Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Diogo Codiceira
26 seguidores
945 críticas
Seguir usuário
2,5
Enviada em 20 de junho de 2026
Esquema fenício é um filme de comédia/aventura que contou com a direção e roteiro de Wes Anderson. Na trama, acompanhamos o magnata zsa zsa (Benício del Toro), que após sofre 6 atentados contra a sua vida, decide nomear a sua filha mais velha, uma freira, na qual nao via há mais de 6 anos Liesl (Mia Threapleton). Ambos acabam embarcando em busca da consolidação do maior empreendimento do seu pai e a trama vai se desenhando como uma autentica espionagem. Wes Anderson entrega uma estética fenomenal nessa trama. A ideia de contar uma história que se passa na década de 1950 e abraçar quase toda a estética dos filmes desse período é algo muito enobrecedor. Temos cores vibrantes, cenários caprichados e cheio de detalhes, além de um figurino muito bom. Tem tudo dos filmes dos anos 1950, inclusive o lance quase que teatral nas abordagens e nos diálogos espertos. Por falar em diálogos, esses sao interessantes pela forma direta, objetiva e por vezes se usando do humor ácido e absurdo, principalmente com os personagens Zsa e Liesl e tbm do estudioso contratado Bjørn (Michael Cera). Porém, se o filme beira a perfeição em ritmos estéticos, quase nao tem nada em seu roteiro ( alem dos espertos diálogos). O filme carece de narrativa. O primeiro ato é uma grande decepção pela forma muito didática em que entregou quase toda a pouca história que tinha. Basicamente, se mostrar as caixas de sapatos como metáforas na intenção de fechar cada blocos com um problema pessoal/familiar a ser resolvido. Se fossemos encurtar apenas as partes de fato importantes e relevantes, o fimme teria cerca de 40 minutos. Desfecho fraco e apático, assim como foi sua história: um homem que resolve abrir mao de tudo em confronto com a morte ( algo que ja vinha acontecendo desde o comeco do filme) para viver na simplicidade de sua filha ( que ja tinha mergulhado no mundo do pai).
Em The Phoenician Scheme (2025), Wes Anderson desloca seu cinema para um território onde a fábula não suaviza o mundo — ela o revela em sua dimensão estratégica. A narrativa se estrutura como um jogo de forças, onde decisões, alianças e movimentos obedecem a uma lógica que oscila entre o político e o abstrato. Anderson abandona parcialmente o eixo familiar e afetivo mais direto para explorar relações mediadas por poder, controle e articulação. Diferente de obras anteriores, onde a subjetividade e a fragilidade emocional ocupavam o centro, aqui os personagens operam muitas vezes como funções dentro de um sistema maior. Isso não elimina a dimensão humana, mas a reconfigura: o indivíduo passa a existir em relação direta com as estruturas que o atravessam. Identidade, nesse contexto, deixa de ser algo estável e se torna um papel a ser desempenhado. The Phoenician Scheme se apresenta como um desdobramento radical das inquietações recentes do diretor, aprofundando sua investigação sobre forma, linguagem e estrutura. O distanciamento emocional pode ser bem evidente; mas, por outro lado, é justamente essa frieza aparente que permite uma leitura mais ampla e crítica do mundo representado.
Filme sensacional, estética incrível, o enredo segue o padrão que lembra os filmes clássicos anos 50 até mesmo os tons de cores lembrando o techinicolor. De fato um filme que vale a pena ver.
Marca de Wes Anderson são seus cenários bem coloridos e tons pasteis, além de rechear o filme com grandes nomes do cinema. O filme é visualmente é o máximo, mas é muito chato. "Ri litros, SQN!"
Filme péssimo. Sem enredo, uma história sem sentido que não te prende. Tinha tudo pra ser um bom filme, elenco excelente e recursos, mas parece que o diretor queria mesmo é causar polêmica com cenas fraquíssimas que não se conectam.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade