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Fagner Manson
25 críticas
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5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2025
Demi Moore no seu melhor papel em anos. impressionante a forma como essas filme aborda o etarismo e a busca feminina por um corpo perfeito, juntamente com o medo de envelhecer, o que acaba deixando a mostra, o nosso demônio interior.
O que falar da dupla do ano? Demi Moore e Margaret Qualley arrasaram nas grandes telas com suas atuações espetaculares no excelente filme "A Substância". Além das duas atrizes, o longa conta com a participação de Dennis Quaid e possui roteiro original e direção desenvolvidos por Coralie Fargeat. A diretora, conhecida por trabalhos como "Vingança" (2017), efetua uma forte crítica aos padrões impostos pela sociedade através da protagonista Elizabeth, vivida por Moore. Com sequências eletrizantes, a obra merece toda a aclamação e pode-se definir como um novo clássico do gênero de body horror (terror corporal).
O filme é o ótimo uma história muito interessante mostra a Elizabeth sparkle e como a indústria foi rejeitando ela é como os padrões de beleza mudam as pessoas e só vão corroendo elas aos poucos. Assistam vocês vão amar.
Eu sinceramente gostei do filme, retrata muito sobre o padrão em que a sociedade impõe hoje. O filme tem algumas cenas desconfortáveis, mas acredito que faz parte da concepção da história. Eu senti o peso em que a própria protagonista (Elisabeth) sentia ao se ver uma pessoa totalmente sem amor, insegura e sem autoestima. Digamos que ela se revoltou contra ela mesma e cometeu um “suicidio”, já que as duas personagens (sue) eram uma só[spoiler]. O filme mostra como a baixa autoestima pode acabar com nós mesmos. Aliás, o final no filme não me agradou muito, mas também mostrou o quanto a auto sabotagem pode nos destruir por inteiro com o tempo.
Absolutamente surpreendente!! Irônico, privativo e revolucionário. Imprevisível e com efeitos especiais de tirar o fôlego Interpretação histórica de Demi Moore. Genial!!
O filme é pra quem tem estômago. Impactante e não vai agradar o público do mi-mi-mi com certeza. Diferente ao ponto de se destacar dos filmes pobres de hoje em dia. Ótimo reflexão e profundo. Pra quem tem crítica aguçada e sabe apreciar não só efeitos e o lado comercial vai gostar muito. Só não assista antes de dormir rsrs. Mas vale a pena e muito assistir.
"A Substância" impressiona pela combinação de uma direção ousada, performances brilhantes e uma narrativa que alia crítica social e horror de forma perturbadora e inesquecível.
Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2024, "A Substância" é uma fábula de terror que mistura críticas ao etarismo em Hollywood com uma reflexão inquietante sobre a obsessão pela juventude. Coralie Fargeat, conhecida por seu trabalho impactante em "Vingança" (2017), entrega uma obra visualmente ousada, homenageando clássicos do gênero como "Carrie", "O Enigma de Outro Mundo" e "A Mosca".
Demi Moore entrega uma atuação transformadora como Elisabeth Sparkle, uma ex-estrela lutando para se manter relevante em um ambiente implacável. Após uma reviravolta em sua carreira, ela se depara com uma oportunidade misteriosa que promete mudar sua vida, mas que vem acompanhada de consequências inesperadas. A partir daí, a trama se desenrola em uma narrativa tensa e inquietante, explorando ambição, identidade e os limites do desejo pela juventude.
Com 141 minutos de duração, o filme é hipnotizante, combinando uma direção impecável, atuações brilhantes (incluindo Dennis Quaid em um papel intenso) e uma cinematografia inovadora de Benjamin Kracun. É uma experiência bizarra, angustiante e perturbadora, que dialoga explicitamente com o cinema de Cronenberg e reafirma o talento de Fargeat como uma das grandes vozes do terror contemporâneo. Imperdível.
O longa “A Substância” faz críticas constantes ao etarismo e à busca desenfreada por beleza e juventude. Os procedimentos estéticos são cada vez mais radicais e a imposição de um padrão de beleza inalcançável causa uma dura pressão estética sobre as mulheres. A fetichização do corpo feminino também contribui para que muitas tenham uma visão distorcida de si mesmas e se tornem escravas da beleza. A protagonista, brilhantemente interpretada por Demi Moore, bem como seu outro eu, representam todos esses exageros. A trama é moderna, intensa e grotesca, pode deixar algumas questões em aberto, mas entrega um terror corpóreo macabro e muito a se refletir.
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