Mas o filme também reforça que, apesar das tragédias na vida, cada um demonstra a perda e a dor de um jeito. E que a morte do filho não só abalou o Shakespeare como pai, mas também acabou impulsionando ainda mais o drama e o sofrimento que ele colocou na escrita como se dessa dor tivesse nascido a sua maior obra.
Me emocionou muito, sensível, achei o melhor filme que eu assisti nos últimos tempos, merece Oscar de Melhor Atriz , as crianças estão incríveis também.
Filme excelente!! Uma obra prima da cinematografia e do teatro. Um filme pra quem gosta de se emocionar ou então já se afogou nas obras clássicas de William Shakespeare. O filme mostra a vida de William Shakespeare e de sua esposa antes da obra trágica Hamlet, com o nascimento de seu filho Hamnet. Mostra o romance, a tragédia e a inspiração para a criação da obra dentro do teatro. spoiler: Após a morte de seu filho Hamnet, Shakespeare toma a inspiração para a criação da tragédia com elementos metafóricos e fantasiosos em um enredo realista com elementos de encenação e dilema. Filme fiel a obra e mostrando acontecimentos passados e dando continuidade a obra sem fugir da mensagem principal. Recomendo e dou 5/5 estrelas para essa obra prima.
Hamnet: a vida antes de Hamlet é um filme de drama, que contou com a direção de Chloé Zhao que tbm participou do roteiro ao lado de Maggie O’Farrell. O filme recebeu 8 indicações ao Oscar de 2026: melhor filme, melhor atriz (Jessie Buckley), melhor direção, melhor direção de elenco, melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora original e melhor figurino, melhor Design de produção. Tudo indica que leva na categoria de Melhor atriz. Lembrando que o filme foi vencedor do Globo de Ouro. Na trama, acompanhamos William Shakespeare (Paul Mescal) e sua esposa, Agnes ( Jessie Buckley), que celebram a sua união e o amor pelos seus filhos, entre eles Hamnet (Jacobi Jupe). Porém, uma tragédia acontece e o jovem Hamnet morre e acaba inspirando Shakespeare a compor sua obra-prima Hamlet. Procurando se distanciar da categoria cinebiográfico, o longa procura se basear em fatos, mas preenchendo, ao seu modo as lacunas históricas. Fazendo isso se aproxima bem mais de uma narrativa existencialista de seus 2 protagonistas . O filme foca principalmente na esposa de Shakespeare, que é Agnes. O filme se divide de acordo com os seus sentimentos de momentos. No primeiro momento a contemplação com a natureza, é a raiz da sua personagem. O segundo, a união com Shakespeare e sua família e a terceira é a dor do luto. Claro que isso foi favorecido graças a boa montagem do filme. Além disso, temos uma interpretação rica de Buckley a ponto da boa interpretação de Paul fica em segundo plano. O elenco ainda conta com a participação da experiente Emily Watson. O ponto mais alto do filme é o momento em que Agnes passa a lhe dar com o luto e a grande celebração do filme é quando a sua personagem finalmente decide visitar o marido em Londres para acompanhar sua peça ( lembrando que o casal nao estava bem devido a ausência de Shakespeare após a morte do filho). Ausência essa que pareceu justificada diante da tragédia de maior sucesso que ele escreveu e Agnes pode apreciar. Aqui o filme usa uma metaliguistica sensacional, ao colocar a visão de Shakespeare diante do drama da sua vida e nos como telespectadores do filme ver tudo isso. Como se fosse uma dramartugia dentro da outra. O desfecho é algo belo. Agnes finalmente percebe que a vida pode tbm ser uma arte.
Hamnet A GRANDE BELEZA! Que brisa, que frescor. É cheiro de terra, de mato... tem cheiro de mãe. É beijo de amor. Um dia tem fogo, que arde, queima... à queima-roupa. Chamusca, confunde, consome. Cura-se o tempo. Que não cura, transforma. E, de amor, renasce. É arte!
Admiro muito a estética do filme: o guarda-roupa, as cores, a textura visual e a forma crua como retrata a crueldade da vida e da morte. Como obra de arte visual, irrepreensível…É um filme rigoroso, bonito e consciente do que quer fazer…a presença da dor e do luto. Em vários momentos sente-se mesmo que estamos em 1600, sobretudo nas cenas ligadas à peça de teatro.
Tenho lido e ouvido muitas críticas extraordinárias, e percebo-as. Ainda assim, para mim, o filme não é extraordinário.
Sinto que começa já com o tudo mas com algo em falta: a construção de uma ligação verdadeira entre as personagens. O luto é claramente o centro do filme, mas para que o luto seja sentido de forma profunda é preciso, antes, sentir a força do amor que foi perdido. E foi aí que senti um desalinhamento, sobretudo na personagem do William. Ele remete-me ao abandono e egoísmo e não a um romancista e pai.
Sendo ele um romancista, alguém sensível e movido pela imaginação, custa-me acreditar que se apaixonasse por uma mulher apresentada de forma tão crua, primária e opaca como foi no filme. A Agnes surge mais como um arquétipo do que como um mistério. O filme tenta afirmar a sua sensibilidade, mas raramente a mostra. Falta perceber onde é que estas duas personagens realmente se encontram…porque se ela é vermelho e ele azul…falta a cor que os une.
O mesmo acontece com a paternidade. William é pai, mas essa paternidade não se sente. Os filhos nascem, ele parte, e a ausência instala-se sem que a presença tenha sido verdadeiramente construída. O luto existe, mas acaba por não ter o peso emocional que poderia ter.
Nada disto faz do filme um fracasso. Pelo contrário. É um filme bom, muito forte na dor exasperada da Agnes enquanto mãe, esteticamente irrepreensível, e com momentos particularmente tocantes quando Hamnet aparece…e foi aí que mais senti vida antes da morte.
Mas, para mim, ficou aquém de ser arrebatador. Compreendo o luto, a dor, o silêncio, mas senti muito abandono entre as personagens.
Talvez todo o abandono tenha sido intencional, mas não me faz sentido em WS.
Uma chinesa reescrevendo o cinema mundial. Criativo, irrepreensível na técnica e cadência, elenco que parece ter saído do Olimpo, fotografia belíssima e que respeita a história da Europa. Sensível. Excepcional!
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade