Hamnet: A Vida Antes de Hamlet: Críticas - Página 2
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Maria Claudete R.
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5,0
Enviada em 20 de março de 2026
lindíssimo, emocionalmente potente, as fotografias são dignas da telona, retrata o amor em todas suas fases, que inclui a perda, a dor, o luto por um ser que você trouxe ao mundo e pouco conviveu.
Assisti Hamnet hoje, adorei!Saí do cinema pensando, hoje em dia com filmes repletos de efeitos computadorizados e só, como é bom ver um filme com ótimas interpretações! Jessie Buckley consegue transmitir todo o sofrimento de uma mãe que perde seu filho, é de cortar o coração, o Oscar de melhor atriz lhe caiu muito bem, foi merecido.
Hamnet é um drama histórico dirigido por Chloé Zhao que transforma um episódio pouco explorado da vida de William Shakespeare em um estudo devastador sobre luto, família e criação artística. O filme acompanha a vida de Agnes e Shakespeare após a morte de seu filho de 11 anos, Hamnet, tragédia que muitos acreditam ter inspirado a peça Hamlet.
Sabe aquelas histórias despretensiosas, que começam e ritmo lento e bucólico e vão num crescente até o desfecho épico? Pois é assim que um jovem professor de Latim conhece uma aldeã no interior da Inglaterra e se apaixonam, formam família e vivem os pequenos conflitos do casamento. Entretanto, o protagonista é o gênio do teatro e da poesia William Shakespeare e sua esposa, Agnes Hathaway (Jessie Buckley, maravilhosa), é considerada uma bruxa da floresta. Do amor deles nascem três filhos, Susanna, Judith e Hamnet, que Agnes cria nas ausências de Willian, que se desloca a Londres para tocar sua carreira de dramaturgo. Entre a biografia e a ficção, a encenação de Hamlet em seu Globe Theatre, Londres, é o gran finale de um filme que nos conduz pela beleza cinematográfica e pela emoção. Quase perfeito: 9.
O "Vazio" de Chloé Zhao A diretora trouxe o mesmo estilo de Nomadland: muita luz natural, silêncios intermináveis e pessoas olhando para o horizonte. O problema? Aqui ela está tentando contar uma história de dor profunda, mas entrega um filme anêmico, parado, entediante, maçante, raso e com ares de pesunção. Parece que o filme tem medo de ter uma cena com energia. É tudo tão "bonitinho" e "suave" que a tragédia da morte do filho de Shakespeare vira apenas um exercício de fotografia. É um filme que tem alma de museu: bonito de olhar, mas você não pode tocar e ele não fala com você. Os protagonistas, embora sejam ótimos atores, parecem competir para ver quem consegue ser mais monótono. O Shakespeare do Paul Mescal não tem o brilho ou a sagacidade de um gênio; ele parece apenas um homem medíocre que nem faz ideia do porquê estar ali. Jessie Buckley passa o filme inteiro em um estado de sofrimento tão constante que você para de sentir empatia e começa a sentir irritação. O luto é real, mas o filme o transforma em um fetiche visual cansativo, sádico, moroso e extremamente desnecessário. A Manipulação Emocional Barata é gritante. É o filme é o que chamamos de "caça-Oscar" descarado. Ele usa todos os truques para tentar te fazer chorar: Trilha Sonora de Max Richter: É aquela música que entra só para avisar: "Olha, essa parte é triste, chore agora".O ritmo Torturante: O filme confunde "lentidão" com "profundidade". Não acontece nada. São 130 minutos de pessoas andando no mato e sussurrando sobre o destino. É revoltante ver um filme desses concorrendo ao Oscar enquanto filmes com mais garra, talento e roteiros impecáveis são ignorados. Hamnet é o ápice da arrogância técnica: tudo é perfeito (luz, figurino, som), mas não tem sangue correndo nas veias. É um filme feito para críticos de cinema de elite aplaudirem em festivais, enquanto o público normal luta para não pegar no sono na metade do segundo ato. A cena final é boa, mas não convence. E o fato da personagem Agnes se aproximar do palco surtando e gritando ao ator que interpretava Hamlet de que ele não era digno de dizer o nome do seu filho, é uma das cenas mais ridículas da História do Cinema. A dor do casal na cena da peça já não comove mais, porque passaram o filme se lamentando. E por último, Chloé Zhao sendo Chloé Zhao, ou seja, filmando a grama ao pôr do sol como se fosse a oitava maravilha do mundo. O Sentimento Final: Indiferença. Você sai do cinema não sentindo a dor de Shakespeare, mas sim a dor nas costas de ter ficado sentado tanto tempo vendo... nada.
Filme sensacional. Após um início no qual não conseguimos observar um sentido direto para os fatos relatados. Uma história de amor, um pai ausente que não se encaixa, uma mãe meio bruxa com visões do futuro, um filho trocando de lugar com a irmã para salvá-la. Tudo serve de pano de fundo para o derradeiro final, onde tudo se encaixa de forma poética e bela, trazendo a história shakespeariana de forma original e surpreendente. Destaque para a atuação da atriz Jessie Buckley.
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