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Joao Brs2326
2 críticas
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1,5
Enviada em 8 de março de 2026
Todas as boas pessoas são imigrantes? Todos os brancos que estão no governo são racistas, potencialmente estupradores e fascistas? Atualmente a temática de Hollywood é sempre a mesma, exaltar a imigração ilegal, grupos revolucionários, lutas de classe, normalizar o uso de drogas e caracterizar quem desaprova isso, como machista, xenofobico, sexista, racista e fascista.
Assisti Uma Batalha Após a Outra sem grandes expectativas — na verdade, optei por ver no streaming justamente para não correr o risco de sair do cinema arrependido, pois os comentários diziam haver muita lacração. Minha primeira impressão foi de certo incômodo com o que parece, à primeira vista, um excesso de “mensagem” e de elementos ideológicos espalhados ao longo da narrativa. Em alguns momentos, isso chega a dar a sensação de que os personagens e situações foram construídos mais para representar ideias do que para funcionar dentro de uma história tradicional.
No entanto, depois de refletir um pouco, passei a enxergar o filme de outra forma. A obra parece funcionar melhor quando entendida como uma grande alegoria, e não como um enredo realista. É quase como assistir a um desfile de moda conceitual: aquelas roupas extravagantes que aparecem nas passarelas — muitas vezes estranhas ou exageradas — não existem para serem usadas no dia a dia, mas para expressar tendências e provocar reflexão ou crítica. Nesse sentido me fez lembrar de Brazil - o filme de Terry Gilliam.
No filme em questão, várias situações parecem seguir essa mesma lógica. Alguns diálogos soam deliberadamente artificiais, quase como discursos simbólicos, e certas cenas parecem amplificadas de propósito, como se cada personagem representasse uma posição ou visão de mundo. Em vez de buscar verossimilhança, o diretor parece apostar na caricatura e na metáfora.
Surpreendente. Surge para dar novos ares ao cinema. Excelente fotografia. Mas uma cena bem esquisita no início do filme, com uma ereção forçada do personagem de Sean Penn, desnecessária e banal. Cena da perseguição de carro em estrada bastante interessante, um tom de minimalismo enriquecedor da também excelente sequencia no Bullitt , do antológico Steve McQueen. Pitadas de comicidade, com destaque para a cena em que a câmera mostra Sean Penn de Costas e vai aos poucos girando e mostrando a cara desfigurada do personagem. Sean Penn surge caricato, mas é presença marcante na fita, bem como Di Caprio que se esforça e consegue carregar a história.
Filme onde os personagens não tem muito sentido. Cenas longas totalmente dispensáveis. Trilha sonora horrível e repetitiva. Realmente não entendi as inúmeras indicações a prêmios.
Eu não sei como esse filme está concorrendo ao Oscar. Parece que colocaram ele só pra concorrer por causa do Leonardo DiCaprio ou por causa do cenário atual em que Trump não quer imigrantes. Nessa segunda opção, acho que a intenção do diretor e do enredo era dizer que por trás de imigrantes há histórias bonitas e de vida, mas o filme não tem nenhum tom emotivo para que a história se afirme e o espectador tenha empatia ou goste de algum personagem. Eu insisti muito para conseguir ver todo, apenas porque estou assistindo a todos os que estão concorrendo ao Oscar, e esse é, sem sombra de dúvidas, o pior deles.
Um filme com bastante movimento, ação física e emocional, envolvente e bem estruturado. A temática revolucionária vem muito forte, com protagosnistas que transmitem essa essência. Leonardo Di Caprio como sempre entrega uma atuação excepcional. Teyana Taylor e Sean Penn também não deixam a desejar. É o tipo de filme que combina muito bem com quem gosta de ação, crítica social e superação.
“Quando o inimigo ressurge depois de 16 anos, o ex-revolucionário sai da aposentadoria… e leva a gente junto pro fundo do poço.”
Paul Thomas Anderson decidiu que precisava provar que consegue fazer um filme de 2h41 que parece 4 horas e meia. Missão cumprida. Aqui temos Leonardo DiCaprio interpretando um revolucionário fracassado, chapado, paranoico e off-grid — basicamente o que acontece quando o Jack Dawson do Titanic envelhece mal, descobre maconha de boa qualidade e resolve que o capitalismo é o vilão… mas esquece de escrever um roteiro decente pra si mesmo. O filme começa prometendo uma mistura de ação, comédia negra e drama familiar. Acaba entregando uma overdose de pretensão, diálogos que soam como se Thomas Pynchon tivesse sido contratado pra escrever legendas de Instagram motivacional e cenas de ação que duram tanto que você começa a torcer pro vilão (Sean Penn com cara de quem comeu limão azedo por 16 anos) simplesmente ganhar logo e acabar com o sofrimento. DiCaprio tenta fazer o seu “modo intenso” de sempre — olhos arregalados, respiração pesada, monólogos sobre o sistema —, mas dessa vez parece que ele está atuando com um tutorial de respiração holística no fone de ouvido. A filha dele (Chase Infiniti) é a única que parece entender que está num filme e tenta salvar a pátria com carisma, mas nem ela aguenta o peso de um roteiro que confunde “profundo” com “arrastar o espectador pela areia do deserto por 45 minutos sem motivo”. Tem tiroteio? Tem. Tem perseguição de carro? Tem. Tem reviravolta? Tem umas três… todas péssimas. Tem piada? Tem, mas são do tipo que fazem você rir de nervoso pensando “será que o estúdio deixou o montador ir embora mais cedo?”. No fim, o que sobra é a sensação de que gastaram milhões pra fazer um cosplay muito caro de “revolução dos anos 70 que ninguém pediu”. Leonardo DiCaprio continua bonito, Sean Penn continua bravo, e eu continuo me perguntando por que assisti até o final em vez de ir lavar louça — que pelo menos teria um começo, meio e fim mais satisfatórios. Recomendo apenas pra quem coleciona decepções cinematográficas ou pra quem quer ver o que acontece quando um diretor genial decide fazer um “filme grande” só pra mostrar que consegue. Spoiler: consegue, mas ninguém pediu.
Nota final: 1/5 — um ponto pela cara de sofrimento do DiCaprio, que pelo menos espelha a nossa.
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