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Francisco Rüdiger
2 críticas
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2,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2025
Surrar a Igreja Católica, cachorro morto em meio à intelectualidade "progressista", tem passe livre, não não põe em risco de "cancelamento" nenhum os responsáveis. Ainda mais se a narrativa se apresenta em termos criptofarsescos, de fácil apelo aos estereótipos e chichês sobre a "Santa Madre" que se cristalizaram nos últimos 50 anos. Quando a bomba explode junto à Capela Sistina, até se chega a pensar, por instante, que a sequência se revelará pesadelo do cardeal "sério" ... Que nada, o escracho simplório, feito para agradar o boçal amestrado, a partir de então, rola solto, sempre em chave "realista". O hermafrodita que engana o cardinalato com mensagem do bem e, na ótica dos criadores, aponta simbolicamente para o espírito que deve passar a ser o da Igreja, para a corrupção ser vencida, serve de apoteose para a canastrice empurrada boca adentro de um público infantilizado. Para ser o American Pie para gente que se acha crítica, politizada e "cult" só faltaram os ruídos de flatulências durante os momentos de silêncio do "Conclave".
Filme ambicioso, usa recursos técnicos sem maior sofisticação, sob uma direção convencional. Figurino, atuações de Ralph Fiennes e Isabela Rosselini, soberbos. Roteiro enfadonho, tenta emplacar cliches e preconceitos que permeiam a Igreja, há os progressistas, os conservadores, fala-se de racismo, pedofilia, nada alem do tanto já divulgado com vinculação à Igreja Católica. Com todo o cuidada de não dar spoiler, o climax é totalmente implausível, e um aceno prosélito ao identitarismo
É um bom filme e bem desenvolvido. Mas a reviravolta final foi desnecessária. O filme já tinha um viés progressista e critico ao ultraconservadorismo. Ficou caricato e deu munição aos criticos para desprezarem todo enredo e criticas anterores. Também não ficou claro o papel do papa falecido em todos coluios.
O filme traz reflexões importantes sobre a essência humana em situações de poder e decisão, entre os quais ideologia, pragmatismo, vaidade, arrogância, compromisso coletivo e moral. A linha tênue que separa as condições e ações humanas é trabalhada profundamente.
Uma longa reunião de cardeais para a escolha do novo papa, cercado de intrigas, conspiração e escândalos, mediados por um decano magistralmente interpretado por Ralph Fienes. Embora tenha um final bastante desconfortante, capaz de incomodar os adeptos da fé cristã, o filme tem muitos méritos. Mas essa é uma das propostas da arte: incomodar, tirar da zona de conforto. Os quesitos técnicos do filme são um show a parte: A fotografia é maravilhosa. A direção de arte tratando com esmero cada detalhe do ambiente, é uma obra de arte. Os figurinos com as cores exaltantes da hierarquia dos membros das igrejas, um primor. O roteiro muito bem estruturado com sequencias que conseguem prender. Sem contar os excepcionais diálogos. Vale destacar as atuações, todas, sem exceção, um espetáculo. Um filme digno de disputa em diversas categorias do Oscar.
A premissa inicial do filme parece levar o espectador a uma busca pelo assassino do falecido pontífice, já que a sua morte vem a ser uma surpresa para os demais membros da Igreja. Entre reviravoltas e segredos, Lawrence (protagonista principal) é encarregado de conduzir o Conclave, isto é, uma reunião do sacro colégio de cardeais, com o objetivo de eleger um novo pontífice.
Os líderes mais poderosos da Igreja Católica reunidos em um só lugar, cada um com seus interesses e todos dispostos a vestir a batina branca, o que poderia dar errado?
De uma forma que nos faz lembrar das intrigas palacianas proporcionadas por Game of Thrones, Conclave, de forma autêntica, nos mostra que para além da fé, outros dilemas precisam ser considerados para que um novo Papa seja eleito.
Temas como o divórcio, homossexualidade, feminismo, visibilidade trans, liberdade religiosa entre outros são discutidos no filme, fazendo o espectador refletir sobre tais questões que vez ou outra tornam-se foco de debate em assembleias religiosas.
Por fim, entre os embates que mais parece um cenário político, o discurso de um dos cardeais me chamou atenção: “A coisa com a qual você está lutando está aqui, dentro de cada um de nós, se cedermos ao ódio agora, se falarmos de “lados” em vez de falar por cada homem e mulher [...] nestes últimos dias nos mostramos pequenos homens mesquinhos, parecemos preocupados apenas conosco mesmos, com Roma, com a eleição e com o poder. Mas essas coisas não são a Igreja. A Igreja não é tradição. A Igreja não é o passado. A Igreja é o que faremos a seguir.”
Um espetáculo... de atuações, de figurino e cenários, de história... queria crer que as pessoas com poder terminassem tocadas por Deua igual aos cardeais do filme...
Com exceção de Duna parte 2, conclave é de longe o melhor filme de 2024. Bem construído, personagens complexos, fotografia muito boa e direção eficiente.
A mensagem de que o mundo hoje precisa de líderes QUE QUEREM A PAZ E NÃO A GUERRA, foi lançada sem pieguices, tendo como pano de fundo as tantas sombras e dissonâncias dos bastidores seculares do Vaticano.
eu sou católico apostólico romano e o filme me despertou diversas reflexões que pensava que nem existiam, como por exemplo as intrigas, ambições e dilemas morais dos cardeais que são homens com suas próprias fraquezas e desejos, uma reflexão sobre a natureza humana da igreja e sobre a importância da santidade pessoal de cada membro, o filme também nos mostra os desafios de conciliar a fé com as exigências do poder e as pressões politicas, uma reflexão sobre a importância de escolher líderes que estejam verdadeiramente comprometidos com esses valores. O filme causou muita polêmica devido a revelação do novo papa ser uma pessoa intersexo, gerando debates sobre a interpretação da fé a inclusão e a tradição da igreja católica.
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