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Um roteiro correto que faz uma condução equilibrada da trama. Uma temática bem explorada para os tempos atuais. Cenários e figurinos bem realizados na atmosfera dramática. Atores primorosos e final surpreendente. Alguns erros bobos de alguma pieguice nos discursos humanistas não comprometem a profundidade do argumento. Muito bom.
Conclave, dirigido por Edward Berger, chega com a promessa de ser um drama sofisticado e intrigante, seguindo os passos do aclamado Nada de Novo no Front, que rendeu ao diretor um Oscar de Melhor Filme Internacional em 2023. Trazendo novamente um orçamento de 20 milhões de dólares, Berger se propôs a explorar um dos processos mais sigilosos e fascinantes do mundo: a escolha do novo Papa, durante o tradicional conclave do Vaticano. Com um elenco estelar liderado por Ralph Fiennes e Stanley Tucci, além de uma equipe técnica afiada, o filme parecia destinado a ocupar um lugar de destaque na temporada de premiações. Mas, como tantas produções com alta expectativa, Conclave tropeça em sua própria ambição ao não sustentar o impacto emocional e narrativo que promete.
Desde o início, Conclave impressiona por seu design de produção meticuloso e pela recriação detalhada do processo de seleção papal. A equipe de Berger realizou uma pesquisa profunda para traduzir o sigilo e a grandiosidade do conclave em tela. Cada detalhe do ambiente, desde os figurinos dos cardeais até os cenários claustrofóbicos da Capela Sistina, contribui para uma atmosfera de isolamento que se torna quase palpável. Berger utiliza o espaço para amplificar a tensão e o mistério, enquanto o design de arte, impecável em sua execução, confere um realismo que enriquece a experiência do espectador. Essa ambientação cuidadosamente elaborada é um dos maiores trunfos do filme e, sem dúvida, será lembrada nas categorias técnicas das premiações.
No centro da narrativa está Ralph Fiennes, interpretando o cardeal responsável por organizar o conclave. Com uma performance que equilibra fragilidade emocional e autoridade moral, Fiennes entrega um trabalho digno de destaque. Seu personagem, inicialmente um mero facilitador do processo, se vê imerso em uma teia de segredos, mentiras e dilemas pessoais. A dinâmica entre os cardeais, representados por um elenco diversificado e talentoso, é outro ponto alto do filme. Stanley Tucci, em particular, brilha em suas aparições, trazendo nuances e complexidade ao seu papel. A trama é construída de forma a manter o público intrigado com os mistérios por trás de cada cardeal, suas alianças políticas e convicções morais, que oscilam entre visões conservadoras e liberais.
Berger demonstra habilidade ao manter o público imerso nesse ambiente denso e repleto de tensão durante a primeira metade do filme. Cada cena é carregada de simbolismos e camadas de significado, enquanto os diálogos revelam pedaços importantes da narrativa. A sensação de suspense é cuidadosamente orquestrada, e a trama parece caminhar para um clímax arrebatador. No entanto, o que começa como uma obra intrigante e cheia de potencial, logo se revela previsível e formulaica.
O maior problema de Conclave reside em sua estrutura narrativa. Na metade do filme, praticamente todos os mistérios e segredos apresentados são resolvidos, esvaziando o suspense que sustentava a história até então. O foco retorna à escolha do novo Papa, que deveria ser o ponto central do longa, mas perde força devido à previsibilidade do desfecho. Embora o roteiro tente introduzir um novo plot twist nos minutos finais, ele surge tarde demais e carece de desenvolvimento para causar o impacto desejado. A transição entre a resolução dos mistérios e a retomada da narrativa principal é abrupta e dilui o envolvimento emocional do espectador.
Além disso, Conclave desperdiça a oportunidade de aprofundar questões morais e políticas que poderiam enriquecer a trama. O embate entre as visões conservadoras e liberais dos cardeais é apenas superficialmente explorado, sem que o filme se comprometa a desenvolver um debate mais profundo sobre o impacto dessas escolhas. O roteiro se contenta em pincelar essas questões, deixando de lado a complexidade que o tema merece.
No entanto, nem tudo se perde. A direção de Berger continua sólida, e sua habilidade em criar atmosferas tensas é inegável. A trilha sonora e a fotografia complementam a ambientação, contribuindo para uma experiência visual e sensorial envolvente. O elenco, liderado por Fiennes e Tucci, eleva o material que tem em mãos, trazendo camadas de profundidade mesmo quando o roteiro falha em explorá-las.
Em resumo, Conclave é um filme tecnicamente impressionante, com atuações marcantes e uma premissa fascinante. No entanto, sua incapacidade de sustentar o mistério e a tensão até o final, combinada com a superficialidade na exploração de temas morais, impede que a obra atinja todo o seu potencial. Berger demonstra novamente seu talento para construir narrativas grandiosas, mas aqui, a execução fica aquém das expectativas. Ainda assim, Conclave é uma experiência que vale a pena pela sua atmosfera imersiva e pelas performances de seu elenco, mesmo que a previsibilidade do roteiro deixe um sabor agridoce.
Desde o início, Conclave impressiona por seu design de produção meticuloso e pela recriação detalhada do processo de seleção papal. A equipe de Berger realizou uma pesquisa profunda para traduzir o sigilo e a grandiosidade do conclave em tela. Cada detalhe do ambiente, desde os figurinos dos cardeais até os cenários claustrofóbicos da Capela Sistina, contribui para uma atmosfera de isolamento que se torna quase palpável. Berger utiliza o espaço para amplificar a tensão e o mistério, enquanto o design de arte, impecável em sua execução, confere um realismo que enriquece a experiência do espectador. Essa ambientação cuidadosamente elaborada é um dos maiores trunfos do filme e, sem dúvida, será lembrada nas categorias técnicas das premiações.
No centro da narrativa está Ralph Fiennes, interpretando o cardeal responsável por organizar o conclave. Com uma performance que equilibra fragilidade emocional e autoridade moral, Fiennes entrega um trabalho digno de destaque. Seu personagem, inicialmente um mero facilitador do processo, se vê imerso em uma teia de segredos, mentiras e dilemas pessoais. A dinâmica entre os cardeais, representados por um elenco diversificado e talentoso, é outro ponto alto do filme. Stanley Tucci, em particular, brilha em suas aparições, trazendo nuances e complexidade ao seu papel. A trama é construída de forma a manter o público intrigado com os mistérios por trás de cada cardeal, suas alianças políticas e convicções morais, que oscilam entre visões conservadoras e liberais.
Berger demonstra habilidade ao manter o público imerso nesse ambiente denso e repleto de tensão durante a primeira metade do filme. Cada cena é carregada de simbolismos e camadas de significado, enquanto os diálogos revelam pedaços importantes da narrativa. A sensação de suspense é cuidadosamente orquestrada, e a trama parece caminhar para um clímax arrebatador. No entanto, o que começa como uma obra intrigante e cheia de potencial, logo se revela previsível e formulaica.
O maior problema de Conclave reside em sua estrutura narrativa. Na metade do filme, praticamente todos os mistérios e segredos apresentados são resolvidos, esvaziando o suspense que sustentava a história até então. O foco retorna à escolha do novo Papa, que deveria ser o ponto central do longa, mas perde força devido à previsibilidade do desfecho. Embora o roteiro tente introduzir um novo plot twist nos minutos finais, ele surge tarde demais e carece de desenvolvimento para causar o impacto desejado. A transição entre a resolução dos mistérios e a retomada da narrativa principal é abrupta e dilui o envolvimento emocional do espectador.
Além disso, Conclave desperdiça a oportunidade de aprofundar questões morais e políticas que poderiam enriquecer a trama. O embate entre as visões conservadoras e liberais dos cardeais é apenas superficialmente explorado, sem que o filme se comprometa a desenvolver um debate mais profundo sobre o impacto dessas escolhas. O roteiro se contenta em pincelar essas questões, deixando de lado a complexidade que o tema merece.
No entanto, nem tudo se perde. A direção de Berger continua sólida, e sua habilidade em criar atmosferas tensas é inegável. A trilha sonora e a fotografia complementam a ambientação, contribuindo para uma experiência visual e sensorial envolvente. O elenco, liderado por Fiennes e Tucci, eleva o material que tem em mãos, trazendo camadas de profundidade mesmo quando o roteiro falha em explorá-las.
Em resumo, Conclave é um filme tecnicamente impressionante, com atuações marcantes e uma premissa fascinante. No entanto, sua incapacidade de sustentar o mistério e a tensão até o final, combinada com a superficialidade na exploração de temas morais, impede que a obra atinja todo o seu potencial. Berger demonstra novamente seu talento para construir narrativas grandiosas, mas aqui, a execução fica aquém das expectativas. Ainda assim, Conclave é uma experiência que vale a pena pela sua atmosfera imersiva e pelas performances de seu elenco, mesmo que a previsibilidade do roteiro deixe um sabor agridoce.
Ainda impactada, e na torcida (desde já!) por algumas estatuetas que irá concorrer. Que narrativa espetacular, com diálogos bem estruturados/densos, fotografia, cenografia incrível e que show de interpretação do Ralph Fiennes e Stanley Tucci❤️ na minha opinião...Fiennes, um fortissimo candidato ao Oscar de melhor ator. O final do filme, é surpreendente, lindo/emocionante com o discurso que elege o novo pontifície. Vaidade, ambição, poder, vícios, xenofobia, racismo e... inúmeras vulnerabilidades, são elementos no qual, expõem o que está nos bastidores dos muros do Vaticano. A minha única crítica: poderiam explorar mais a trilha sonora, entretanto, as poucas existentes são de altíssimo nível.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Bons actores, boa fotografia e pormenores curiosos do ritual (alguns talvez menos rigorosos na veracidade), pinceladas do retrato dos meandros políticos de qq instituição vivida por seres humanos, MAS mais uma manifestação da Agenda (desligar a dimensão biológica e espiritual do ser humano livre e ligar a dimensão pseudo-libertária-social do desejo/vontade egocêntrica do ser humano fantoche). Pena. Três estrelas pela oportunidade de conversas boas que poderá despoletar; porque algumas dúvidas podem destruir certezas e algumas certezas são descobertas pelas dúvidas. Mas que as há, há; certezas e dúvidas. O relativismo às vezes pode ser a cedência à preguiça ou ao medo de ir mais longe.
Muito chato e paradão. Dormi muito....................................................................
É um bom filme sobre o rito de passagem papal e aquilo que imaginamos que acontece nos bastidores para a eleição. Só que meteram essa no final mesmo...
A trama seria interessante se a condução do filme não tivesse o viés de criticar a Igreja Católica. Percebo uma tentativa constante de atacar os dogmas católicos (apesar de não concordar com alguns deles) e eviscerar a igreja ainda mais. Não vejo uma crítica tão contundente a outras religiões. Talvez pq elas nao sejam tão tolerantes ou que exijam mais respeito. Falo isso com o indicação ao hinduísmo, judaísmo e, até mesmo, o islamismo. Achei a reviravolta rasa e desnecessária, principalmente para a escolha do papa. Senti ali um discurso militante. Desnecessário para esse tipo de filme. Salva a atuação magistral de Ralf Fiennes que carrega o filme.
Um conclave acontece após a morte ou a renúncia de um Papa, na Igreja Católica Apostólica Romana. O Colégio dos Cardeais se reúne no Vaticano para uma votação secreta, e assim escolher o novo líder da Igreja.
Um maravilhoso thriller sobre a escolha de um novo papa e às conspirações que a rodeiam. O final é apoteótico.
Ralph Fiennes em grande forma. Um filme interessante sobre o conclave e seus bastidores. Exagera na parte política e na diversidade. Bastante inverossímel.
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