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jaqueline s.
1 crítica
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5,0
Enviada em 24 de maio de 2025
Filme: Herege Elenco: Hugh Grant (M. Reed) Sophie Thatcher (Sister Barners) Chloe East (Sister Paxton)
Release Crítico
Com atuações impecáveis, Herege é um mergulho incômodo, e necessário, nos abismos da fé. Hugh Grant brilha como M. Reed, um estudioso religioso frustrado por não conseguir sentir o que tenta compreender. Obcecado em provar que as religiões ocidentais são instrumentos de poder e manipulação, ele constrói armadilhas psicológicas tão refinadas quanto cruéis. No processo, torna-se o mesmo tirano que deseja desmascarar. Sister Barners, uma mentora serena, representa a fé que consola. Já Sister Paxton é um retrato da crente em conflito: cheia de dúvidas, inquietações e um senso crítico que vai se revelando aos poucos. À primeira vista, ela parece frágil, mas ao longo da trama mostra-se uma observadora afiada, capaz de enxergar além do jogo montado por Reed. A narrativa se sustenta quase inteiramente em diálogos filosóficos, o que dá ao filme uma aura de peça teatral intensa, reflexiva, verbal. O embate entre ceticismo e fé é constante, mas o filme não oferece respostas fáceis. Ao contrário, provoca o espectador a questionar não apenas a fé imposta, mas também os mecanismos mentais que usamos para crer ou para nos proteger da dúvida. O desfecho surpreende, com Paxton oferecendo uma resposta inesperada ao controle e à arrogância de Reed. Ela mostra que a fé, quando nasce da convicção e da intuição e não da imposição tem poder real. Não para dominar, mas para sustentar. Herege é uma pérola filosófica perturbadora, sofisticada e envolvente do início ao fim. Um convite ao despertar da consciência. Um espelho que reflete nossa sociedade, em todos os âmbitos (religiosos ou políticos).
Gostei do filme, mas merecia ter um desfecho melhor. O filme começa muito bem, tem uma história muito interessante e intrigante, a tensão funciona, as situações são, de fato, muitíssimo desconfortantes e os diálogos são o grande ponto alto do filme. Mas não gostei do terceiro e último ato, aquela descoberta e desfecho não comprei muito a ideia, o que não trouxe um grande impacto para mim. As motivações do vilão não rolou... Filme bom, com o final estranho, pouco confuso e ruim.
O filme tinha tantos comentários positivos que me deixou bem curiosa pra assistir, os atores são brilhantes, o roteiro era tbm uma boa ideia, mas foi se perdendo ainda no início do filme. Ficando bem chato, bem tedioso mesmo! Algumas cenas sem sentido e um final ridículo. Enfim, não assistam!
Espetacular como o filme faz até nós, que estamos assistindo, duvidar da nossa fé e das religiões. As atuações foram boas e o suspense aterrorizante e me deixaram com vontade de "quero mais". Foi muito interessante e me deu uma crise de reflexões. Incrível!
Começa parecendo ser interessante, depois começa um diálogo muito longo totalmente desnecessário, depois começa a ficar bagunçado que fica todo perdido o final como a maioria dos filmes da A24 termina sendo algo que só o roteirista tem noção, merece 2 estrelas pela atuação, mas o filme em si fraquíssimo
Eu amei! A trama não só desconstrói a hipocrisia cristã de forma brilhante, mas nos faz torcer por um vilão que é, na verdade, um retrato da razão frente à cegueira religiosa. O personagem apresenta argumentos tão sólidos e bem fundamentados contra as crenças das missionárias que, a cada cena, é impossível não desejar que ele triunfe. É um tapa na cara necessário, especialmente ao mostrar o quanto pessoas cristãs podem ser inconvenientes, forçando sua fé em todos os espaços, sem respeito pela diversidade ou liberdade alheia. E, sim, elas merecem pagar por isso. É catártico, ousado e entrega uma crítica social que não tem medo de incomodar.
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