Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Anderson G.
1.371 seguidores
404 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 19 de julho de 2026
O filme que “roubou” o Oscar do Brasil apresenta uma verdade crua e é justo. Não chego a afirmar que seja uma obra maior — e, na verdade, nem acredito que seja —, porém sua qualidade narrativa é superior, apesar de ser mais simples e enxuta.
A obra retrata os caminhos de uma família após a morte da mãe, cujo núcleo principal é formado por duas filhas e seu pai — já divorciado da falecida —, que mantém uma relação de abandono com as filhas. É uma história natural e humana, sobre arte, reparação, arrependimento, herança e família.
Trata-se de uma narrativa fria, mas sincera, que tem como principal sustentação as interpretações do elenco, todos em atuações espetaculares. O trio principal é magnífico, e os atores parecem se perder nas dúvidas de seus próprios personagens. A trilha sonora singela e a fotografia em tons frios de azul ajudam a compor essa atmosfera sóbria, melancólica e, ao mesmo tempo, amorosa.
"Valor Sentimental" oferece uma visão sensível sobre as complexidades das relações familiares, especialmente na dinâmica entre pai e filhas. A atuação de Stellan Skarsgård é notável, trazendo à vida um personagem que é ao mesmo tempo carismático e frustrante, refletindo bem as dificuldades enfrentadas por aqueles que buscam reconectar-se após longos períodos de afastamento.
Apesar das atuações competentes, a narrativa acaba se perdendo em seu próprio ritmo. O desenvolvimento excessivamente arrastado pode deixar o público impaciente, prejudicando a absorção dos temas mais profundos que o filme pretende explorar. Algumas cenas parecem se prolongar em demasia, o que pode fazer com que a história perca sua força dramática e emocione menos do que o esperado.
Além disso, a proposta de mesclar arte e vida através da figura de Gustav e seu projeto cinematográfico é interessante, mas não é tão bem explorada quanto poderia ser. A ideia de levar traumas pessoais para a tela é promissora, mas a execução pode deixar a sensação de que houve mais potencial inexplorado, o que frustra ao longo da obra.
"Valor Sentimental" apresenta uma premissa cativante e um elenco talentoso, mas a lentidão da narrativa e o desenvolvimento das ideias podem dessequilibrar a experiência do espectador, tornando-a menos impactante do que se poderia desejar. Para quem se interessa por dramas familiares e reflexões sobre relacionamentos, pode ser um filme a ser considerado, ainda que não atenda completamente às expectativas.
Chato, melancólico, depressivo, exaustivo , cansativo,mais de 2h sem nada péssimo sonolento,com certeza um dos filmes mais cansativo que assisti em toda minha vida
É um drama contemporâneo com grande sensibilidade, raro no cinema comercial; combina dor, arte, família e memória com honestidade emocional. Tem um elenco potente capaz de dar vida às complexidades dos personagens e transmitir o peso psicológico das relações. Aborda temas universais - perda, identidade, memória, trauma, reconciliação - de modo profundo, sem concessões fáceis, o que dá ao filme uma ressonância forte com o público adulto e exigente.
Dormi no meio e não perdi nada. Narrativa lenta e cansativa pra um roteiro final feliz de Sessão da Tarde. Absurdo ter tirado o Oscar de Agente Secreto. Escolhido por sorteio para impedir o discurso anti-Trump que Wagner faria na entrega do prêmio.
Aparentemente não consegui me conectar com esse longa, longuíssimo, que esbanja relações frias como poderíamos imaginar na gelada Noruega. Um drama familiar cheio de penduricalhos (a casa, o maior deles) que pouco ou nada contribuem para a história.
Valor sentimental é um filme de drama norueguês que contou com a direção de Joachim Trier que tbm partipou do roteiro ao lado de Eskil Vogt. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar 2026: melhor filme internacional, melhor direção, melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Stellan Skarsgård), melhor atrizes coadjuvantes (Elle Fanning e Inga Ibsdotter), melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor montagem. Na trama, após o falecimento da mae, acompanhamos 2 irmãs Agnes (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), que se reúnem com seu pai excêntrico Gustav (Stellan Skarsgård), um direto famoso que há anos nao produz nenhum filme. Gustav pretende realizar um novo filme se baseando na vivência de sua família na casa em que cresceu junto com suas filhas e oferece o papel principal para Agnes, com quem tem grande dificuldades para se relacionar. Aqui temos se não o melhor, um dos melhores filmes de 2025. A direção consegue transformar todo o constrangimento familiar em uma linguagem da arte. A arte não aparece como salvação, mas como uma desculpa para uma reaproximação. Gustav estava afastado das suas filhas e viu a possibilidade do suicídio da sua ex -esposa para uma aproximação das filhas, especialmente de Agnes. É interessante perceber que o roteiro nao colocar Gustav como um vilão, mas é um clássico narcisista funcional: é carismático. Evidentemente que a trama nao tem saída fácil e Agnes nega fazer parte do filme e para contornar tudo isso, escolhe uma atriz pop do momento, que nunca teve um papel dramático que é Rackel Kemp (Elle Fanning). A escolha de Kemp se dá pela ausência da filha e pela necessidade de uma estrela numa produção da Netflix. A grande questão do filme é se realmente a arte é capaz de salvar uma vida, uma relação, e a princípio vemos que não. Fica um clima tenso, pois Agnes se vê em Kemp e Kemp tem tremenda dificuldades de interpretar o seu papel ( e nao por faltar de habilidade da atriz pop, mas por seu uma estranha em toda aquela trama). Sobre a tela do filme de Gustav, a trama faz uma metaliguistica e a partir daí sabemos o pq ele age assim com suas filhas. E isso serve para entendermos a difícil relação entre Gustav e Agnes ( o curioso é que até mesmo a profissão de ambos oferece certo distanciamento: ela atriz de teatro e ele ator de filmes- logicamente alguém teria que ceder alguma coisa para a aproximação acontecer, pois Gustav nunca foi ao teatro ver a filha e Agnes se nega ao papel principal do filme). No mais temos uma montagem super eficiente que torna os cortes entre realidade e filme de Gustav ficam agradável. A fotografia é boa, pois por vezes mostra a casa em que tudo passou e se passa de forma fria. É um grande filme, disputa direto com o Agente secreto a estatueta de filme internacional.
É mais um filme onde um homem branco e privilegiado abusa emocionalmente das filhas que abandonou após largar a esposa, não houve nem divórcio, ele só foi viver. As filhas o reencontram devido ao falecimento da mãe que é o primeiro acontecimento do filme. Acredito que tenha acontecido apenas uma cena emocionante e ela é sobre torturas na guerra, que parece ter sido colocada ali pra arrancar algumas lágrimas/empção dos pobres coitados que perderam lindas 2 horas e 14 minutos de nossa vida que não voltam mais… A falta de vitamina das filhas é revoltante, tantos traumas e não conseguem procurar ajuda nem dar um pé na bunda do pai, ainda buscam validação dele o tempo todo.
Creio que Bergmann assinaria esta obra densa, de planos longos e profundos, a câmera como testemunha da complexidade de seus personagens. Duas filhas que vivem separadas do pai que, ao retornar mantem seu distanciamento, exceto por tentar incluir uma delas em seu novo filme.. Aos que estiverem procurando por filme leve, para se divertir. melhor saber que não terão o passatempo desejado, mas muita reflexão
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade