Conclave
Média
3,9
566 notas

114 Críticas do usuário

5
23 críticas
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37 críticas
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19 críticas
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16 críticas
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.334 seguidores 3.258 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2025
O melhor filme entre os indicados a melhor filme no oscar 2025! Grande roteiro, elenco formidável e uma trilha sonora pesada e imponente! Filmaço!
Laura Emanuele Marques Lima
Laura Emanuele Marques Lima

1 seguidor 22 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de março de 2025
Uma obra-prima ❤️ simplesmente incrível, muito bem desenvolvido, desde o início até o final, cada detalhe é impecável 

Vale a pena assistir: amo ver o pós trás das câmeras de fatos que sabemos que existe, mas nunca teremos a oportunidade de ver kkkkk
Vania Moreira
Vania Moreira

4 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 26 de março de 2025
Mais uma lacração de roliúdi, que se torna a cada ano mais engajadinha e mais inútil. Essa agenda progressista nos sendo imposta goela abaixo, aqui neste filme, chegou às raias do exagero e do ridículo. Além de totalmente inverossímil se tornou, também, risível. Ah, Ralph Fienes, do belíssimo filme "O Paciente Inglês", onde você foi amarrar o seu burro? Não tem excelente atuação da sua parte que sustente a sequência de pautinhas globalistas ao longo desse filme panfletário. Perdi meu tempo, mais uma vez, porém será a última.
Olivio Lusdabril
Olivio Lusdabril

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de março de 2025
Uma maravilha. Deveria ganhar todos os prêmios, muitíssimo benfeito. A personificação da Obra Prima.
Junior
Junior

16 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de março de 2025
Pela sinopse e pelo trailer parece que vai ser um filme de suspense sobre a investigação da morte do papa durante a realização do conclave. Mas o filme mostra um ódio pela igreja católica e as suas tradições. O suspense ficou de lado. Mais um filme woke, que não divulga que é woke no trailer. Me senti enganado no final. Se soubesse que seria um filme contra a religião, não teria assistido.
Luciano F.
Luciano F.

31 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de março de 2025
O filme é muito bom. Enredo, desenvolvimento, atuações...tudo magistral. Minha única crítica é que, por ser um filme de esquerda, progressista, o filme apresenta de forma rasa resoluções sobre questões sensíveis da igreja, além de demonizar conservadores, dividindo os candidatos ao papado entre puritanos, bonzinhos(esquerda) e, de forma caricata, os de mente fechada e retrógrados (conservadores)
Fabio Souza
Fabio Souza

10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de março de 2025
Que filmaço. Um suspense com muito drama envolvendo um dos eventos mais secretos e antigos do mundo. O elenco é excelente, com destaque a Ralph Fiennes que está impecável como o cardeal responsável por liderar o Conclave. Com direito a reviravolta e um plot twist no final (que pode desagradar àqueles católicos mais tradicionais) que provoca reflexões em todos nós. Na minha opinião foi o melhor filme do Oscar, infelizmente foi totalmente esquecido e subjugado.
Ludfreundin
Ludfreundin

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 9 de março de 2025
Eu estava decidida a não assistir a este filme porque não suporto mais tantas narrativas anti-católicas. Mas como tinha um voo longo, resolvi dar uma chance por ser um filme bem avaliado... Mas só comprovei minha teoria: não vale a pena assistir nada destes esteriótipos contra a Igreja Católica. Seriam cômicos, se não fossem tão desrespeitosos à Igreja Católica e à arte do Cinema. A narrativa toma um rumo tão, mas tão ridículo, que culmina na escolha do Papa hermafrodita. Totalmente fora de contexto, totalmente absurdo, confirmando a péssima qualidade da narrativa. Dei nota 0,5 mas merece 0.
Ariana1994
Ariana1994

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de março de 2025
Excelente filme. A ambientação, os cenários, a fotografia são um trunfo maravilhoso. Realmente, a estética católica é maravilhosa. Além disso, a exposição das contradições dessa religião que contrasta o sagrado e perfeito com as falhas humanas é uma problemática super interessante.
Gostei muito, me manteve presa na tela o tempo inteiro, o plot final é maravilhoso.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 6 de março de 2025
Conclave mergulha no cerne da política eclesiástica ao retratar o conclave para eleger um novo papa após uma morte inesperada. O roteiro, adaptado do romance de Robert Harris, estrutura-se em três dias de tensão, revelando segredos que desafiam a moralidade dos cardeais. A trama é habilmente construída, com reviravoltas como a acusação de simonia contra Tremblay e o passado de Adeyemi com uma freira, sustentando o suspense. No entanto, críticos como Katie Walsh (Los Angeles Times) apontam que o enredo, embora envolvente, é "um mistério muito fino", dependente de convenções do gênero. A explosão terrorista no terceiro ato, embora impactante visualmente, parece um recurso abrupto para acelerar o clímax, levantando questões sobre coerência narrativa. Ainda assim, a exploração de temas como hipocrisia e poder mantém o espectador engajado, mesmo que a profundidade filosófica seja, por vezes, sacrificada em prol do ritmo.

O elenco de Conclave é seu maior trunfo. Ralph Fiennes, como o cardeal Lawrence, equilibra gravidade e vulnerabilidade, personificando um homem dividido entre dever e dúvida. Stanley Tucci (Bellini) e John Lithgow (Tedesco) entregam nuances que transcendem caricaturas, embora Sergio Castellitto (Tremblay) roube cenas com sua ambiguidade moral. Isabella Rossellini, como a irmã Agnes, adiciona camadas de mistério com poucas falas. Contudo, a representação do cardeal nigeriano Adeyemi (interpretado por um ator não nomeado no material) gera controvérsia: Otosirieze Obi-Young (Open Country Mag) critica a associação do único candidato africano a um escândalo sexual, reforçando estereótipos coloniais. Apesar disso, as performances geralmente elevam o roteiro, oferecendo complexidade onde o texto poderia ser raso.

Peter Straughan, vencedor do Oscar por Melhor Roteiro Adaptado, constrói diálogos afiados que refletem as fissuras ideológicas da Igreja. A tensão entre progressistas e tradicionalistas é articulada com inteligência, evitando maniqueísmos fáceis. No entanto, o discurso final de Benitez (arcebispo intersex), embora poderoso em sua mensagem de inclusão, é criticado por seu tom genérico. A revista Angelus compara-o a "um texto do ChatGPT", acusando-o de superficialidade. Além disso, a revelação da condição intersexo de Benitez, embora inovadora, é introduzida tardiamente, deixando pouco espaço para desenvolvimento. Ainda assim, o roteiro brilha ao humanizar figuras hierárquicas, mostrando cardeais como seres falíveis, não apenas símbolos institucionais.

Edward Berger e o diretor de fotografia (não citado) transformam o Vaticano em um personagem silencioso. A Capela Sistina é filmada com ângulos claustrofóbicos, enfatizando o peso da tradição. A paleta de cores, dominada por tons terrosos e dourados, contrasta com a frieza dos corredores administrativos, simbolizando a dicotomia entre espiritualidade e burocracia. Cenas como a explosão na capela são coreografadas com precisão, usando luz e sombra para amplificar o caos. A crítica Manohla Dargis (The New York Times) observa que a estética reflete a autoimagem da Igreja — grandiosa, porém envelhecida. A fotografia, portanto, não apenas embeleza, mas também critica.

Embora detalhes específicos sobre a trilha sonora sejam escassos, a música em Conclave cumpre seu papel ao sublinhar a tensão sem dominar as cenas. Acordes graves de órgão ecoam durante votações, lembrando a solenidade do ritual, enquanto cordas discretas acompanham investigações secretas. A ausência de uma trilha marcante pode ser vista como uma falha para alguns, mas funciona como uma escolha estilística, permitindo que o silêncio — tão crucial em ambientes monásticos — fale por si.

O desfecho, com a eleição do cardeal Benitez (intersex), é tanto provocativo quanto polarizador. Para Peter Debruge (Variety), trata-se de "uma reviravolta satisfatória", enquanto Richard Lawson (Vanity Fair) a considera "imprudente". A revelação da condição de Benitez desafia noções de identidade e divindade, mas sua rápida resolução — ele aceita o papado sem confrontar publicamente seu segredo — dilui o impacto potencial. A cena final, com Lawrence contemplando freiras no pátio, sugere uma ambiguidade deliberada: é uma metáfora de esperança ou resignação? O bispo Robert Barron critica o final como "previsivelmente progressista", mas é inegável que ele instiga debate, algo raro em filmes de suspense.

Conclave é uma obra paradoxal: tecnicamente impecável, com direção segura e atuações memoráveis, mas dividida entre ambição intelectual e convenções comerciais. Seu maior mérito está em humanizar um processo históricomente mitificado, mostrando a Igreja como um espelho das contradições humanas. No entanto, falha ao aprofundar questões como colonialismo (na representação de Adeyemi) e intersexualidade, optando por gestos simbólicos em vez de análise substantiva. Culturalmente, o filme ressoou além das telas, viralizando em memes que ironizavam sua seriedade — um testemunho de sua relevância, ainda que involuntária.

Em síntese, Conclave é um triunfo como entretenimento sofisticado, mas sua busca por equilíbrio entre crítica social e suspense o impede de atingir grandeza. Como observou Alexander Payne, é "fascinante e engraçado", porém, como arte, deixa a sensação de que poderia ter sido mais corajoso — um pecado de omissão em um filme sobre escolhas morais.
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