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Ricardo L.
63.318 seguidores
3.245 críticas
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3,5
Enviada em 14 de maio de 2025
Boa tragicomédia! Roteiro é atrativo, possui atos bem desenvolvidos e final um pouco à quem do esperado! A mistura de gêneros acaba com por atrapalhar um pouco, mas mesmo assim merece sim ser visto.
Acompanhante perfeita foi dirigido e roteirizado por Drew Hancock. O filme conta a história de Iris ( Sophie Thatcher) que namora com Josh ( Jack Quaid). Ambos vão passar o final de semana em uma casa no lago com os amigos de Josh. Assim, é uma oportunidade para todos conhecer a nova namorada do mesmo. Porém, uma simples final de semana acaba virando um verdadeiro horror, pois Iris na verdade é uma Android que tem a função de ser a acompanhante de Josh. Com o tema em alta, o filme procura se aproximar mais de algum episódio de Balck mirror do que um filme do gênero. Para quem vai assistir o filme totalmente às cegas, vai ter uma surpresa agradável ao perceber que a robô tem mais sentimentos do que o humano. A dinâmica da trama deixa o filme divertido, mas podemos dizer que Quaid parece sempre interpretar os mesmos papéis. A direção é roteiro poderiam ser mais ousado principalmente nas cenas em que Iris consegue ficar 100% inteligente. Ao mesmo tempo que a direção de arte foi inteligente em nós apresentar a Iris com roupas brancas dando a impressão de ser a acompanhante perfeita, mas por conta da luta de sua sobrevivência passa a ter as suas roupas sujas, sem calçado e até com partes do seu maquinario a amostra. O filme funciona bem para o que foi proposto
É um bom filme. Bons plot twists, com algumas boas cenas de ação, é um filme que realmente traz uma outra perspectiva sobre a convivência de robôs e humanos. Jack Quaid faz um papel de um personagem realmente chato, mas de uma forma positiva, ele cumpre o papel que é exigido. Algumas partes são extremamente previsíveis o que te tira um pouco do filme. Mas em sumo é um filme realmente bom e divertido.
Achei um filme muito bom que fez algo bem difícil no cinema: a mistura de genêros. Juntar suspense, comédia, romance e talvez até ficção com aquela pegada Black Mirror, certamente não é uma tarefa fácil. Eu não gosto de spoilers, então não achei legal a longa revelar logo no trailer e no início do filme o que acontece no final, mas isso deve ter sido uma escolha artística do diretor. Gosto muito de filmes e obras que te fazem refletir sobre o futuro, questões ética e morais. Esse filme assim como outras obras, te leva a refletir sobre a humanidade, se os sentimentos dos robos são reais, sobre a questão moral de posse sobre um produto (robos) que pode sentir (ou não). O filme me lembrou de Her e Artificial Girl, duas obras excelentes que também abordam inteligência artificial. Recomendo.
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