Aftersun
Média
3,7
186 notas

28 Críticas do usuário

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Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de março de 2023
Aftersun

"Aftersun" é uma Produção da A24 Films, escrito e dirigido por Charlotte Wells. Situado no início dos anos 2000, o filme segue Sophie, uma menina escocesa de 11 anos, de férias com seu pai em um resort turco na véspera de seu 31º aniversário.

"Aftersun" marca a estreia de Charlotte Wells na direção de um longa-metragem, e ela já faz a sua estreia trazendo uma história que soa como um drama bem intimista para ela, visto que ela descreve o seu roteiro como "emocionalmente autobiográfico", pois toda história foi inspirado na morte do seu pai durante a sua adolescência.

Já inicio afirmando que "Aftersun" é um filme belo, primoroso, emocionante, impactante e peculiar. O longa é muito humano, muito sensível, bastante sensorial, que vai se desenvolvendo de forma única, sutil, com um olhar contemplativo, singelo, que vai te envolvendo na história de forma leve, e ao mesmo tempo com uma intensidade que quando você menos perceber já estará completamente envolvido com a trama. Charlotte Wells é magnífica ao trazer um texto muito bem escrito e desenvolvido sobre a vida, sobre o relacionamento e o envolvimento de um pai e uma filha, com várias abordagens distintas e peculiares, entre várias nuances e várias vertentes.

Passamos a acompanhar aquelas férias de um pai e sua filha no dia a dia curtindo aquele resort, brincando, se divertindo, dando várias risadas. Realmente temos um relacionamento muito carinhoso e muito amoroso entre pai e filha, enquanto ambos desfrutam da companhia agradável um do outro, o que mostra que Calum (Paul Mescal) é um pai super atencioso e amável com sua filha Sophie (Frankie Corio). Este é o ponto a ser desenvolvido no roteiro de Charlotte Wells, a forma como ela queria se aprofundar em um período diferente em uma relação entre um pai e uma filha, e uma filha que não mora com o pai, que está apenas passando uma férias com ele. Dessa forma observamos toda aquela conexão e todo aquele envolvimento que vai se criando entre eles, e obviamente observamos toda proteção paternal, que de alguma forma Calum sempre tenta manter sua filha segura e protegida, mesmo que de certa forma ele acabe falhando.

"Aftersun" consegue ser um filme belo, primoroso e encantador, e ao mesmo tempo trágico, escuro e perturbador. Pois é fato que toda história também se passa pela perspectiva de uma Sophie 20 anos mais velha, onde a própria reflete sobre suas alegrias, melancolias e tristezas sobre sua viagem de férias com o pai há 20 anos atrás. Dessa forma também temos um filme sobre memórias, luto, depressão, aceitação, arrependimentos, traumas, frustrações. Um verdadeiro drama de amadurecimento, de reaproximação, de reconciliação, pois Sophie ainda buscava em suas lembranças uma reconciliação do pai que um dia conheceu, que um dia conviveu, com o homem que hoje ela desconhecia.

Um dos pontos que mais engrandece o roteiro de Charlotte Wells é a forma como ela contrasta o amor, a inocência, o descobrimento e o encantamento da pré-adolescente Sophie, com um mundo sombrio, obscuro, denso e mortal de Calum. É muito perceptível o quanto Calum se esforçava para se tornar uma melhor versão de sim próprio quando estava na presença da Sophie, como algo para agradá-la, mas por outro lado a própria Sophie tinha aquela sensação que havia algo errado com ele. Calum estava trancado dentro de si próprio, clamando por urgência, gritando por socorro, seu comportamento era sempre tomado de melancolia e mistério. Este é o lado sombrio e obscuro que o longa também abrange, também explora, e leva consigo o espectador, para adentrar no submundo introspectivo e reflexivo de Calum.

Apesar de ser apenas o longa-metragem de estreia de Charlotte Wells, ela traz uma experiência absurda com um texto que nos faz refletir, nos faz imaginar, nos faz pensar acerca de tudo que estamos vivenciando pelos olhares da Sophie e do próprio Calum. "Aftersun" nos deixa com dúvidas, com incertezas, com inseguranças, pois estamos diante de um relacionamento de pai e filha que é afetado por uma barreira emocional, existe uma barreira entre Sophie e Calum, que muita das vezes impede ambos de se aproximarem da forma que realmente deveria e precisaria. Por isso que o filme é tão peculiar, é tão intimista, pois existe várias lacunas que vão sendo preenchidas com o passar do tempo, e muita das vezes esse tempo é só 20 anos depois, com uma Sophie adulta ainda em busca das memórias do seu pai.
"Aftersun" tem esse poder, tem esse olhar mais seco, que tenta reconstruir (ou pelo menos tenta) pela perspectiva adulta de Sophie uma relação que foi perdida no passado. Realmente é um filme que trata diretamente da busca incansável de uma filha pelo seu pai, ou pelo menos do que ele pode ter sido para ela, do que ele pode ter representado para ela, algo como uma memória afetiva, uma lacuna, uma vazio paternal, que precisaria ser preenchido de alguma forma. Era como se ao buscar o pai, Sophie estivesse buscando a si própria, buscando o seu verdadeiro eu, uma espécie de auto aceitação.

Paul Mescal ("A Filha Perdida") está divino, está excepcional, está triunfante, está magnífico. Faz tempo que eu não assisto uma atuação tão perfeita como a de Paul Mescal. Paul consegue transcender sobre um personagem que estava sofrendo, que estava em desespero, que estava em uma agonia extrema, e o pior de tudo isso era ter que sofrer calado, como se tudo estivesse normal, como se tudo estivesse bem, unicamente pelo fato de ter que passar segurança e carinho para sua filha, ter que dar a atenção que ela precisava e necessitava. Era como se Calum estivesse carregando o mundo em suas costas, pois sofrer calado é angustiante, é desesperador, é uma das piores coisas da vida. Tanto que uma das melhores cenas do filme é justamente a cena em que Calum se desespera ao chorar copiosamente; e esta cena tem uma interpretação monumental de Paul Mescal, onde claramente podemos observar o tamanho da sua entrega e o tamanho da sua veia dramática. E a cena em que ele se entrega ao dançar "Under Pressure" do Queen? Senhoras e senhores, que performance!

A jovem Frankie Corio já se mostra uma ótima atriz, já nos mostra todo o dom e o talento que ela tem na arte de atuar. Frankie conseguiu a proeza de realizar uma atuação leve, singela, sutil, era como se ela não estivesse atuando, era como se fosse ela própria ali no seu dia a dia, em um ambiente de férias. Ela ria naturalmente, agia naturalmente, conversava naturalmente, fazia suas filmagens naturalmente, sem parecer forçada em nada, sem parecer está sendo obrigada a nada, com uma leveza e uma delicadeza extremamente absoluta. Outro ponto foi a química alcançada entre ela e o Paul Mescal, que esteve perceptível em 100% das cenas, tanto pelas partes mais eufóricas quanto pelas partes mais densas e carregadas. Uma cena muito bela é a cena em que ela canta a icônica "Losing My Religion" do R.E.M. com um jeito meio envergonhada esperando que seu pai fosse cantar com ela. Verdadeiramente a jovem Frankie Corio já desponta com um talento muito promissor.
Celia Rowlson-Hall (diretora de "Ma", de 2015) fez a Sophie adulta. É bastante interessante a sua apresentação no filme, mesmo com pouco tempo de tela ela consegue despertar toda a nossa curiosidade.

"Aftersun" foi aclamado pela crítica, que elogiou a direção e o roteiro de Charlotte Wells, e as atuações de Paul Mescal e Frankie Corio, com Paul recebendo uma indicação de Melhor Ator no Oscar. Também foi eleito um dos melhores filmes de 2022 pelo National Board of Review, recebeu o prêmio de Melhor Estreia de um Escritor, Diretor ou Produtor Britânico no BAFTA e foi premiado com o primeiro lugar pela Sight and Sound em sua votação para o Melhor Filme do ano.

Charlotte Wells entrega uma direção muito bem ajustada, rica em detalhes nos seus mais variados takes, que dava aquele foco, aquela aproximação nos personagens, nos deixando ainda mais envolvidos pela sua história. A trilha sonora é certeira, trazendo vários clássicos que enriqueceu ainda mais a obra. Assim como a belíssima fotografia, que se destacava como um algo a mais do longa, fazendo aquele contraponto entre o feliz e o alegre com toda melancolia e tristeza.

"Aftersun" é uma grata surpresa, visto que eu não conhecia a diretora e tinha visto pouco sobre o filme. Porém, eu fui surpreendido positivamente, com um filme que entrega um drama na medida certa, sem exagerar e sem pesar a mão (pra não virar um melodrama forçado), com um texto muito bem escrito, muito bem amarrado nos diálogos, que por sinal estavam excelentes. Além do roteiro que é ótimo, as atuações que estão impecáveis e a trilha sonora que é magnífica. Posso afirmar que "Aftersun" é um dos melhores dramas que eu assisti nos últimos anos.
Obrigado Charlotte Wells! [05/03/2023]
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2023
O que eu gostei desse filme foi a sutileza.
Sutileza essa que faz com que não se saiba muito bem o que o filme quer dizer, mas mesmo assim entramos na história.
Com relação aos sentimentos dos personagens e da relação dos dois, não sabemos porque era assim e como foi após o final do filme. O filme nos traz apenas a história. E essa falta de detalhes no contexto, ao invés de ser um ponto fraco, se torna o ponto forte do filme. Faz com que a gente simplesmente se envolva nessa bela história. Essa imersão é magnífica.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2023
“Aftersun”, filme dirigido e escrito por Charlotte Wells, é um daqueles longas que nos deixam com mais perguntas do que respostas. Mais dúvidas do que certezas. A história que a obra nos relata se passa durante uma viagem de férias entre pai e filha, na véspera do aniversário de 31 anos dele, num resort em reforma, na Turquia.

Algumas pistas estão bem claras para nós. A relação entre Calum (Paul Mescal, indicado ao Oscar 2023 de Melhor Ator), o pai; e Sophie (Frankie Corio), a filha, é distante. Embora ele seja amoroso e aberto ao diálogo, existe uma barreira - emocional e física - entre eles. Não sabemos até que ponto as circunstâncias da vida influenciam nisso, uma vez que Calum é alguém sem estabilidade (econômica, profissional); e Sophie, com sua percepção e natureza observadora, questiona o pai, à sua maneira, sobre seus planos e anseios.

Desta forma, “Aftersun” é um filme que tenta (re)construir essa relação, pelo olhar adulto de Sophie (Celia Rowlson-Hall), ela própria também nas vésperas de seu aniversário. Enquanto ela revisita as suas lembranças (escolhas estéticas como as de cenas gravadas em uma câmera caseira reforçam esta intenção), a imagem que ela tem de Calum vai também se desenhando para nós.

“Aftersun” é um drama intimista e tem uma narrativa que vai crescendo à medida que o filme se desenvolve. As lacunas presentes na trama funcionam bem com o propósito final da obra. É um filme sobre uma filha em busca do seu pai, da figura que ela se recorda (e que pode - ou não - corresponder à realidade), do homem que ele foi. É quase como se ela, ao buscar Calum, quisesse encontrar a si própria. Se ela conseguiu isso? É mais um espaço em branco que “Aftersun” nos obriga a tentar preencher.
Luciano F.
Luciano F.

30 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2023
Não é um filme para todos, é de 'lenta digestão,' então requer tempo e paciência, indo sem pressa. É melancólico, saudosista, te faz lembrar da infância de uma forma gostosa ao mesmo tempo que te angustia pelo sutil sofrimento do pai da garota Sophie. E a cena final... Nossa! É de arrepiar! Um dos melhores finais da história!
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de janeiro de 2025
Aftersun é um mergulho emocional conduzido com maestria por Charlotte Wells, que transforma memórias em um mosaico sensível de afeto e melancolia. Paul Mescal entrega uma atuação profundamente tocante, enquanto Frankie Corio encanta como Sophie. A montagem fragmentada pode desafiar quem busca linearidade, mas recompensa com uma experiência visceral e cheia de nuances. É um filme que se destaca pela sutileza, recusando o óbvio e abraçando a complexidade das relações humanas.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 892 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de janeiro de 2025
Aftersun é um filme escocês da diretora Charlotte Wells ( também no roteiro) que a princípio parece uma idea muito simples, mas aos poucos vai fragmentando memórias e sentimentos. A história acompanha Sophie (Frankie Corio), agora adulta, que por meio de filmagem de uma câmera busca reviver uma viagem de férias na Turquia, com seu pai, Calum (Paul Mescal) há 20 anos atrás. Com a premissa bastante simples, o filme é bastante sincero nas abordagem entre pai ( jovem) e filha durante a viagem. O filme nao esconde os problemas emocionais que o pai passa e a entrega por estar acompanhando a trajetória de sua filha. Existe aqui todo o cuidado na elaboração das cenas, seja ela por meio da câmera ou não, para captar as emoções dos 2 personagens e isso foi feito de forma brilhante. E preciso dizer que ambos os protagonistas entregaram uma interpretação de alta qualidade e com uma química absurda entre eles. Obs: detalhe que o filme marcou a estreia da pequena Corio. Ambos nos proporcionaram diálogos bastante sinceros e profundos. Ao mesmo tempo que temos cenas que nos diverte durante a viagem, na medida em que chegamos no terceiro ato, e sabemos que a viagem está para acaba, a trama ainda se revela para que veio trazer: uma carga de cumplicidade, afeto e perda.
Por fim, esse filme é um daqueles que mesmo depois de ter assistido, a sensação proporcionada por ele permanece por dias.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 508 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de novembro de 2024
"Apesar de Aftersun trazer consigo uma premissa interessante e uma abordagem visualmente cativante, infelizmente, o desenvolvimento da trama deixa a desejar. O filme apresenta uma narrativa envolvente que busca explorar temas profundos, como o impacto das escolhas na vida das personagens, mas acaba não desenvolvendo essas questões de forma satisfatória.

As atuações do elenco principal são convincentes e proporcionam momentos de emoção genuína, especialmente nas cenas mais intensas. A química entre os atores principais é palpável, o que contribui para a construção das relações interpessoais no filme. Além disso, a trilha sonora envolvente e a cinematografia deslumbrante ajudam a criar uma atmosfera envolvente ao longo da história.

No entanto, a falta de aprofundamento em certos aspectos da trama e a resolução apressada de conflitos importantes acabam prejudicando a experiência do espectador. Aftersun deixa pontas soltas e algumas questões mal resolvidas, o que pode deixar a sensação de que o potencial da história não foi totalmente explorado.

Mesmo com suas falhas, Aftersun possui méritos indiscutíveis, como sua abordagem visual arrojada e a tentativa de abordar temas relevantes. O diretor demonstra habilidade em criar sequências impactantes e em capturar a essência das emoções vividas pelas personagens.

Em suma, Aftersun é um filme que, apesar de não atingir todo o seu potencial, consegue oferecer momentos de reflexão e entretenimento. Com um pouco mais de cuidado na construção da narrativa e no desenvolvimento dos personagens, poderia ter se destacado como uma obra memorável do cinema contemporâneo."
João Pedro Ramos Pereira
João Pedro Ramos Pereira

16 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2025
"Mesmo que a gente não esteja no mesmo lugar, e não estejamos juntos de verdade, nós meio que, de certa forma, estamos, sabe?"
Aftersun narra, entre memórias reais e ficcionais, as experiências de Sophie (Frankie Corio) e seu pai Calum (Paul Mescal) durante uma viagem à Turquia. A partir das gravações de uma antiga câmera digital, Sophie, já adulta, relembra suas antigas memórias, tentando reconciliar o pai que conhecia com o lado dele que lhe era desconhecido.
Ao focar em uma visão intimista de sua história, a narrativa se concentra nos momentos mais próximos, descontraídos e cotidianos dos dois, mostrando que até mesmo um simples olhar para o céu pode conter diversos significados.
Com uma direção carregada de nuances e significados, a diretora Charlotte Wells nos convida a revisitar nossas próprias memórias, como um reflexo de nossas relações familiares. Junto aos personagens, uma imensidão de sentimentos invade nossos pensamentos, conferindo um tom único para cada espectador.
A jornada de ambos traz reflexões sobre amadurecimento, memória, amor e decepções. Tanto Sophie quanto Calum estão em momentos cruciais de suas vidas: Sophie está crescendo e vivenciando a transição para a adolescência, enquanto, com simplicidade e inocência, tenta encontrar a felicidade ao lado do pai. Aos poucos, no entanto, percebe a real situação de Calum.
Calum, interpretado por Paul Mescal, entrega uma atuação tão profunda e dolorosa que, em simples gestos e olhares, revela uma dor esmagadora, que ele continuamente esconde da filha. Ele acredita que guardar sua tristeza para si mesmo é o melhor. Contudo, a depressão que o assombra cria uma barreira entre os momentos felizes que vive com Sophie e os seus demônios interiores.
Nos raros momentos em que os dois se conectam, testemunhamos cenas emocionantes, como a dança ao som de "Under Pressure", do Queen. Esses instantes funcionam como um golpe no coração: mesmo com a tristeza os rondando, a alegria pode surgir nas circunstâncias mais triviais.
A narrativa é guiada pelos sentimentos dos protagonistas, que refletem não apenas nossas fragilidades como seres humanos, mas também a dor da perda e o medo do passado. Esse turbilhão de lembranças e recordações pode tornar o ato de lembrar devastador e confuso. Ainda assim, as memórias dos momentos simples, nos quais a dor parece não existir e a inocência caminha lado a lado com a felicidade, transformam o passado não em um peso, mas em um processo de entendimento e autoconhecimento.
Gabriel Dezordi
Gabriel Dezordi

7 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de setembro de 2024
E daqueles filmes que você nunca mais esquece. Não é um filme comercial, mas profundo e que, com reflexões, mostram como é real.
Carol Santos
Carol Santos

3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de maio de 2025
“Eu acho legal que dividimos o mesmo céu”. Um filme lendo, delicado e amoroso! Top 10 filmes da vida!
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