Echo Valley
Média
3,2
53 notas

14 Críticas do usuário

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NerdCall
NerdCall

58 seguidores 457 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 17 de junho de 2025
Quando Echo Valley foi anunciado, o que mais chamou a atenção, além da presença de duas estrelas como Julianne Moore e Sydney Sweeney dividindo o protagonismo, foi o peso criativo envolvido por trás das câmeras. O projeto reúne Michael Pearce, diretor premiado com o BAFTA por Beast (2017), o roteirista Brad Ingelsby, indicado ao Emmy por Mare of Easttown, e ninguém menos que Ridley Scott na produção. Era de se esperar um esforço de divulgação mais expressivo, especialmente vindo da Apple, que mesmo não sendo conhecida por campanhas grandiosas, tinha aqui uma rara combinação de talentos. No entanto, o lançamento quase silencioso do longa já parecia indicar que algo não estava completamente alinhado com as expectativas. E, de fato, não estava.

Ao assisti-lo, a impressão que permanece até os créditos finais é a de um filme que nunca soube exatamente o que queria ser. Echo Valley caminha como se estivesse dividido ao meio, com duas narrativas diferentes coladas à força por um único elemento em comum: a personagem de Sydney Sweeney. A jovem atriz, que vem se consolidando cada vez mais em Hollywood, é o rosto utilizado para vender o filme, aparecendo inclusive com mais destaque que Julianne Moore no material promocional. No entanto, na prática, sua presença é quase que simbólica. Após ser o centro das atenções no primeiro ato, Sweeney é simplesmente deixada de lado, e desaparece da narrativa de forma abrupta, sem o mínimo de transição natural. O longa tenta nos convencer de que tudo gira em torno da relação entre mãe e filha, mas nunca se dá o trabalho de desenvolver de fato esse vínculo. O que poderia ser o cerne emocional do filme, se dilui completamente na ausência de tempo de tela, de profundidade e de interesse do roteiro em explorar essa dinâmica com a sensibilidade necessária.

O primeiro ato entrega uma proposta de drama familiar e mistério, carregando nuances que remetem a conflitos não resolvidos e a tensão doméstica. Tudo parece caminhar para uma história centrada na tentativa de reconstrução dessa relação entre mãe e filha, mas, de repente, o filme muda drasticamente de rumo. Sem grandes explicações ou transições convincentes, somos jogados em um segundo arco com um tom completamente diferente — mais focado em vingança, crime e suspense. O resultado é um filme que parece colar duas metades de ideias distintas, conectadas por um único evento e uma presença pontual de Sweeney. A mudança de gênero narrativo, ao invés de surpreender, aliena. E os buracos no roteiro tornam tudo ainda mais frustrante. Existem acontecimentos que jamais são explicados, decisões tomadas por personagens sem lógica interna, e pistas narrativas que não levam a lugar algum.

Os dois grandes plot twists que sustentam o filme são, de certa forma, eficazes no susto imediato, mas rapidamente perdem impacto pela ausência de envolvimento emocional. Não há construção suficiente que nos leve a nos importar de verdade com os personagens, então mesmo as reviravoltas mais drásticas não reverberam como deveriam. O filme se apoia nesses choques para manter o interesse do espectador, mas isso acaba funcionando mais como um recurso emergencial do que como uma consequência orgânica da narrativa. O uso de personagens coadjuvantes como muletas narrativas também soa como uma tentativa de tapar os furos evidentes na trama — algo que não passa despercebido.

Julianne Moore, com sua presença sempre marcante, tenta, na medida do possível, manter o filme em pé. Ela é a força motriz do segundo ato e, ainda que não tenha o melhor material em mãos, entrega uma performance digna, que impede o filme de se tornar completamente irrelevante. Sua atuação é contida, porém intensa, como exige a personagem, e é um dos poucos pontos em que Echo Valley realmente se apoia com firmeza. Ainda assim, mesmo o talento de Moore não é capaz de salvar um roteiro que parece perdido, com direção que não consegue equilibrar tons e com escolhas criativas que comprometem a coesão do todo.

Michael Pearce, que já havia demonstrado sensibilidade e precisão em trabalhos anteriores, aqui parece um tanto deslocado. Seu controle sobre a narrativa se esvai à medida que o filme tenta ser várias coisas ao mesmo tempo, sem sucesso em nenhuma delas. A mudança de ritmo e gênero não é fluida, e a estética, embora bem cuidada em alguns momentos, não compensa a desconexão emocional do público com o que está sendo contado. O suspense não é suficientemente tenso, o drama não emociona, e a relação familiar que poderia ser o coração pulsante do longa acaba sendo apenas pano de fundo.

No fim das contas, Echo Valley é um filme que, no papel, tinha todos os elementos para se destacar — talento, estética, potencial dramático — mas que erra ao querer entregar demais sem desenvolver o suficiente. A presença de Sydney Sweeney, usada como chamariz, não se justifica dentro da trama; os momentos de impacto surgem mais como alívios momentâneos para uma narrativa que não sabe como se sustentar; e o final, que tenta soar conclusivo, apenas reforça a sensação de que tudo ficou aquém. O projeto que poderia ser um estudo sobre vínculos quebrados e caminhos de redenção se transforma, no final, em mais um exemplo de roteiro ambicioso demais para sua própria estrutura.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.168 seguidores 965 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de junho de 2025
O filme é carregado por Julianne Moore, mas seu personagem nos deixa irritados. O final é digno, se não fosse pelo último minuto, que nos deixa pensando que tudo vai se perder. Interessante e arriscado.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.242 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de agosto de 2025
Até a metade do filme é praticamente insuportável: filha drogada e mãe cedendo às pressões da filha. A parte final é que de fato traz pontos interessantes. Bela surpresa. Atuação de Julianne Moore, sendo destaque.
Nelson J
Nelson J

51.023 seguidores 1.975 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de junho de 2025
Sou fã da Julianne Moore. Ela valoriza qualquer filme. Aqui, um drama muito dramático. Uma protagonista submissa a filha e passiva, mas ao longo da trama vai assumindo mudanças importantes. O final, muito bem elaborado, para uns representa um amadurecimento e para outros, tudo como sempre foi. Não perca!
Pedro Nascimento
Pedro Nascimento

6 seguidores 264 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de junho de 2025
Acho que agente fica vendo para ver como a personagem vai sair das situações, a atriz principal carrega o filme todo, só o final parece que o problema voltou kkkkk quem assistir o filme vai entender.
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 311 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de julho de 2025
Echo Valley é um thriller psicológico lançado em junho de 2025, dirigido por Michael Pearce e escrito por Brad Ingelsby, com produção de Ridley Scott e Apple Studios . Estrelam Julianne Moore como Kate, uma mãe viúva que vive em uma fazenda de equinos na Pensilvânia, e Sydney Sweeney como Claire, sua filha adulta viciada em drogas, cujo retorno catalisa a trama.
LUCIANA M D VEGA
LUCIANA M D VEGA

2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 19 de junho de 2025
Se tivesse um final seria maravilhoso, mas infelizmente temos que usar a imaginação, fica a critério de cada um imaginar o que pode acontecer depois.
Wunder pontel
Wunder pontel

8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de junho de 2025
Ótimo filme! Tenso, de uma imersão impar...Juliane impecável como sempre! Obra trata de vários temas importantes, muito parecido com Jurado número 2! Recomendo.
Kleber de Paula
Kleber de Paula

14 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de julho de 2025
O Limite de ser Mãe.

"Até onde uma mãe é capaz de ir por sua filha? Até onde uma filha pode transformar a vida de sua mãe em um inferno?
O filme explora essas duas questões com uma narrativa que choca, alivia, irrita e emociona. Julianne Moore entrega uma atuação brilhante, transmitindo profundidade e vulnerabilidade, enquanto Sydney Sweeney acompanha com igual intensidade.
A direção é um destaque, com momentos memoráveis como a cena em que o som da chuva é abafado, conectando o público à introspecção de Kate — um toque impecável. O equilíbrio entre suspense e drama mantém o espectador preso, e é difícil se cansar durante a exibição.
Aviso de spoiler: A reviravolta final é surpreendente e impactante, capaz de arrancar um leve salto da cadeira. No entanto, o enredo falha ao não oferecer uma superação clara para Kate. Sua jornada parece não resultar em aprendizado sobre como lidar com sua perda ou com a relação com a filha, deixando um desfecho que pode parecer abrupto ou até injusto para alguns. No geral, é uma história cativante, que desperta uma montanha-russa de emoções, boas e ruins.
As atuações excepcionais e a direção criativa se destacam, mas as falhas no enredo deixam uma sensação agridoce, como se faltasse um desfecho mais satisfatório ou um arco de aprendizado mais consistente."
Morangomjra
Morangomjra

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de outubro de 2025
Incrível a atuação de mãe e filha, principalmente da mãe, Julianne Moore. spoiler:
O sacrifício que uma mãe faz pelo filho e o quanto um filho podeser manipulador. A mamãe tentando de tudo pra proteger e cuidar da filha, enqt a filha absoluta em drogas e pensando só em si. spoiler:
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