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Filme top, vale a pena assistir, muito interessante a história como um todo. O final é bem interessante e surpreendente. Quem crítica sem ter assistido o filme inteiro não sabe o que fala.
Filme incrível, produção bem pertinente para os tempos que vivemos onde o tempo e a vida do ser humano são levados a questionamentos por uma indústria capitalista sem ética ou moral. Vale muito a pena assistir , realmente lembra o "Preço do amanhã" porém não achei uma cópia barato, e sim um lindo complemento.
O filme Paraíso funciona como uma metáfora muito clara sobre a forma como as grandes corporações roubam a essência e o tempo das pessoas. É uma crítica direta à realidade de quem trabalha em algo que odeia, doando os melhores anos da própria vida e a sua energia vital em troca de uma quantia apenas para sobreviver. Essa exploração do tempo como moeda de troca é o ponto mais forte da obra e gera uma reflexão válida sobre o quanto de nós mesmos entregamos ao sistema.
spoiler: No entanto, o desenvolvimento do roteiro peca gravemente no encerramento do arco dos protagonistas. O personagem principal convence a esposa a embarcar em um plano extremamente arriscado, superando a resistência inicial dela, para que, no desfecho, ele mesmo se acovarde e tente desistir de tudo. A reação dela de expulsá-lo do carro sob ameaça de uma faca e seguir com a missão sozinha, cria uma ruptura que parece forçada. O fato de terminarem separados, com ela iniciando outro relacionamento, invalida toda a jornada de sacrifício que o filme construiu. Ao escolherem não ficar juntos após passarem por situações tão extremas, o roteirista entrega um final insatisfatório que esvazia a conexão emocional que justificava os riscos tomados. O marido recuar após ter sido o mentor da ideia e o casal se desfazer dessa maneira soa menos como uma escolha narrativa profunda e mais como uma falha na construção da coerência dos personagens.
spoiler: No entanto, o desenvolvimento do roteiro peca gravemente no encerramento do arco dos protagonistas. O personagem principal convence a esposa a embarcar em um plano extremamente arriscado, superando a resistência inicial dela, para que, no desfecho, ele mesmo se acovarde e tente desistir de tudo. A reação dela de expulsá-lo do carro sob ameaça de uma faca e seguir com a missão sozinha, cria uma ruptura que parece forçada. O fato de terminarem separados, com ela iniciando outro relacionamento, invalida toda a jornada de sacrifício que o filme construiu. Ao escolherem não ficar juntos após passarem por situações tão extremas, o roteirista entrega um final insatisfatório que esvazia a conexão emocional que justificava os riscos tomados. O marido recuar após ter sido o mentor da ideia e o casal se desfazer dessa maneira soa menos como uma escolha narrativa profunda e mais como uma falha na construção da coerência dos personagens.
FILME “PARAÍSO” LEVA A DIVERSAS REFLEXÕES
Por Mariano Soltys, advogado e professor
Um casal – Max e Elena – trabalha em uma grande empresa chamada Aeon, e o valor ou moeda de troca em questão é a vida, ou a idade, pois pessoas podem transferir anos de suas vidas para outras. Assim as pessoas pobres ficam mais velhas, uma vez têm a necessidade de vender a sua juventude, e as pessoas ricas aproveitam ampliar sua vida, numa verdadeira fonte da juventude, alquimia antiga.
Sophie é a CEO da empresa, de modo que necessita alguém compatível, por DNA, para ver-se jovem novamente. A nossa sociedade líquida consome cada vez mis com estética, e é mais que com a alimentação. As pessoas gastam tudo que têm em plásticas, tratamentos estéticos, buscando serem mais jovens. Isso também leva-nos a pensar no filósofo Foucault, que dizia existirem várias formas de controlar o corpo, de prender as pessoas, na sociedade. Na obra “Vigiar e Punir” transparece essa troca do tempo pela aprovação social, também presente no filme “Paraíso”.
Incêndio – O drama acontece quando o casal que morava num apartamento de luxo descobre que este teve um incêndio, e que o seguro não cobriu. Fica para pagar a conta, a caução, esta sendo 40 anos da vida de Elena, que assim tem de cumprir o contrato, sem questionar. Max, revoltado e questionando a patroa, Sophie, busca inspiração em grupo terrorista Adam, de líder Lilith, para recuperar a vida e juventude de esposa, chegando assim a sequestrar o que acha ser sua patroa, mais jovem, mas que depois descobre ser a sua filha secreta, a Marie, que acaba gerando novos desafios, tentando fugir e ameaçando o plano de recuperar a vida perdida.
O filme leva a diversas reflexões, como ao capitalismo que retira a vida dos vulneráveis e as oferece aos burgueses, bem como a diversas formas de perda e prisão do corpo, como escola, trabalho, detenção, etc, a que se referia o pensador Michel Foucault.
Na hipermodernidade que nos cerca, nessa infocracia das redes sociais – e o corpo e a juventude são cobrados e usados como valor, resta que filmes como “Paraíso” critiquem nossa sociedade, como sua promessa de um além-túmulo, a que criticava Nietzsche, um mundo melhor e salvação espiritual, já garantidos aos ricos, que curtem a vida e a juventude, enquanto outros aprisionam corpo e juventude em trabalho pouco renda e numa dupla jornada, remunerada de modo quase escravagista.
Culto da idolatria – O corpo também se torna cultuado, em buscas de redes sociais adultas, fantasias de libido, fetiches e uma série de sortes poucos aconselháveis. Um culto de idolatria, o corpo se torna o templo da maioria, enquanto a alma acaba sendo esquecida.
Promessas mágicas ou religiosas, como a alquímica fonte da juventude, ou o paraíso judaico-cristão, levam a se questionar qual o valor da vida e quem realmente vive. O Paraíso dessa empresa, desse Aeon, palavra que lembra um intervalo de tempo, um ciclo ou mesmo eternidade, demonstram juntamente com o grupo Adão, ou mesmo outras coisas, os valores que inspiram nossa sociedade e os poucos que podem usufruir da juventude e do tempo, pois tudo exige dinheiro. O corpo acaba sendo um investimento de alto valor, e cada vez mais se gasta com procedimentos estéticos, cirurgias, dietas, academias, etc.
Por Mariano Soltys, advogado e professor
Um casal – Max e Elena – trabalha em uma grande empresa chamada Aeon, e o valor ou moeda de troca em questão é a vida, ou a idade, pois pessoas podem transferir anos de suas vidas para outras. Assim as pessoas pobres ficam mais velhas, uma vez têm a necessidade de vender a sua juventude, e as pessoas ricas aproveitam ampliar sua vida, numa verdadeira fonte da juventude, alquimia antiga.
Sophie é a CEO da empresa, de modo que necessita alguém compatível, por DNA, para ver-se jovem novamente. A nossa sociedade líquida consome cada vez mis com estética, e é mais que com a alimentação. As pessoas gastam tudo que têm em plásticas, tratamentos estéticos, buscando serem mais jovens. Isso também leva-nos a pensar no filósofo Foucault, que dizia existirem várias formas de controlar o corpo, de prender as pessoas, na sociedade. Na obra “Vigiar e Punir” transparece essa troca do tempo pela aprovação social, também presente no filme “Paraíso”.
Incêndio – O drama acontece quando o casal que morava num apartamento de luxo descobre que este teve um incêndio, e que o seguro não cobriu. Fica para pagar a conta, a caução, esta sendo 40 anos da vida de Elena, que assim tem de cumprir o contrato, sem questionar. Max, revoltado e questionando a patroa, Sophie, busca inspiração em grupo terrorista Adam, de líder Lilith, para recuperar a vida e juventude de esposa, chegando assim a sequestrar o que acha ser sua patroa, mais jovem, mas que depois descobre ser a sua filha secreta, a Marie, que acaba gerando novos desafios, tentando fugir e ameaçando o plano de recuperar a vida perdida.
O filme leva a diversas reflexões, como ao capitalismo que retira a vida dos vulneráveis e as oferece aos burgueses, bem como a diversas formas de perda e prisão do corpo, como escola, trabalho, detenção, etc, a que se referia o pensador Michel Foucault.
Na hipermodernidade que nos cerca, nessa infocracia das redes sociais – e o corpo e a juventude são cobrados e usados como valor, resta que filmes como “Paraíso” critiquem nossa sociedade, como sua promessa de um além-túmulo, a que criticava Nietzsche, um mundo melhor e salvação espiritual, já garantidos aos ricos, que curtem a vida e a juventude, enquanto outros aprisionam corpo e juventude em trabalho pouco renda e numa dupla jornada, remunerada de modo quase escravagista.
Culto da idolatria – O corpo também se torna cultuado, em buscas de redes sociais adultas, fantasias de libido, fetiches e uma série de sortes poucos aconselháveis. Um culto de idolatria, o corpo se torna o templo da maioria, enquanto a alma acaba sendo esquecida.
Promessas mágicas ou religiosas, como a alquímica fonte da juventude, ou o paraíso judaico-cristão, levam a se questionar qual o valor da vida e quem realmente vive. O Paraíso dessa empresa, desse Aeon, palavra que lembra um intervalo de tempo, um ciclo ou mesmo eternidade, demonstram juntamente com o grupo Adão, ou mesmo outras coisas, os valores que inspiram nossa sociedade e os poucos que podem usufruir da juventude e do tempo, pois tudo exige dinheiro. O corpo acaba sendo um investimento de alto valor, e cada vez mais se gasta com procedimentos estéticos, cirurgias, dietas, academias, etc.
É um filme com muito potencial, mas acaba esbarrando em orçamento e o roteiro vai se devaneando no decorrer da trama.
Horrível. Filme se arrasta e enrola muito. Eu que perdi 40 anos vendo esse lixo. Kk...................
Primeiro filme que dou nota 5 aqui, muito bom mesmo, vale muito a pena! Tinha tempo q nao via um filme bom na Netflix!!!!
Gosto destes filmes que retratam o tempo como uma moeda onde quem tem dinheiro compra o tempo de quem não tem. Nada diferente do que já acontece hoje, não é mesmo ?
Vale co entretenimento.
Vale co entretenimento.
Poderia ter ilustrado melhor a transição do processo, ficou muito vago de como a pessoa envelhece ou fica jovem.
Filme de primeira. Ficção cientifica com forte discussão ética e moral. Talvez, um desdobramento de "O preço do amanhã". Modificando o DNA compatível é possível acrescentar anos de vida e rejuvenescimento para alguém e retirar do doador por um preço que faça diferença na sua vida. Não perca!!
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