O Esquema Fenício
Média
2,9
39 notas

13 Críticas do usuário

5
3 críticas
4
1 crítica
3
3 críticas
2
3 críticas
1
2 críticas
0
1 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Nelson J
Nelson J

51.023 seguidores 1.975 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de junho de 2025
Filme muito estranho e repleto de atores de primeiro nivel. Um projeto para deixar o legado de um multi bilionário toma rumos diferentes do previsto e chega a um final muito digno. Não perca!
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 457 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de junho de 2025
Wes Anderson já virou um gênero em si. Com seu estilo visual inconfundível, narrativas excêntricas e elencos repletos de estrelas, ele criou um cinema autoral tão marcado que, ao mesmo tempo em que encanta seus fãs mais fiéis, começa a gerar certo cansaço até mesmo entre os admiradores de sua estética. Em O Esquema Fenício, seu novo longa, Anderson se cerca novamente de rostos familiares — Benicio del Toro, Michael Cera, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Bill Murray, Bryan Cranston, Benedict Cumberbatch e Riz Ahmed — e repete a parceria de roteiro com Roman Coppola, presente em outros projetos como Asteroid City, A Crônica Francesa e Ilha dos Cachorros. A sensação imediata é a de um déjà vu cinematográfico: tudo soa familiar, desde o enquadramento milimetricamente simétrico até a cadência dos diálogos que soam quase como narração literária. E isso pode tanto confortar quanto afastar.

A crítica recorrente ao diretor — e que volta à tona aqui — é o esgotamento da sua assinatura visual e narrativa. Seus últimos filmes deram sinais claros de uma repetição que deixou de ser charme e passou a ser obstáculo. Asteroid City e A Crônica Francesa, por exemplo, pecaram pelo excesso: elencos inchados e mal aproveitados, participações especiais que mais pareciam desfiles de celebridades do que personagens relevantes. A narrativa, por sua vez, se diluía na tentativa de dar espaço a todos, o que resultava em tramas desconexas e frias. Em O Esquema Fenício, porém, Anderson parece reconhecer esse problema e tenta retornar às suas raízes — ou, pelo menos, à ideia de uma história mais centrada. Ainda que traga uma nova constelação de estrelas hollywoodianas, o filme foca majoritariamente na relação entre o protagonista Zsa-Zsa Korda e sua filha Liesl, reduzindo o número de subtramas e deixando menos espaço para distrações que não levam a lugar algum.

Essa mudança é bem-vinda, mas está longe de resolver todos os problemas. Ainda que o elenco secundário seja numericamente mais contido, nomes como Scarlett Johansson e Tom Hanks surgem quase como enfeites de luxo, em participações que mal se consolidam como coadjuvantes. São personagens que não têm peso dramático e nem impacto narrativo, o que reforça a ideia de que Anderson ainda se sente preso à obrigação de escalar grandes nomes, mesmo que não saiba muito bem o que fazer com eles. Funciona? Até certo ponto. O foco no trio principal — especialmente Benicio del Toro, a excelente revelação Mia Threapleton e o sempre peculiar Michael Cera — ajuda a dar ritmo à história, mas fica a sensação de que o filme poderia extrair mais do talento reunido em tela, sobretudo quando Anderson claramente optou por trabalhar com menos peças.

O que realmente surpreende positivamente em O Esquema Fenício é o retorno do bom humor. A comédia, que havia se perdido nos últimos filmes do diretor, reaparece com força, não em grandes piadas ou momentos de riso escancarado, mas na forma como os atores trabalham o tempo cômico com sutileza — nos olhares, nos silêncios, nos trejeitos. Benicio del Toro brilha com sua presença contida e ao mesmo tempo cômica; Michael Cera, como sempre, acerta na estranheza desconcertante; e Mia Threapleton mostra que herdou o talento da mãe, Kate Winslet, ao entregar uma performance que equilibra leveza e sensibilidade. É justamente nesses respiros de humor que o filme encontra frescor, mesmo quando a narrativa principal — sobre um projeto de infraestrutura em meio a tentativas de assassinato — começa a parecer arrastada e repetitiva. Chega um momento em que o espectador só quer chegar logo ao desfecho, mas os pequenos momentos de comédia e o carisma do trio central mantêm o interesse vivo.

Visualmente, O Esquema Fenício é um espetáculo. Com o design de produção impecável de Adam Stockhausen — colaborador frequente de Anderson e vencedor do Oscar por O Grande Hotel Budapeste —, o filme é um dos mais elegantes da carreira do diretor. Tudo aqui é digno de um museu: os cenários, a paleta de cores, a direção de arte, o figurino. É um deleite estético, que quase faz o espectador esquecer a fragilidade da história. A fotografia é outro ponto alto, reforçando que, mesmo quando a trama não empolga, Anderson ainda sabe como construir imagens que valem o ingresso por si só. A combinação entre arte visual e humor refinado acaba sendo o grande diferencial do filme — e talvez seu principal motivo de existência.

No fim das contas, O Esquema Fenício não é um grande filme de Wes Anderson, mas tampouco é um fracasso. É mais uma prova de que seu estilo, embora desgastado, ainda pode funcionar quando encontra um elenco certo, uma narrativa minimamente focada e resgata elementos que haviam se perdido em produções anteriores. Para quem já está cansado do estilo Wes Anderson, este longa dificilmente vai mudar alguma opinião. Mas para quem ainda encontra beleza na repetição e se permite encarar seus filmes como pequenas obras de arte em movimento — mesmo que a história não seja memorável —, O Esquema Fenício entrega o suficiente para justificar a ida ao cinema.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.243 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 21 de agosto de 2025
Marca de Wes Anderson são seus cenários bem coloridos e tons pasteis, além de rechear o filme com grandes nomes do cinema. O filme é visualmente é o máximo, mas é muito chato. "Ri litros, SQN!"
Marcos Martins
Marcos Martins

18 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de junho de 2025
Sensacional ! Como todos os filmes do diretor, que tem uma linguagem estética peculiar. Não é feito pra agradar as multidões, tem originalidade.
Ruy
Ruy

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 11 de junho de 2025
Filme péssimo. Sem enredo, uma história sem sentido que não te prende. Tinha tudo pra ser um bom filme, elenco excelente e recursos, mas parece que o diretor queria mesmo é causar polêmica com cenas fraquíssimas que não se conectam.
daijirogd daij
daijirogd daij

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 8 de junho de 2025
Que seca!! História confusa, sem ponta por onde pegar. Alguns, poucos, gags com piada mas muito pouco! Fui atrás do Benício del Toro... para a próxima vou ter mais calma.
Eduardo pedroso da silva
Eduardo pedroso da silva

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de junho de 2025
o filme é super engraçado, assisti no open air e não tem o que fazer uma obra prima com humor diferente, mas é meio estranho a ambientação do filme o q pode acabar afastando parte das pessoas, mas foi um filme muito bom e engraçado
Antonio Luiz C.
Antonio Luiz C.

4 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 2 de julho de 2025
Filme muito ruim. História sem pé nem cabeça, não tem continuidade Não consegui achar motivos para rir.
Otacilioheerdt
Otacilioheerdt

6 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de agosto de 2025
Filme muito fraco, como já foi comentado, parece meio desconexo. Algumas coisas sem sentido, não se caracteriza, por mim, como comédia.
Urbana Videos
Urbana Videos

1 seguidor 38 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de dezembro de 2025
Esquisito e curioso, filme fraco, apesar da participação de Benicio del Toro. Não tem história clara, não tem um objetivo, roteiro inexistente.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa