloe East e Sophie Thatcher. Contudo, na segunda metade, o filme adota um tom mais convencional, com sustos e violência gráfica, o que dilui um pouco o impacto inicial. Embora "Herege" seja tecnicamente impecável, com uma fotografia de alta qualidade e uma narrativa bem controlada, ele não aprofunda tanto os questionamentos levantados, mantendo-se mais reflexivo do que crítico. Mesmo assim, o filme é amplamente elogiado por provocar discussões relevantes e por sua execução criativa.
Recomendado para quem aprecia filmes que misturam densidade psicológica e entretenimento, "Herege" é um exemplo de como o terror pode explorar temas além do sobrenatural. Se você busca uma experiência de suspense aliada a reflexões instigantes, é uma boa escolha.
Se você aprecia filmes de terror psicológico com temas provocativos e atuações de peso, "Herege" provavelmente será uma boa escolha, com notas mais altas para aqueles que valorizam performances marcantes e menos para os que esperam algo totalmente inovador.
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Recomendado para quem aprecia filmes que misturam densidade psicológica e entretenimento, "Herege" é um exemplo de como o terror pode explorar temas além do sobrenatural. Se você busca uma experiência de suspense aliada a reflexões instigantes, é uma boa escolha.
Grant em grande forma. Um roteiro magnifico em um filme que beira ao teatro na sua essência. O herege desafia as missionárias em sua fé e na história das religiões. Brilhante e reflexivo em todos os aspectos. A fé faz a diferença neste mundo caótico em busca de respostas. Não perca!
Hugh Grant em uma das suas melhores atuações. As irmãs também não deixam a desejar. Grant, interpretado Mr. Reed, vê as religiões como sistemas feitos, basicamente, pra controlar e manipular as pessoas. Pra tentar provar isso, ele faz uma espécie de experimento com as missionárias mórmons, a Paxton e a Barnes. Coloca as duas em situações bem extremas, tentando mostrar que a fé delas pode ser usada como uma forma de controle.
O monólogo de Mr. Reed e suas analogias, primordialmente a respeito do Monopoly, onde faz uma comparação bem provocadora. Ele diz que o Cristianismo seria tipo uma continuação do Judaísmo, e que o Mormonismo veio depois, como uma nova versão do Cristianismo. Pra ele, essas religiões são basicamente “relançamentos” de tradições antigas, mas que foram perdendo partes importantes com o tempo.
Ele até usa um exemplo curioso: compara o Mormonismo a uma edição especial do jogo Monopoly, tipo o "Monopoly: Edição Bob Ross". É uma versão diferente, com uma cara nova e mais comercial, mas que se afasta bastante da ideia original, ou seja, assim como o jogo original foi alterado e reconfigurado para atender a novos temas e públicos, as religiões também sofreram mudanças ao longo do tempo, frequentemente se distanciando de seus propósitos iniciais.
Durante essa fala, o Mr. Reed também questiona se a fé das missionárias é mesmo uma escolha consciente. Segundo ele, elas foram ensinadas a acreditar naquilo desde pequenas, então, na real, nem estão escolhendo de verdade. Pra ele, isso mostra como as religiões podem influenciar e controlar as pessoas sem que elas percebam.
A atuação do Hugh Grant como Mr. Reed é super marcante — intensa e cheia de nuances. Ele consegue provocar o público a pensar sobre fé, tradição e o quanto somos moldados pela cultura ao nosso redor.
Quanto ao desfecho, apesar da dupla interpretação, que é valida, os momentos que antecedem a cena final ficou muito inverossímil. O filme levanta várias questões e deixa a gente refletindo sobre de onde vêm, de verdade, as nossas crenças.
Gostei do filme, mas merecia ter um desfecho melhor. O filme começa muito bem, tem uma história muito interessante e intrigante, a tensão funciona, as situações são, de fato, muitíssimo desconfortantes e os diálogos são o grande ponto alto do filme. Mas não gostei do terceiro e último ato, aquela descoberta e desfecho não comprei muito a ideia, o que não trouxe um grande impacto para mim. As motivações do vilão não rolou... Filme bom, com o final estranho, pouco confuso e ruim.
Excelente. Bons questionamentos, excelentes possibilidades, múltiplas interpretações... mesmo com a mais óbvia morte de todos, mostra o perigo e a não necessidade de se preocupar com a crença alheia, nem tentar entender isso. A fé de cada um dará uma visão diferente para cada pessoa que assistir ao filme. Muito bom!
ÓTIMO filme e segue alguns dos motivos: - história inteligente e interessante tendo bons questionamentos sobre religião x fé - a história tem uma boa cadência em fatos e tempo - excelente atuação dos atores - apreensivo - e teve um final apropriado e lógico para o enredo.
OBS: quando for ver o filme, não veja fazendo outas coisas como, mexer no celular, se não, você não vai entender e também irá perder os detalhes.
Brilhante e reflexivo, “Herege” tem uma proposta ousada e diferente do usual. O terror psicológico mistura mistério e suspense numa trama sustentada por diálogos inteligentes e uma crescente tensão. O trio de protagonistas entregam atuações excepcionais, com destaque para Hugh Grant.
Eu amei! A trama não só desconstrói a hipocrisia cristã de forma brilhante, mas nos faz torcer por um vilão que é, na verdade, um retrato da razão frente à cegueira religiosa. O personagem apresenta argumentos tão sólidos e bem fundamentados contra as crenças das missionárias que, a cada cena, é impossível não desejar que ele triunfe. É um tapa na cara necessário, especialmente ao mostrar o quanto pessoas cristãs podem ser inconvenientes, forçando sua fé em todos os espaços, sem respeito pela diversidade ou liberdade alheia. E, sim, elas merecem pagar por isso. É catártico, ousado e entrega uma crítica social que não tem medo de incomodar.
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