Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Média
4,4
180 notas

46 Críticas do usuário

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Bianca
Bianca

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2026
Hamnet; a história antes de Hamlet” e saí da sessão com aquela sensação de ter visto algo realmente diferente. O filme não tenta recontar Shakespeare, mas criar um caminho próprio até ele, como se abrisse uma porta secreta para os bastidores emocionais de uma tragédia que ainda nem aconteceu.

O que mais me marcou foi, sem dúvida, a atuação da atriz principal. Ela carrega o filme inteiro nos ombros com uma força impressionante.
A fotografia também é um ponto altíssimo. O filme é visualmente lindo, com tons escuros, ambientes meio enevoados e uma luz que parece sempre contar alguma coisa além dos diálogos. Cada cena tem um cuidado quase artístico, como se tivesse sido pintada à mão para traduzir o clima pesado e melancólico da história.
erikzin
erikzin

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2026
QUE ESPETÁCULO. Uma obra-prima daquelas que deixam um marco, um filme único. O novo filme da diretora Chloe Zhao é simplesmente fenomenal. Adaptado de um livro de uma pesquisadora do autor, a parte da vida de William Shakespeare (representado em boa atuação de Paul Mescal) que antecede a criação da Tragédia de Hamlet é abordada com maestria em um drama que quebra corações. O filme é, de fato, MUITO emocionante. Além de emocionante, pode-se dizer que esclarecedor, pois interliga diversos pontos da peça com a sua vida rotineira com a sua esposa Agnes, que é interpretada MAGISTRALMENTE pela Jessie Buckley (ela com certeza vai estar indicada ao Oscar). Assistir a Hamnet foi uma sensação marcante, ver como Shakespeare entrega a sua vida à arte como uma forma de poder expressar os sentimentos que guarda por sua própria forma de ser. A dor da mãe no filme também é um papel central, a busca incessante pelo filho, que a faz ver luz em tudo que remete a ele. Toda a cena da representação da tragédia é MUITO carregada de luto e emoção. Um espetáculo de filme!
Wellton Oechsler
Wellton Oechsler

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de janeiro de 2026
Hamnet é daqueles filmes raros que não pedem licença para ficar. Ele entra devagar, quase em silêncio, e quando você percebe… já está completamente atravessado. É, sem exagero, um dos melhores filmes dos últimos anos — não pela grandiosidade óbvia, mas pela coragem de ser íntimo, dolorosamente humano e profundamente sensorial.

O filme não está interessado em explicar Shakespeare, nem em fazer reverência ao mito. Pelo contrário: ele o reduz à escala do luto, da perda irreparável, daquilo que não cabe em palavras. Hamnet fala sobre a ausência — e faz isso com uma delicadeza brutal. Cada plano parece carregado de respiração, de tempo suspenso, de coisas que não foram ditas e nunca mais poderão ser.

A direção é precisa e poética, quase como se o filme fosse escrito com imagens em vez de diálogos. O ritmo pode incomodar quem espera um drama convencional, mas é justamente essa cadência contemplativa que transforma a experiência em algo físico. A dor aqui não é explosiva; ela é contínua, silenciosa, acumulativa. E isso a torna ainda mais devastadora.

As atuações são absolutamente magnéticas. Há uma entrega emocional que não soa performática em nenhum momento. Os personagens não “mostram” a dor — eles a carregam no corpo, no olhar, na maneira como ocupam o espaço. O luto não é um evento: é um estado permanente.

E então vem o final. Apoteótico sem ser grandioso. Avassalador sem ser manipulador. Um encerramento que não busca conforto, mas transcendência. O filme encontra uma forma de transformar perda em memória, dor em criação, silêncio em significado. É um soco emocional preciso, que não grita — apenas permanece. Quando os créditos sobem, você não sente vontade de comentar. Sente vontade de ficar quieto.

Hamnet é cinema que confia no espectador, que respeita o tempo da emoção e que entende que algumas histórias não precisam ser explicadas — apenas sentidas. Um filme que não termina quando acaba, porque continua reverberando. E isso, hoje, é raríssimo.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de janeiro de 2026
Um roteiro que cria uma hipótese sobre a vida pessoal de Shaaksperae. Jessie como sua eaposa Agnes é o centro da trama muito bem articulada. Para quem gosta do genero, vale a pena!
WagnerSantos
WagnerSantos

6 seguidores 111 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de janeiro de 2026
A ideia do filme é colocar a arte como forma de cura por conta de uma perda. A premissa é interessante mas o que se vê, principalmente para aqueles que não compraram a ideia, é um filme arrastado, com excesso de metaforas e um certo exagero no apelo emocional. A fotografia é espetacular, a direção de arte um primor e atuação de Jessie Buckley é simplesmente brilhante. Ela entrega, e muito, em todas as cenas. Entretanto o filme aposta em longas contemplativas apelando para a sensibilidade do espectador, o que soou pra mim muito chato.. O filme peca também na montagem ao apresentar sobressaltos e não aprofundar mais em personagens secundários que tornariam a trama menos sentimental e mais interessante-exemplo a mãe de Willian. O uso constante de metáforas como ciclos da natureza, sons dos pássaros, ventos...cansa. Se o espectador não comprar essa ideia, o filme se resume a um drama exagerado, com imagens apelativas e bastante arrastado.
Ana Beatriz
Ana Beatriz

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de outubro de 2025
Uma obra prima Shakesperiana, emocionante do início ao fim, profundo de tocar sua alma por inteiro, elenco excepcional brilhante cativante, Paul Jessie e Joe Alwyn arrasaram
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