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Ricardo L.
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3.232 críticas
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3,0
Enviada em 7 de junho de 2025
Angelina Joeli em grande performance, numa atuação segura e eficiente! Já o filme em si possui falhas claras de roteiro e um ritmo lento que atrapalha! Um filme esquecível
Filme lindíssimo! Fotografia fascinante, enredo brilhante e sonografia genial. Tudo de extremo bom gosto! O figurino é um cenário a parte, tudo estrategicamente calculado. Angelina é uma daquelas atrizes que consegue agradar a crítica e ao público, ela sabe conversar com os dois mundos! Ela sente a dor da personagem e entrega tudo de si. Eu fiquei estasiada com sua interpretação. E como toda mulher forte e linda, Maria nunca foi amada, nem pela sua própria mãe. E Callas soube extrair o melhor do seu público e das pessoas das quais ela precisava se relacionar para manter a sua vida profissional em ascensão. Atuação impecável de Angelina Jolie. Não tem como, ela havia me conquistado já em "O Turista" com Johnny Depp, que também é uma obra-prima! Jolie conseguiu algo que só ela poderia fazer! Até os cantos, ela treinou exatamente como a Callas fazia, todos os olhares e trejeitos da Callas, a mulher mais ovacionada dos anos 50. Uma grande voz. Ímpar. Gênia da ópera. Mas muito injustiçada, digamos que isso fica evidente em uma fala do filme em que Callas disse ter descobrido que Frank Sinatra ganhava (5x mais) que Callas. E até hoje vemos essa luta das mulheres pela tão necessária equidade salarial. O filme retrata os seus últimos dias e é um retrato da sua humanidade. Filme super interessante e eu recomendei aos amigos.
Filme muito bom! Boa interpretação de lá Jolie de lá Callas, mas triste qd tenta dublá-la! Nisso se vê o qt é difícil difícilcdifícilcdifícilcdifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícilcandifícil cantar como a diva! O filme foca na última semana de vida dela e sua tentativa de voltar a cantar como antes!
Bem fraco e sem graça. O roteiro acaba sendo confuso e mal contado sobre a biografia da personalidade. Tudo frívolo e triste. Combina muito com a persona Angelina, mas quando a dublagem, também não encaixa.
Assistir esse filme é uma tortura! São mais de duas horas arrastadas sem nada para contar! Uma perda de tempo total e um tedioso teste de paciência. Resumindo : o filme é péssimo, a atuação de Angelina é nula . Se eu soubesse que esse filme era tão ruim não teria perdido meu tempo e dinheiro com essa porcaria. Um dos piores filmes que já assisti. Simplesmente não acontece nada. Os dois empregados da Maria Callas também são nulos com atuações ridículas. Angelina Jolie está péssima!
Com uma atuação de Angelina Jolie digna de Oscar, um cenário extraordinário, figurinos à altura, o filme retrata fielmente não só o drama dos últimos dias da vida de Maria Callas. Resgata, também, momentos históricos com a presença de John Kennedy e Marilyn Monroe. Imperdível!
Pablo Larraín retorna ao gênero das cinebiografias para encerrar sua "trilogia das divas", composta por Jackie (2016) e Spencer (2021). Desta vez, o foco é Maria Callas, a lendária soprano que marcou a história da música clássica. No entanto, o que poderia ser um encerramento triunfante resulta em uma obra que, embora tecnicamente impecável e sustentada pela atuação impactante de Angelina Jolie, sofre com escolhas narrativas e estilísticas que enfraquecem sua força emocional.
O filme impressiona com uma parte técnica de altíssimo nível. Desde o design de produção, que transporta o espectador à Paris dos anos 1970, até a fotografia que alterna entre tons suaves para simbolizar a decadência vocal de Callas e contrastes em preto e branco que exaltam sua grandeza passada, Maria é visualmente impecável. A trilha sonora, que intercala momentos de silêncio contemplativo com as gravações icônicas da soprano, amplifica o impacto dramático e engrandece ainda mais a atuação de Jolie. Além disso, maquiagem, figurino e penteados recriam com perfeição a figura imponente e vulnerável de Callas, contribuindo para uma ambientação rica e detalhada.
Apesar de toda essa excelência técnica, Maria não escapa de falhas narrativas significativas. Larraín e o roteirista Steven Knight optam por retratar a última semana de vida de Callas, intercalando flashbacks que relembram momentos marcantes de sua carreira e vida pessoal. Essa abordagem fragmentada, que deveria oferecer uma visão intimista da protagonista, acaba comprometendo o envolvimento do público. Ao tentar equilibrar o presente com o passado, o filme não consegue se aprofundar completamente em nenhum dos dois aspectos, deixando lacunas emocionais e subtramas importantes apenas mencionadas ou completamente ignoradas. A decisão de personificar o remédio Mandrax em um jornalista que conduz entrevistas com Callas também soa como uma solução narrativa preguiçosa, utilizando diálogos expositivos para transmitir o que poderia ter sido explorado de maneira mais orgânica e sutil.
O conflito interno de Maria Callas – sua luta contra a decadência vocal e a tentativa de resgatar seus tempos áureos – é um terreno rico para um drama emocionalmente poderoso. No entanto, as escolhas de Larraín, que privilegiam um tom contemplativo e silencioso, resultam em uma experiência fria e distante. Mesmo quando o filme busca explorar o relacionamento conturbado entre Callas e Onassis, a abordagem parece superficial e incapaz de gerar a empatia necessária.
Se há algo que impede Maria de desmoronar por completo, é a atuação de Angelina Jolie. Em um papel desafiador que exige sutileza e intensidade, Jolie entrega uma performance memorável. Seus gestos contidos, o olhar melancólico e a postura frágil capturam com precisão a solidão e o isolamento de Callas em seus últimos dias. Mesmo com algumas falhas de sincronização labial nas cenas em que a voz de Callas é mixada, Jolie consegue transmitir uma potência emocional que supera as limitações do roteiro. Sua performance, sem dúvida, é o elemento mais marcante do filme e será lembrada como um dos melhores momentos de sua carreira.
No entanto, nem mesmo o brilhantismo de Jolie consegue compensar as decisões equivocadas de Larraín. O diretor, que em Jackie e Spencer conseguiu desconstruir figuras icônicas e explorar suas vulnerabilidades com grande impacto, aqui entrega uma obra que se perde em suas próprias ambições. A tentativa de equilibrar o intimismo com a grandiosidade acaba resultando em um filme desconectado, que impressiona visualmente, mas carece de envolvimento emocional.
Em resumo, Maria é um filme que exala técnica e refinamento, mas falha em criar uma conexão significativa com o público. Angelina Jolie é, sem dúvida, a alma do filme, entregando uma atuação tão poderosa que transcende os problemas da narrativa. No entanto, dentro da trilogia de Larraín, Maria se destaca como o capítulo mais fraco, ficando aquém das expectativas de um encerramento digno para essa série de cinebiografias inovadoras. Mesmo assim, o filme é um testemunho da ambição de Larraín e do talento de Jolie, provando que, mesmo em seus tropeços, o diretor ainda é capaz de criar obras instigantes e visualmente marcantes.
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