Há muitas bizarrices no filme. Mesmo sendo uma ficção, poderiam ter continuado na linha inicial onde havia um certo equilíbrio. A sinopse é interessante. Porém, o filme nos engana. E o final é totalmente desnecessário.
Filme começa muito bem, para refletir sobre a obsessão feminina no belo, em encarar a velhice, mas da metade pro final, o filme parece que foi feito pelo Zé só caixão, cine trash, e aquele monte de sangue no final, nem os filmes do Tarantino tem tanto sangue numa cena... Pela reflexão um bom filme, mas pra apreciação, chega no limite do nojento.
A idéia é boa em criticar a exploração da mulher e exigir que ela esteja linda e perfeita pra sempre. Esquecendo que a velhice chega com ou sem plástica, mas que mulheres mais velhas não precisam ser descartadas porque já não estão tão esbeltas e magras. Mas o filme teve momentos exagerados que chegam a ser cômicos. Achei que Demi Moore teve ótima atuação mas o filme foi muito tosco e apelativo.
Percebo muita generosidade na avaliação deste filme. A ideia de crítica a busca da juventude permanente e da objetificação da muleher é super atual e válida. Ocorre que o filme se arrasta por desnecessários 140 minutos e repetições incansáveis, passando pelo terror c, bizarrices e trash, contaminando a ideia importante do filme. A ideia de 2 expressões corporais da mesma identidade não funciona, pois são 2 pessoas interdependentes e que possuem condições e objetivos distintos e adequados a sua realidade. Apesar de tudo, vale a pena ser visto.
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