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MaXXXine (2024) – o fim trágico de uma trilogia que prometia
Sério mesmo… QUE FILME HORRÍVEL! Eu fui assistir MaXXXine achando que ia ver o desfecho épico da trilogia que começou com X e Pearl, dois filmes que, apesar dos defeitos, ainda entregavam uma história envolvente, com personagens marcantes e uma pegada única. Mas MaXXXine? Cara, é um desastre completo.
A começar pela história, que não vai pra lugar nenhum. Maxine está em Los Angeles tentando virar atriz famosa, e é isso. Duas horas de filme vendo ela andando de um lado pro outro, enquanto um assassino solto parece mais figurante do que ameaça. Tentam empurrar um suspense que simplesmente não existe. Tem zero tensão, zero mistério, zero empolgação.
A direção parece perdida. O Ti West tenta criar uma vibe oitentista, mas exagera tanto nos filtros, nas referências forçadas e nas cores neon que parece que a gente tá preso num clipe ruim da MTV dos anos 80. E o pior: ele tenta dar um ar "cult" pro filme, como se estivesse fazendo uma obra de arte profunda, mas na prática não tem conteúdo nenhum. É só pose.
Os personagens novos são um completo desperdício. Kevin Bacon está irreconhecível, mal aproveitado. A própria Maxine, que tinha uma história trágica e forte nos filmes anteriores, aqui parece sem propósito. Ela só tá lá. Mia Goth é talentosa, claro, mas o roteiro é tão fraco que nem ela consegue salvar.
E o terror, cadê? Esse filme não assusta, não choca, não intriga. É um vazio total. Parece que esqueceram que esse era pra ser o clímax da trilogia. As cenas de “tensão” são mal dirigidas, previsíveis e sem impacto nenhum. E o assassino? Um dos vilões mais sem graça e esquecíveis que eu já vi. Juro, eu fiquei com vergonha alheia.
Pra completar, o final é tão... bobo. Você assiste tudo esperando alguma reviravolta, algum momento marcante, e nada acontece. Só termina. E você fica se perguntando: “Era isso?” Foi essa a trilogia que tanto prometeram?
Enfim, MaXXXine é uma enorme decepção. Um filme que não sabe o que quer ser, que se leva a sério demais, mas entrega de menos. É o típico exemplo de quando a forma tenta ser mais importante que o conteúdo – e o resultado é um filme vazio, sem alma, e completamente esquecível.
Nota: 2/10. Só ganhou 2 pontos porque a Mia Goth tentou. Mas o resto? Pode jogar no lixo.