Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
João Matheus
1 crítica
Seguir usuário
5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2025
Não sou muito de fazer críticas, mas reparei algo que pouca gente viu tem uma história muito parecida com cisne negro, de uma mulher que se achava a melhor no que fazia. Se o cisne negro mereceu uma indicação e com total mérito a substância também mereceu e quem gostou de cisne negro, vai gostar desse filme também.
Eu amo muito a crítica social sobre a obsessão das pessoas em serem o centro das atenções através da aparência. A negligência da personagem para continuar seguindo o seu desejo insaciável foi muito bem interpretada e demonstrada. O final foi assustador, mas nos apresentou a decadência que é encontrada depois de tanto perseguir esta obsessão.
uma verdadeira obra de arte. miscelânia de referencias. é como se fosse um filme do retrato de dorian gray dirigido por Stanley Kubrik e David Cronenberg . Uma obra de arte estética com um roteiro maestral. um film de muitas camadas que merece ser visto e revisto e debatido para todo o sempre. certamente merece um lugar de destaque no cinema cult.
O filme escancara a hipocrisia da nossa sociedade, que exalta juventude e perfeição enquanto destrói aqueles que não conseguem acompanhá-la.
O etarismo é como uma faca cravada no peito de Elisabeth, vivida por Demi Moore. Ela se contorce, desesperada, para continuar pertencendo a um mundo que a quer morta ou, pior, invisível. O terror da obra não está na substância que ela ingere, mas na realidade sufocante que todas as mulheres enfrentam quando ousam envelhecer diante dos olhos da sociedade. O roteiro não te dá tempo para respirar ou escapar: ele te obriga a ver cada ruga, cada gota de suor e cada pedaço da humanidade sendo arrancado dessa mulher.
O padrão de beleza é uma armadilha, uma jaula, onde as mulheres são colocadas para serem admiradas, julgadas e descartadas. O filme não te dá espaço para refletir calmamente sobre isso; ele te atropela com a brutalidade das imagens e a crueldade das suas metáforas. A substância que Elisabeth consome é o veneno da própria sociedade, disfarçado de promessa de perfeição.
Na produção, o machismo está presente o tempo todo. O câncer que molda o que as mulheres devem desejar, como devem agir, como devem existir. O filme não precisa te explicar isso; ele te joga direto no colapso emocional e físico de Elisabeth, e você sente o peso de todas as expectativas que já destruíram milhões de vidas antes dela.
A Substância é indiscutivelmente um dos melhores filmes do ano, repleto de simbolismos e referências a obras de Stanley Kubrick, David Lynch e Alfred Hitchcock. O filme aborda questões contemporâneas enfrentadas por muitas mulheres e indivíduos ligados à fama, como a pressão estética, vícios e o processo de envelhecimento. Em uma sociedade que frequentemente associa o envelhecimento à perda de talento e capacidade, bem como à aparência — o tema central da narrativa — Elizabeth, a protagonista, busca se tornar sua melhor versão através da substância que promete deixa-la:, jovem, mais bela, e perfeita, ou seja, conforme as expectativas sociais criadas na atualidade.
A construção dos planos e a representação das cenas são impressionantes. O fato de o filme ter sido rodado na França, mas ainda evocar a atmosfera da grande Los Angeles, demonstra a habilidade da diretora em utilizar símbolos e elementos essenciais para criar uma ambientação eficaz. A forma como a cinematografia se integra à narrativa é notável e reflete a essência do cinema contemporâneo, repleto de elementos práticos que conferem veracidade às cenas. A escolha das atrizes foi igualmente acertada, pois elas interpretaram seus papéis de maneira a tornar suas personagens vívidas e autênticas. A trama, comovente e envolvente, cativa qualquer espectador que realmente entenda de cinema, do início ao fim. Trata-se de um filme ousado, louco e totalmente surpreendente.
Não tenho o costume de gostar de filmes gore, entretanto, com a substância, sai muito impactada do cinema. Toda a história é extremamente cativante, o cenário e figurinos incríveis.
Filmaço! É uma crítica a OBJETIFICAÇÃO das mulheres numa sociedade patriarcal. É uma crítica à maneira como as mulheres são tratadas pela indústria do entretenimento. Quando envelhecem, são descartadas.
Que filme espetacular, fora do comum, que critica social incrivel, o final so foi meio exagerado, mas tb faz parte da critica, achei q fosse ser so mais um filme de terror generico, não, longe disso... Demi Moore e Margaret Qualley trabalharam muito bem, que coragem fazer os personagens que fizeram!!!
ótimo, O filme aborda temas universais como medo de envelhecer, solidão e insegurança de uma forma bem sensível e inteligente e a obsessão pela autoimagem, a atriz Demi Moore brilha nessa obra prima depois de ficar vários anos longe das câmeras, o filme faz alusão a sua própria trajetória no cinema, tem um ótimo roteiro só deixando algumas pontas soltas, o ponto fraco é que achei que teve muito sangue fora do normal quando ela está no palco e jorrando sangue na plateia, no mais o filme é uma obra de arte
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade