Todos Nós Desconhecidos
Média
3,5
56 notas

12 Críticas do usuário

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Andressa Cezqr
Andressa Cezqr

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5,0
Enviada em 26 de junho de 2024
Uma obra prima: impactante, sensível, atuações incríveis, há tempos não me comovia tanto com um filme.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 891 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de abril de 2026
Todos nós desconhecidos é um filme de drama que contou com a direção e roteiro de Andrew Haigh (baseado em romance de Taichi Yamada). Na trama, acompanhamos o solitário escritor Adam (Andrew Scott). Morando sozinho em um apartamento em Londres, decide aceitar um encontro casual dentro do seu apartamento com o seu vizinho Harry (Paul Mescal). A medida em que se aproximam, Adam é levado a sua infância em um período em que seus pais ainda eram vivos. O filme é duvido em 2 narrativas: uma entre Adam e Harry e a outra com Adam voltando ao seu passado para visitar a casa em que seus pais moravam. Sobre essa segunda narrativa, temos algo interessante; que os seus pais mantém a mesma aparencia de 30 anos atrás e isso permite que Adam tenha certos diálogos de sua atual vida com eles, que ainda possuem a mente no tempo deles ( década de 1980). A cada vez que Adam visitava os seus pais existia um detalhe novo e assim formamos um quebra-cabeça sobre a morte de ambos e todo o contexto. O roteiro acerta ao nao apostar num romance, pois seria muito esvaziado para a premissa do filme. Por outro lado, a aposto no drama familiar e sobre conexões humanas e afeto parece ser mais certeira. Fotografia interessante com as luzes e por vezes a escuridão ditando os espacos sentimentais de Adam. Trilha sonora muito competente ao colocar grandes hits dos anos 80 para associar aos pais de Adam, como Pet Sho Boys. O grande problema do filme é justamente o solo narrativo que foi fraco. O roteiro poderia ter explorado melhor a solidão de Adam e fazer disso a procura por algo diante de tal vazio. Esse vazio, essa falta de solo ou premissa mais adequada, deixa o drama mais artificial diante dos pais de Adam. E aqui, o personagem de Harry serve apenas como uma ponte para associar a isso. Embora o desfecho traga um "plot" que muda a concepção nossa com relação a Harry/Adam, nao resolve todos os problemas narrativos do filme, pois faltou explorar sobre o que ocorreu para Harry ter feito isso? Foi a rejeição?
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