Paraíso
Média
3,4
102 notas

28 Críticas do usuário

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9 críticas
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Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de agosto de 2023
Filme de primeira. Ficção cientifica com forte discussão ética e moral. Talvez, um desdobramento de "O preço do amanhã". Modificando o DNA compatível é possível acrescentar anos de vida e rejuvenescimento para alguém e retirar do doador por um preço que faça diferença na sua vida. Não perca!!
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de agosto de 2023
É um filme com muito potencial, mas acaba esbarrando em orçamento e o roteiro vai se devaneando no decorrer da trama.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de junho de 2024
Prende demais até o último ato... que premissa, que ideia, pena que a parte final fica muito rápida e simples.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 16 de julho de 2025
Paraíso é um filme de ficção científica de produção alemã que contou com a direção de Boris Kunz que também participou do roteiro ao lado de Peter Kocyla e Simon Amberger. O filme conta a história em um futuro não muito distante em que as pessoas pagam suas dividas com seu tempo de vida para outras pessoas. Com isso, Max (Kostja Ulmann) tenta ajudar a sua esposa Elena (Marlene Tanczik) que abre mão de 40 anos de sua vida para pagar uma dívida muita cara que surgiu de uma forma inesperada. Max que trabalha em uma empresa que realiza tais método busca formas de reverter isso. A boa ambientação do filme nos ajuda a entrar nesse universo distópico e isso é um dos pontos mais fortes do filme. O filme nos provoca em certos momentos em dilemas morais e boas reflexões sociais sobre justiça social, exploração capitalista etc. Mas o filme parece uma cópia até mal feita de outro filme: O preço do amanhã. Além disso, os personagens são poucos carismáticos e o desenvolvimento emocional chega a ser comprometido. O terceiro ato com seu desfecho abrupto não foi convincente.
Jameszareth
Jameszareth

7 seguidores 81 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de janeiro de 2026
O filme Paraíso funciona como uma metáfora muito clara sobre a forma como as grandes corporações roubam a essência e o tempo das pessoas. É uma crítica direta à realidade de quem trabalha em algo que odeia, doando os melhores anos da própria vida e a sua energia vital em troca de uma quantia apenas para sobreviver. Essa exploração do tempo como moeda de troca é o ponto mais forte da obra e gera uma reflexão válida sobre o quanto de nós mesmos entregamos ao sistema.

spoiler: No entanto, o desenvolvimento do roteiro peca gravemente no encerramento do arco dos protagonistas. O personagem principal convence a esposa a embarcar em um plano extremamente arriscado, superando a resistência inicial dela, para que, no desfecho, ele mesmo se acovarde e tente desistir de tudo. A reação dela de expulsá-lo do carro sob ameaça de uma faca e seguir com a missão sozinha, cria uma ruptura que parece forçada. O fato de terminarem separados, com ela iniciando outro relacionamento, invalida toda a jornada de sacrifício que o filme construiu. Ao escolherem não ficar juntos após passarem por situações tão extremas, o roteirista entrega um final insatisfatório que esvazia a conexão emocional que justificava os riscos tomados. O marido recuar após ter sido o mentor da ideia e o casal se desfazer dessa maneira soa menos como uma escolha narrativa profunda e mais como uma falha na construção da coerência dos personagens.
Luis Anjos
Luis Anjos

4 seguidores 59 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2023
Gosto destes filmes que retratam o tempo como uma moeda onde quem tem dinheiro compra o tempo de quem não tem. Nada diferente do que já acontece hoje, não é mesmo ?

Vale co entretenimento.
Marcio Aguiar Couto
Marcio Aguiar Couto

2 seguidores 43 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de agosto de 2023
Filme muito bom, com começo, meio e fim. História muito boa, apesar de ficção é uma coisa que com certeza pode acontecer no futuro, gostei bastante. recomendo.
Mariano Soltys
Mariano Soltys

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de agosto de 2023
FILME “PARAÍSO” LEVA A DIVERSAS REFLEXÕES

Por Mariano Soltys, advogado e professor


Um casal – Max e Elena – trabalha em uma grande empresa chamada Aeon, e o valor ou moeda de troca em questão é a vida, ou a idade, pois pessoas podem transferir anos de suas vidas para outras. Assim as pessoas pobres ficam mais velhas, uma vez têm a necessidade de vender a sua juventude, e as pessoas ricas aproveitam ampliar sua vida, numa verdadeira fonte da juventude, alquimia antiga.

Sophie é a CEO da empresa, de modo que necessita alguém compatível, por DNA, para ver-se jovem novamente. A nossa sociedade líquida consome cada vez mis com estética, e é mais que com a alimentação. As pessoas gastam tudo que têm em plásticas, tratamentos estéticos, buscando serem mais jovens. Isso também leva-nos a pensar no filósofo Foucault, que dizia existirem várias formas de controlar o corpo, de prender as pessoas, na sociedade. Na obra “Vigiar e Punir” transparece essa troca do tempo pela aprovação social, também presente no filme “Paraíso”.

Incêndio – O drama acontece quando o casal que morava num apartamento de luxo descobre que este teve um incêndio, e que o seguro não cobriu. Fica para pagar a conta, a caução, esta sendo 40 anos da vida de Elena, que assim tem de cumprir o contrato, sem questionar. Max, revoltado e questionando a patroa, Sophie, busca inspiração em grupo terrorista Adam, de líder Lilith, para recuperar a vida e juventude de esposa, chegando assim a sequestrar o que acha ser sua patroa, mais jovem, mas que depois descobre ser a sua filha secreta, a Marie, que acaba gerando novos desafios, tentando fugir e ameaçando o plano de recuperar a vida perdida.

O filme leva a diversas reflexões, como ao capitalismo que retira a vida dos vulneráveis e as oferece aos burgueses, bem como a diversas formas de perda e prisão do corpo, como escola, trabalho, detenção, etc, a que se referia o pensador Michel Foucault.

Na hipermodernidade que nos cerca, nessa infocracia das redes sociais – e o corpo e a juventude são cobrados e usados como valor, resta que filmes como “Paraíso” critiquem nossa sociedade, como sua promessa de um além-túmulo, a que criticava Nietzsche, um mundo melhor e salvação espiritual, já garantidos aos ricos, que curtem a vida e a juventude, enquanto outros aprisionam corpo e juventude em trabalho pouco renda e numa dupla jornada, remunerada de modo quase escravagista.

Culto da idolatria – O corpo também se torna cultuado, em buscas de redes sociais adultas, fantasias de libido, fetiches e uma série de sortes poucos aconselháveis. Um culto de idolatria, o corpo se torna o templo da maioria, enquanto a alma acaba sendo esquecida.

Promessas mágicas ou religiosas, como a alquímica fonte da juventude, ou o paraíso judaico-cristão, levam a se questionar qual o valor da vida e quem realmente vive. O Paraíso dessa empresa, desse Aeon, palavra que lembra um intervalo de tempo, um ciclo ou mesmo eternidade, demonstram juntamente com o grupo Adão, ou mesmo outras coisas, os valores que inspiram nossa sociedade e os poucos que podem usufruir da juventude e do tempo, pois tudo exige dinheiro. O corpo acaba sendo um investimento de alto valor, e cada vez mais se gasta com procedimentos estéticos, cirurgias, dietas, academias, etc.
Rafa Souza
Rafa Souza

2 seguidores 18 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de agosto de 2023
Mais um filmeco que não consegui concluir, nos primeiros 30 minutos deu um sono do caramba, história desinteressante, muito clichê e cópia de outras produções!
Assuero Breckinridge
Assuero Breckinridge

1 seguidor 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de abril de 2026
“Leve minha casa, leve o carro, leve as roupas, mas você não pode levar o espírito”. Essa música da banda The Cranberries, intitulada The End, do álbum de 2019 de mesmo nome, fala um pouco do sentimento da cantora sobre a vida, sobre as outras pessoas e sobre a arte. Em Paraíso, drama distópico da Netflix lançado em 2023, o capitalismo vence. Ele manda em tudo e convence as pessoas a entrar no sistema social que as engloba. As pessoas participam da ordem social vendendo o que lhes é precioso, como sempre. Você pode vender qualquer coisa a fim de conseguir dinheiro, mudar de vida e progredir. Em Paraíso, a distopia traz um limite à nossa busca constante por lucro: a juventude. Até por que, trocar a própria juventude por ganhos materiais parece tão extremo que se aproxima de uma loucura, um desvio grave de comportamento. Mas Paraíso está ciente disso e, em seu sólido roteiro, propõe que qualquer sociedade, mesmo uma futurista bem avançada, seria disfuncional e potencialmente destrutiva se a juventude de um cidadão virar moeda de barganha no sistema capitalista. Uma mensagem profunda e significativa, revelando o impacto de uma distopia na tentativa de elaborar uma percepção intrincada sobre até onde podemos ir em nossa sociedade e quando a sociedade perde a razão de ser, virando uma abominação lucrativa insustentável e perigosa.

Leve minha casa. Leve o carro. Leve as roupas. Mas você não pode levar a juventude.
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