Hamnet: A Vida Antes de Hamlet: Críticas - Página 5
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Bianca
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5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2026
Hamnet; a história antes de Hamlet” e saí da sessão com aquela sensação de ter visto algo realmente diferente. O filme não tenta recontar Shakespeare, mas criar um caminho próprio até ele, como se abrisse uma porta secreta para os bastidores emocionais de uma tragédia que ainda nem aconteceu.
O que mais me marcou foi, sem dúvida, a atuação da atriz principal. Ela carrega o filme inteiro nos ombros com uma força impressionante. A fotografia também é um ponto altíssimo. O filme é visualmente lindo, com tons escuros, ambientes meio enevoados e uma luz que parece sempre contar alguma coisa além dos diálogos. Cada cena tem um cuidado quase artístico, como se tivesse sido pintada à mão para traduzir o clima pesado e melancólico da história.
QUE ESPETÁCULO. Uma obra-prima daquelas que deixam um marco, um filme único. O novo filme da diretora Chloe Zhao é simplesmente fenomenal. Adaptado de um livro de uma pesquisadora do autor, a parte da vida de William Shakespeare (representado em boa atuação de Paul Mescal) que antecede a criação da Tragédia de Hamlet é abordada com maestria em um drama que quebra corações. O filme é, de fato, MUITO emocionante. Além de emocionante, pode-se dizer que esclarecedor, pois interliga diversos pontos da peça com a sua vida rotineira com a sua esposa Agnes, que é interpretada MAGISTRALMENTE pela Jessie Buckley (ela com certeza vai estar indicada ao Oscar). Assistir a Hamnet foi uma sensação marcante, ver como Shakespeare entrega a sua vida à arte como uma forma de poder expressar os sentimentos que guarda por sua própria forma de ser. A dor da mãe no filme também é um papel central, a busca incessante pelo filho, que a faz ver luz em tudo que remete a ele. Toda a cena da representação da tragédia é MUITO carregada de luto e emoção. Um espetáculo de filme!
Hamnet é daqueles filmes raros que não pedem licença para ficar. Ele entra devagar, quase em silêncio, e quando você percebe… já está completamente atravessado. É, sem exagero, um dos melhores filmes dos últimos anos — não pela grandiosidade óbvia, mas pela coragem de ser íntimo, dolorosamente humano e profundamente sensorial.
O filme não está interessado em explicar Shakespeare, nem em fazer reverência ao mito. Pelo contrário: ele o reduz à escala do luto, da perda irreparável, daquilo que não cabe em palavras. Hamnet fala sobre a ausência — e faz isso com uma delicadeza brutal. Cada plano parece carregado de respiração, de tempo suspenso, de coisas que não foram ditas e nunca mais poderão ser.
A direção é precisa e poética, quase como se o filme fosse escrito com imagens em vez de diálogos. O ritmo pode incomodar quem espera um drama convencional, mas é justamente essa cadência contemplativa que transforma a experiência em algo físico. A dor aqui não é explosiva; ela é contínua, silenciosa, acumulativa. E isso a torna ainda mais devastadora.
As atuações são absolutamente magnéticas. Há uma entrega emocional que não soa performática em nenhum momento. Os personagens não “mostram” a dor — eles a carregam no corpo, no olhar, na maneira como ocupam o espaço. O luto não é um evento: é um estado permanente.
E então vem o final. Apoteótico sem ser grandioso. Avassalador sem ser manipulador. Um encerramento que não busca conforto, mas transcendência. O filme encontra uma forma de transformar perda em memória, dor em criação, silêncio em significado. É um soco emocional preciso, que não grita — apenas permanece. Quando os créditos sobem, você não sente vontade de comentar. Sente vontade de ficar quieto.
Hamnet é cinema que confia no espectador, que respeita o tempo da emoção e que entende que algumas histórias não precisam ser explicadas — apenas sentidas. Um filme que não termina quando acaba, porque continua reverberando. E isso, hoje, é raríssimo.
Um roteiro que cria uma hipótese sobre a vida pessoal de Shaaksperae. Jessie como sua eaposa Agnes é o centro da trama muito bem articulada. Para quem gosta do genero, vale a pena!
A ideia do filme é colocar a arte como forma de cura por conta de uma perda. A premissa é interessante mas o que se vê, principalmente para aqueles que não compraram a ideia, é um filme arrastado, com excesso de metaforas e um certo exagero no apelo emocional. A fotografia é espetacular, a direção de arte um primor e atuação de Jessie Buckley é simplesmente brilhante. Ela entrega, e muito, em todas as cenas. Entretanto o filme aposta em longas contemplativas apelando para a sensibilidade do espectador, o que soou pra mim muito chato.. O filme peca também na montagem ao apresentar sobressaltos e não aprofundar mais em personagens secundários que tornariam a trama menos sentimental e mais interessante-exemplo a mãe de Willian. O uso constante de metáforas como ciclos da natureza, sons dos pássaros, ventos...cansa. Se o espectador não comprar essa ideia, o filme se resume a um drama exagerado, com imagens apelativas e bastante arrastado.
Uma obra prima Shakesperiana, emocionante do início ao fim, profundo de tocar sua alma por inteiro, elenco excepcional brilhante cativante, Paul Jessie e Joe Alwyn arrasaram
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