*Crítica do Filme A SUBSTÂNCIA por Jonathan Costa - 30/12/2024*
O filme *A SUBSTÂNCIA* , que fez sua estréia no dia 19 de setembro de 2024 no cinema, tendo duração de 2 h e 20 min, pertencendo ao gênero Drama e Terror, contando com a Direção e Roteiro de Coralie Fargeat, trouxe no Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis Quaid, nos traz um misto de... Eu Jonathan Costa diria indagações e também reflexões.
Em A Substância, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) é uma celebridade em declínio que enfrenta uma reviravolta inesperada ao ser demitida de seu programa fitness na televisão. Desesperada por um novo começo, ela decide experimentar uma droga do mercado clandestino que promete replicar suas células, criando temporariamente uma versão mais jovem e aprimorada de si mesma. Agora, a atriz se vê dividida entre suas duas versões (Margaret Qualley), que devem coexistir enquanto navegam pelos desafios da fama e da identidade. "Já sonhou com uma versão melhor de si mesmo? Você. Só que melhor em todos os sentidos. De verdade. Você precisa experimentar este novo produto, A Substância. MUDOU A MINHA VIDA. Ele gera outro você. Um você novo, mais jovem, mais bonito, mais perfeito. E há apenas uma regra: vocês dividem o tempo. Uma semana para você. Uma semana para o novo você. Sete dias para cada um. Um equilíbrio perfeito. Fácil, certo?"
Acima você leu um trecho da sinopse. O filme me fez refletir sobre o preço que muitos de nós estamos dispostos a pagar para nos mantermos jovens, desejáveis, produtivos, dispostos e muito mais. Noto ainda que esse desejo em manter a juventude tão reverenciada atinge principalmente o público feminino e a comunidade lgbtqiapn+, o culto ao corpo, ao "belo". Hoje uma parte grande dos homens hétero cisgênero vem se cuidando mais também. Voltando ao culto do corpo, vemos que a personagem tinha como objeto de trabalho seu corpo, sua imagem, e que já não era mais a mesma e já não agradava mais ao público como antes, o velho principalmente neste universo de fama necessita meio que obrigatoriamente dar lugar para o novo. A personagem então absorvida logicamente pela profissão a qual dedicou toda sua vida, se vê, ou melhor entra em um drama pessoal, pois precisa dizer para si mesma quê? Que envelheceu. Aceitar isso para ela, mulher, símbolo sexual, se torna muito, muito mais difícil. Ali ela então topa o que surge na vida dela, primeiro desacredita e logo realiza o procedimento, pois naquele momento desesperador por mais absurdo que pareça à oferta é o que lhe parece como única saída. E daí a história se desenrola.
*Por várias passagens do filme me perguntei:*
Sério mesmo que o corpo precisaria ter ficado no banheiro pelos 7 dias, não poderia ter cuidado melhor do corpo, colocado em uma cama?
A personagem procura por paredes ocas. Até aí tudo bem. Mas não aguentei, ela me acha uma parede oca e faz um local mais seguro pro corpo matriz, gente, o oco virou um cômodo. Quê? Kkkkkk
No início a cópia jovem parecia ser então ela mesma, ou seja, a mente delas estavam em sincronia, uma só, depois parecia que eram vidas distintas apenas ligadas pelo processo... Fiquei confuso, hora pareciam serem a mesma, hora pareciam serem distintas... Não sei se você que assistiu teve essa percepção... Para mim não ficou bem claro, pois parece que a cópia quis assumir todo o controle, mas como se fosse uma outra pessoa literalmente, porém lá pro fim veio memórias, que novamente mostra que eram a mesma pessoa. Imagino que o diferenciamento de identidade, meio que era uma espécie de efeito colateral...
No fim para ficar melhor quando um loucooooooo corta a cabeça dela o sangue esguicha. Ok. Mas daí virou uma mangueira do corpo de bombeiros, que tanto de sangue foi aquele? Kkkkkkkk. A tá certo, as células do sangue multiplicaram absurdamente, culpa da substância, kkkkkkk.
Bom, até que foi bom, dá para tirar reflexões, mas pelos atores eu esperei mais, muito mais, como foi bem realístico, assim deveria ter sido até o final, levando o público a crer na história, pois até na ficção certos limites são bons para que convença o público e assim pareça ser algo verídico, possível. *E você toparia fazer o experimento?* 藍藍藍藍