Média
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O filme tem uma boa atuação, um início que prende seus telespectadores e muitas cenas que nos trazem uma leve angústia de como será a próxima parte, entretanto, o final deixou a desejar. O filme é bom, porém poderia ter um final diferente, pois as últimas cenas foram desconexas, chego a dizer até mesmo, que foi estranho e não agradável.
Assisti ao filme O Herege e, sinceramente, é um suspense muito bem construído.
A tensão é constante, o ritmo prende e o protagonista entrega uma atuação intensa: frio, inteligente e perigosamente carismático.
Tudo isso torna a história ainda mais intrigante.
Mas aí vem o problema…
O personagem principal é um ateu declarado. Ele questiona a fé com argumentos históricos e filosóficos. E até aí, tudo bem, o debate poderia ser saudável e necessário.
Só que o roteiro transforma esse personagem num assassino manipulador, quase uma “encarnação” do mal travestida de racionalidade.
De novo o mesmo clichê:
O ateu como alguém sem empatia, sem limites morais, e portanto, perigoso.
Em um mundo já tão polarizado, onde muita gente ainda associa “falta de fé” à “falta de caráter”, esse tipo de representação reforça preconceitos reais.
E aí o cinema, em vez de ajudar a quebrar estereótipos, os reforça.
Curiosamente, o trecho mais provocador e inteligente do filme vem justamente do personagem considerado “vilão”:
️
“A história de um salvador, nascido de uma virgem, que realizava milagres e ressuscitou, era muito popular por mil anos antes de Jesus nascer.
Mithras realizava milagres, tinha o sinal da cruz. Hórus andava sobre águas, foi crucificado, tinha 12 discípulos. Krishna era carpinteiro, nasceu de virgem, foi batizado num rio, ressuscitou e ascendeu ao céu.
Esta pequena galeria que mostro representa doze deuses nascidos em 25 de dezembro, todos anteriores a Jesus.”
Um baita momento.
Mas fica a pergunta: por que sempre colocam essas reflexões na boca do personagem que é o “mal encarnado”? 樂
A tensão é constante, o ritmo prende e o protagonista entrega uma atuação intensa: frio, inteligente e perigosamente carismático.
Tudo isso torna a história ainda mais intrigante.
Mas aí vem o problema…
O personagem principal é um ateu declarado. Ele questiona a fé com argumentos históricos e filosóficos. E até aí, tudo bem, o debate poderia ser saudável e necessário.
Só que o roteiro transforma esse personagem num assassino manipulador, quase uma “encarnação” do mal travestida de racionalidade.
De novo o mesmo clichê:
O ateu como alguém sem empatia, sem limites morais, e portanto, perigoso.
Em um mundo já tão polarizado, onde muita gente ainda associa “falta de fé” à “falta de caráter”, esse tipo de representação reforça preconceitos reais.
E aí o cinema, em vez de ajudar a quebrar estereótipos, os reforça.
Curiosamente, o trecho mais provocador e inteligente do filme vem justamente do personagem considerado “vilão”:
️
“A história de um salvador, nascido de uma virgem, que realizava milagres e ressuscitou, era muito popular por mil anos antes de Jesus nascer.
Mithras realizava milagres, tinha o sinal da cruz. Hórus andava sobre águas, foi crucificado, tinha 12 discípulos. Krishna era carpinteiro, nasceu de virgem, foi batizado num rio, ressuscitou e ascendeu ao céu.
Esta pequena galeria que mostro representa doze deuses nascidos em 25 de dezembro, todos anteriores a Jesus.”
Um baita momento.
Mas fica a pergunta: por que sempre colocam essas reflexões na boca do personagem que é o “mal encarnado”? 樂
Filme que traz bastante reflexão sobre o tema "religião". Pra de drama psicológico e uma pitada de filosofia, eu recomendo demais.
O filme apresenta uma premissa bastante interessante, sustentada por um roteiro que, até o final, mantém o espectador desconfortável pela tensão e apreensão que provoca. No entanto, em determinado ponto, o enredo se perde em uma reviravolta desnecessária, quebrando a base sólida construída até então. Apesar dessa derrapada, ainda é um ótimo filme para assistir, especialmente para quem gosta de sentir a atmosfera incômoda que ele entrega mesmo com suas falhas pontuais.
Até que existem alguns filmes de terror toleráveis , pois mesmo sendo ridículos têm alguma coisa de interessante , que denota um pouquinho de inteligência. Não e´o caso deste "Herege"., que não serve nem para dar umas boas gargalhadas. Resumindo, para gostar deste filme é preciso descomhecer cinema.
Hugh Grant em uma das suas melhores atuações. As irmãs também não deixam a desejar.
Grant, interpretado Mr. Reed, vê as religiões como sistemas feitos, basicamente, pra controlar e manipular as pessoas. Pra tentar provar isso, ele faz uma espécie de experimento com as missionárias mórmons, a Paxton e a Barnes. Coloca as duas em situações bem extremas, tentando mostrar que a fé delas pode ser usada como uma forma de controle.
O monólogo de Mr. Reed e suas analogias, primordialmente a respeito do Monopoly, onde faz uma comparação bem provocadora. Ele diz que o Cristianismo seria tipo uma continuação do Judaísmo, e que o Mormonismo veio depois, como uma nova versão do Cristianismo. Pra ele, essas religiões são basicamente “relançamentos” de tradições antigas, mas que foram perdendo partes importantes com o tempo.
Ele até usa um exemplo curioso: compara o Mormonismo a uma edição especial do jogo Monopoly, tipo o "Monopoly: Edição Bob Ross". É uma versão diferente, com uma cara nova e mais comercial, mas que se afasta bastante da ideia original, ou seja, assim como o jogo original foi alterado e reconfigurado para atender a novos temas e públicos, as religiões também sofreram mudanças ao longo do tempo, frequentemente se distanciando de seus propósitos iniciais.
Durante essa fala, o Mr. Reed também questiona se a fé das missionárias é mesmo uma escolha consciente. Segundo ele, elas foram ensinadas a acreditar naquilo desde pequenas, então, na real, nem estão escolhendo de verdade. Pra ele, isso mostra como as religiões podem influenciar e controlar as pessoas sem que elas percebam.
A atuação do Hugh Grant como Mr. Reed é super marcante — intensa e cheia de nuances. Ele consegue provocar o público a pensar sobre fé, tradição e o quanto somos moldados pela cultura ao nosso redor.
Quanto ao desfecho, apesar da dupla interpretação, que é valida, os momentos que antecedem a cena final ficou muito inverossímil. O filme levanta várias questões e deixa a gente refletindo sobre de onde vêm, de verdade, as nossas crenças.
Grant, interpretado Mr. Reed, vê as religiões como sistemas feitos, basicamente, pra controlar e manipular as pessoas. Pra tentar provar isso, ele faz uma espécie de experimento com as missionárias mórmons, a Paxton e a Barnes. Coloca as duas em situações bem extremas, tentando mostrar que a fé delas pode ser usada como uma forma de controle.
O monólogo de Mr. Reed e suas analogias, primordialmente a respeito do Monopoly, onde faz uma comparação bem provocadora. Ele diz que o Cristianismo seria tipo uma continuação do Judaísmo, e que o Mormonismo veio depois, como uma nova versão do Cristianismo. Pra ele, essas religiões são basicamente “relançamentos” de tradições antigas, mas que foram perdendo partes importantes com o tempo.
Ele até usa um exemplo curioso: compara o Mormonismo a uma edição especial do jogo Monopoly, tipo o "Monopoly: Edição Bob Ross". É uma versão diferente, com uma cara nova e mais comercial, mas que se afasta bastante da ideia original, ou seja, assim como o jogo original foi alterado e reconfigurado para atender a novos temas e públicos, as religiões também sofreram mudanças ao longo do tempo, frequentemente se distanciando de seus propósitos iniciais.
Durante essa fala, o Mr. Reed também questiona se a fé das missionárias é mesmo uma escolha consciente. Segundo ele, elas foram ensinadas a acreditar naquilo desde pequenas, então, na real, nem estão escolhendo de verdade. Pra ele, isso mostra como as religiões podem influenciar e controlar as pessoas sem que elas percebam.
A atuação do Hugh Grant como Mr. Reed é super marcante — intensa e cheia de nuances. Ele consegue provocar o público a pensar sobre fé, tradição e o quanto somos moldados pela cultura ao nosso redor.
Quanto ao desfecho, apesar da dupla interpretação, que é valida, os momentos que antecedem a cena final ficou muito inverossímil. O filme levanta várias questões e deixa a gente refletindo sobre de onde vêm, de verdade, as nossas crenças.
Filme Fraco! Bem viajado . A atuação do Ator que interpreta o vilão foi muito boa, porém a narrativa é bem fraca.
Que filme horrível! Talvez a ideia seria uma crítica ao controle das religiões, mas o filme é muito ruim! Não da pra defender kkkkkk quem da uma nota alta pra esse filme, só pode ter akgum desvio psicológico.
Gostei muito do filme! Discussões coerentes. É filme para ficar pensando dias! Não é crítica a crenças, mas sim à utilização das religiões como mercadoria e controle. É o que entendi...
Filme: Herege
Elenco:
Hugh Grant (M. Reed)
Sophie Thatcher (Sister Barners)
Chloe East (Sister Paxton)
Release Crítico
Com atuações impecáveis, Herege é um mergulho incômodo, e necessário, nos abismos da fé. Hugh Grant brilha como M. Reed, um estudioso religioso frustrado por não conseguir sentir o que tenta compreender. Obcecado em provar que as religiões ocidentais são instrumentos de poder e manipulação, ele constrói armadilhas psicológicas tão refinadas quanto cruéis. No processo, torna-se o mesmo tirano que deseja desmascarar.
Sister Barners, uma mentora serena, representa a fé que consola. Já Sister Paxton é um retrato da crente em conflito: cheia de dúvidas, inquietações e um senso crítico que vai se revelando aos poucos. À primeira vista, ela parece frágil, mas ao longo da trama mostra-se uma observadora afiada, capaz de enxergar além do jogo montado por Reed.
A narrativa se sustenta quase inteiramente em diálogos filosóficos, o que dá ao filme uma aura de peça teatral intensa, reflexiva, verbal. O embate entre ceticismo e fé é constante, mas o filme não oferece respostas fáceis. Ao contrário, provoca o espectador a questionar não apenas a fé imposta, mas também os mecanismos mentais que usamos para crer ou para nos proteger da dúvida.
O desfecho surpreende, com Paxton oferecendo uma resposta inesperada ao controle e à arrogância de Reed. Ela mostra que a fé, quando nasce da convicção e da intuição e não da imposição tem poder real. Não para dominar, mas para sustentar.
Herege é uma pérola filosófica perturbadora, sofisticada e envolvente do início ao fim. Um convite ao despertar da consciência. Um espelho que reflete nossa sociedade, em todos os âmbitos (religiosos ou políticos).
Elenco:
Hugh Grant (M. Reed)
Sophie Thatcher (Sister Barners)
Chloe East (Sister Paxton)
Release Crítico
Com atuações impecáveis, Herege é um mergulho incômodo, e necessário, nos abismos da fé. Hugh Grant brilha como M. Reed, um estudioso religioso frustrado por não conseguir sentir o que tenta compreender. Obcecado em provar que as religiões ocidentais são instrumentos de poder e manipulação, ele constrói armadilhas psicológicas tão refinadas quanto cruéis. No processo, torna-se o mesmo tirano que deseja desmascarar.
Sister Barners, uma mentora serena, representa a fé que consola. Já Sister Paxton é um retrato da crente em conflito: cheia de dúvidas, inquietações e um senso crítico que vai se revelando aos poucos. À primeira vista, ela parece frágil, mas ao longo da trama mostra-se uma observadora afiada, capaz de enxergar além do jogo montado por Reed.
A narrativa se sustenta quase inteiramente em diálogos filosóficos, o que dá ao filme uma aura de peça teatral intensa, reflexiva, verbal. O embate entre ceticismo e fé é constante, mas o filme não oferece respostas fáceis. Ao contrário, provoca o espectador a questionar não apenas a fé imposta, mas também os mecanismos mentais que usamos para crer ou para nos proteger da dúvida.
O desfecho surpreende, com Paxton oferecendo uma resposta inesperada ao controle e à arrogância de Reed. Ela mostra que a fé, quando nasce da convicção e da intuição e não da imposição tem poder real. Não para dominar, mas para sustentar.
Herege é uma pérola filosófica perturbadora, sofisticada e envolvente do início ao fim. Um convite ao despertar da consciência. Um espelho que reflete nossa sociedade, em todos os âmbitos (religiosos ou políticos).
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