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Diogo Codiceira
26 seguidores
927 críticas
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3,0
Enviada em 4 de abril de 2026
Todos nós desconhecidos é um filme de drama que contou com a direção e roteiro de Andrew Haigh (baseado em romance de Taichi Yamada). Na trama, acompanhamos o solitário escritor Adam (Andrew Scott). Morando sozinho em um apartamento em Londres, decide aceitar um encontro casual dentro do seu apartamento com o seu vizinho Harry (Paul Mescal). A medida em que se aproximam, Adam é levado a sua infância em um período em que seus pais ainda eram vivos. O filme é duvido em 2 narrativas: uma entre Adam e Harry e a outra com Adam voltando ao seu passado para visitar a casa em que seus pais moravam. Sobre essa segunda narrativa, temos algo interessante; que os seus pais mantém a mesma aparencia de 30 anos atrás e isso permite que Adam tenha certos diálogos de sua atual vida com eles, que ainda possuem a mente no tempo deles ( década de 1980). A cada vez que Adam visitava os seus pais existia um detalhe novo e assim formamos um quebra-cabeça sobre a morte de ambos e todo o contexto. O roteiro acerta ao nao apostar num romance, pois seria muito esvaziado para a premissa do filme. Por outro lado, a aposto no drama familiar e sobre conexões humanas e afeto parece ser mais certeira. Fotografia interessante com as luzes e por vezes a escuridão ditando os espacos sentimentais de Adam. Trilha sonora muito competente ao colocar grandes hits dos anos 80 para associar aos pais de Adam, como Pet Sho Boys. O grande problema do filme é justamente o solo narrativo que foi fraco. O roteiro poderia ter explorado melhor a solidão de Adam e fazer disso a procura por algo diante de tal vazio. Esse vazio, essa falta de solo ou premissa mais adequada, deixa o drama mais artificial diante dos pais de Adam. E aqui, o personagem de Harry serve apenas como uma ponte para associar a isso. Embora o desfecho traga um "plot" que muda a concepção nossa com relação a Harry/Adam, nao resolve todos os problemas narrativos do filme, pois faltou explorar sobre o que ocorreu para Harry ter feito isso? Foi a rejeição?
Baseado numa obra literária, "Todos Nós Desconhecidos" se destaca pelo tom intimista e impactante de sua trama. Temas sensíveis como solidão, autodescoberta e luto são explorados habilmente pelas atuações brilhantes dos protagonistas.
Sinopse: Uma noite em seu prédio quase vazio em Londres, Adam tem um encontro casual com seu misterioso vizinho Harry, o que acaba abalando o ritmo de sua vida cotidiana.
Crítica: "Todos Nós Desconhecidos", dirigido por Andrew Haigh, apresenta uma exploração sensível e introspectiva das conexões humanas. Situado em um prédio quase vazio em Londres, o filme combina um enredo simples com uma profundidade emocional notável, centrando-se no encontro casual entre Adam e seu enigmático vizinho Harry.
A atuação se destaca, pois ambos os atores conseguem transmitir a complexidade de seus personagens com sutileza. Adam, um homem preso em sua rotina, acaba confrontando seus medos e inseguranças através da aventura inesperada com Harry. O encontro entre os dois se transforma em uma jornada de autodescoberta, trazendo à tona questões sobre solidão, pertencimento e a busca por conexões significativas em meio ao isolamento urbano.
A cinematografia é outro ponto forte. Haigh utiliza a atmosfera do prédio e as ruas de Londres de maneira a refletir o estado emocional dos personagens. A iluminação e os ângulos de câmera são cuidadosamente escolhidos, criando uma ambientação que dá suporte à narrativa, tornando a cidade uma extensão das experiências de Adam e Harry.
No entanto, o filme pode parecer arrastado para alguns, com momentos de contemplação que exigem paciência do espectador. A narrativa, embora rica em nuances, pode carecer de um clímax mais impactante, o que pode desagradar aqueles que buscam uma trama mais dinâmica. Além disso, a falta de desenvolvimento de alguns personagens secundários pode deixar o espectador desejando mais profundidade.
Em suma, "Todos Nós Desconhecidos" se destaca como uma reflexão poética sobre a fragilidade das relações humanas em um mundo moderno e muitas vezes solitário. Apesar de seus pequenos empecilhos, o filme oferece uma visão tocante sobre momentos de conexão, revelando a beleza e a dor de sermos, ao mesmo tempo, desconhecidos e interligados. É uma obra que merece ser vista, especialmente por aqueles que apreciam histórias que valorizam o silêncio e a quietude na busca por compreensão e pertencimento.
Dirigido por Andrew Haigh, Todos Nós Desconhecidos inicialmente se apresenta como uma história de fantasmas, mas revela-se um estudo sincero sobre a necessidade de amor e o papel do afeto na vida humana. Com quatro interpretações inspiradas e uma fotografia etérea, o filme cria uma atmosfera que transita entre sonho e realidade, explorando profundamente as emoções e conexões humanas. Retrato sensível das necessidades afetivas humanas, com atmosfera envolvente, embora sua abordagem possa parecer lenta para alguns.
Não é do meu gosto, por mais inteligente que pudesse ser o filme (o que não é o caso), assistir a um filme em que normaliza a utilização de drogas e cenas explícitas de sexo, no caso homossexualidade.
o longa é uma jornada pessoal, comovente e explora temas sensíveis como solidão, luto e autodescoberta de uma forma poderosa. ele tem um texto excepcional! o filme faz com que os espectadores mergulhem em uma jornada emocional profunda, a habilidade do haigh em transmitir essas emoções é notável, e as performances brilhantes do andrew scott e do paul mescal adicionam camadas extras de profundidade ao filme.
Filme interessante. Apela bastante para a emoção do personagem principal. A ideia é brilhante. O personagem começa a ver seus pais tal como eles eram quando faleceram. O ator consegue traduzir a dor e a emoção de maneira magnífica. O filme não entrega 'tudo' o que promete pela ideia, mas é emocionante e tem atuações bem trabalhadas.
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