Valor Sentimental
Média
4,0
113 notas

29 Críticas do usuário

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WagnerSantos
WagnerSantos

6 seguidores 97 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 15 de março de 2026
Através de uma metalinguagem, por vezes bastante cansativa, o filme faz uma metáfora da dor, da memória e as tentativas de curar essa dor, tendo a arte como pano de fundo. O início promissor, com a cena do teatro, vai aos poucos se desfazendo com excesso de passagens, personagens apáticos e ritmo bastante arrastado. Foi difícil se identificar com o personagem do pai que se mostrou um homem negligente e abusivo emocionalmente, ao ponto que as filhas parecem marionetes reagindo de forma artificial as ações dele. Um filme denso demais que parece ser feito apenas para festivais.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2026
Um dos melhores filmes noruegueses que eu já assisti. Não esperava muita coisa, mas me surpreendeu bastante. Gostei muito da história, atuações, fotografia, edição, ritmo e um final muito bem feito e construído. Excelente atuações de Reinsve, Skarsgard, Lilleaas como os três protagonistas, entregaram ótimos trabalhos. Por mais que seja um filme muito bom, não é perfeito, porquê eu achei algumas cenas confusas, falta de destaque e profundidade em alguns personagens e também alguns diálogos fracos e superficiais. Mas mesmo assim, o filme entrega uma boa experiência e se tornou um dos meus favoritos da década até agora.
JRusso
JRusso

68 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2026
É inegável que o elenco de Valor Sentimental é brilhante, com atuações contundentes e equilibradas. Os diálogos são bem construídos, mas sinto que a ausência paterna pareceu um fiapo e insuficiente para justificar os profundos abalos na vida de Nora. A metalinguagem ao final de Valor Sentimental pode comover, mas me pareceu bem previsível, uma vez que Joachim Trier já tinha usado tal recurso na cena em que Nora participava de um ensaio ou audição. A cena me lembrou Dor e Gloria, de Pedro Almodovar, sendo este melhor conduzido e causa de fato uma surpresa. Edição de Valor Sentimental me pareceu estranha, com vários cortes escuros servindo de muleta para mudança de contexto no filme.
Anselmo Mendo
Anselmo Mendo

6 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 16 de março de 2026
Aparentemente não consegui me conectar com esse longa, longuíssimo, que esbanja relações frias como poderíamos imaginar na gelada Noruega. Um drama familiar cheio de penduricalhos (a casa, o maior deles) que pouco ou nada contribuem para a história.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.276 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2026
Obra prima instantânea! Um dos melhores filmes do ano! Um dos melhores elencos do ano com atuações esplendorosas. Grande obra.
Nelson J
Nelson J

51.016 seguidores 1.972 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de dezembro de 2025
Filme que como o próprio nome indica é um drama familiar cheio de sentimentos e ressentimentos. Muita emoção e choro, incomuns em filmes noruegueses. Stellan em grande atuação.
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 447 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de dezembro de 2025
Depois de sua passagem extremamente elogiada pelo Festival de Cannes, Valor Sentimental rapidamente passou a ser citado por muitos como um dos grandes filmes de 2025. O novo trabalho de Joachim Trier representa um avanço evidente em sua filmografia, tanto na maneira como conduz a história quanto na ambição emocional do projeto. Aqui, o diretor norueguês amplia seu olhar para além dos conflitos familiares tradicionais e propõe algo mais sensível: uma reflexão sobre como a arte pode funcionar como ponte entre pessoas incapazes de se comunicar de forma direta.

Essa evolução também se reflete no elenco. Trier reúne nomes de peso como Stellan Skarsgård, Inga Ibsdotter Lilleaas, Elle Fanning e sua parceira recorrente, Renate Reinsve, criando um conjunto que sustenta com força o tom emocional do filme. Valor Sentimental é, acima de tudo, um drama profundamente humano, que encontra beleza na delicadeza dos gestos, nos silêncios e na dificuldade de expressar sentimentos guardados por anos. É um dos filmes mais emocionantes do ano e, sem exagero, um dos melhores de 2025.

A narrativa acompanha uma família fragmentada pelo tempo, por traumas não resolvidos e pelo afastamento de um pai que sempre colocou a carreira em primeiro lugar. Gustav Borg é um diretor de cinema renomado, agora em declínio, que tenta se reerguer profissionalmente enquanto busca, ainda que de forma torta, se reaproximar das filhas após a morte da ex-esposa. O reencontro, porém, não vem acompanhado de grandes confrontos ou explosões emocionais. Trier escolhe um caminho mais contido, onde o silêncio fala mais alto que qualquer discussão.

É justamente nessa escolha que mora a força do filme. Valor Sentimental não se rende ao melodrama fácil nem tenta forçar emoções no espectador. Ao contrário, Trier constrói sua história com cuidado, permitindo que os sentimentos surjam aos poucos, a partir de olhares, pausas e pequenos gestos. A arte surge como o principal meio de comunicação dessa família, não como solução mágica para os conflitos, mas como tentativa de aproximação.

Essa dinâmica se torna mais evidente na relação entre Gustav e Nora. Ele se apoia na linguagem do cinema para expressar aquilo que não consegue dizer como pai. Ela, por sua vez, encontra no teatro uma forma de lidar com suas próprias fragilidades, mesmo enfrentando crises de pânico antes de subir ao palco. O convite para que Nora protagonize o novo filme do pai carrega mais peso emocional do que profissional. Quando ela recusa, a escolha de uma jovem estrela de Hollywood não apenas intensifica os conflitos familiares, como escancara feridas que nunca foram tratadas.

Aqui, o roteiro demonstra grande sensibilidade ao construir personagens complexos, cada um lidando com seus próprios ressentimentos. Não há vilões claros nem vítimas absolutas. O abandono paternal, o fracasso profissional, as escolhas do passado e a incapacidade de dialogar formam um emaranhado emocional que a família prefere manter em silêncio. Trier poderia facilmente transformar isso em um drama de redenção previsível, mas opta por algo mais honesto: mostrar que nem todas as feridas se fecham completamente, e que a aproximação, às vezes, é o máximo que se pode alcançar.

A casa onde a história se desenrola funciona quase como um personagem. É um espaço carregado de memória, onde o peso do passado se faz presente em cada canto. Trier utiliza esse ambiente para reforçar a sensação de intimidade e acolhimento, sem perder o tom melancólico que atravessa o filme. Ainda assim, há espaço para momentos leves e até engraçados, que surgem de forma natural e ajudam a equilibrar a densidade emocional da narrativa.

O trabalho do elenco é essencial para que tudo isso funcione. Inga Ibsdotter Lilleaas interpreta Agnes, a filha mais nova, que tenta construir sua própria família como forma de romper com os traumas deixados pelo pai. Sua atuação transmite incômodo e compreensão ao mesmo tempo, refletindo alguém que prefere evitar conflitos, mas que carrega mágoas profundas. Elle Fanning vive Rachel Kemp, uma atriz de Hollywood em busca de prestígio artístico. Inicialmente fascinada por trabalhar com Gustav, ela passa a perceber que está sendo colocada no lugar simbólico da filha, entendendo aos poucos a obsessão emocional que move o diretor.

Mas são Stellan Skarsgård e Renate Reinsve que entregam as performances mais marcantes do filme. Gustav é retratado como um homem orgulhoso, egocêntrico em certos momentos, mas também profundamente incapaz de se expressar de forma afetiva. Ele usa o cinema como escudo e como linguagem, seja para se aproximar das filhas ou até do neto, apresentando filmes pouco convencionais como demonstração de carinho. Nora, por sua vez, é uma personagem contida, que oscila entre raiva, tristeza e desejo de reconexão. Reinsve constrói essa complexidade sem exageros, tornando cada tentativa frustrada de diálogo ainda mais dolorosa.

As cenas em que pai e filha tentam conviver e aquelas em que cada um se isola após uma decepção, estão entre os momentos mais fortes do filme. Existe afeto ali, existe vontade de aproximação, mas os traumas não resolvidos sempre falam mais alto. É nesse espaço entre o que se sente e o que não se consegue dizer que Valor Sentimental encontra sua maior potência emocional.

Além do drama familiar, Trier também abre espaço para discutir herança artística e o próprio estado do cinema contemporâneo. A história carrega uma camada de reflexão sobre um mercado cada vez mais dominado por franquias e produções feitas sob medida para o streaming, em detrimento de projetos originais. Essa metalinguagem nunca soa didática ou deslocada, ela surge organicamente, integrada à trajetória dos personagens.

No fim, Valor Sentimental reafirma Joachim Trier como um dos grandes nomes do cinema atual e coloca novamente o cinema norueguês em evidência. Com um texto sensível, atuações impecáveis e uma abordagem honesta sobre família, arte e comunicação, o filme se impõe como um dos destaques do ano e um forte candidato a reconhecimento internacional. Para o público brasileiro, fica o lamento pela disputa acirrada na categoria de filme internacional, especialmente em um ano que também conta com O Agente Secreto. Ainda assim, Valor Sentimental permanece como um retrato poderoso da arte não apenas como profissão ou mercado, mas como uma forma de expressão, aproximação e, quem sabe, cura.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 851 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de março de 2026
Valor sentimental é um filme de drama norueguês que contou com a direção de Joachim Trier que tbm partipou do roteiro ao lado de Eskil Vogt. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar 2026: melhor filme internacional, melhor direção, melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Stellan Skarsgård), melhor atrizes coadjuvantes (Elle Fanning e Inga Ibsdotter), melhor roteiro original, melhor fotografia e melhor montagem. Na trama, após o falecimento da mae, acompanhamos 2 irmãs Agnes (Renate Reinsve) e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas), que se reúnem com seu pai excêntrico Gustav (Stellan Skarsgård), um direto famoso que há anos nao produz nenhum filme. Gustav pretende realizar um novo filme se baseando na vivência de sua família na casa em que cresceu junto com suas filhas e oferece o papel principal para Agnes, com quem tem grande dificuldades para se relacionar. Aqui temos se não o melhor, um dos melhores filmes de 2025. A direção consegue transformar todo o constrangimento familiar em uma linguagem da arte. A arte não aparece como salvação, mas como uma desculpa para uma reaproximação. Gustav estava afastado das suas filhas e viu a possibilidade do suicídio da sua ex -esposa para uma aproximação das filhas, especialmente de Agnes. É interessante perceber que o roteiro nao colocar Gustav como um vilão, mas é um clássico narcisista funcional: é carismático. Evidentemente que a trama nao tem saída fácil e Agnes nega fazer parte do filme e para contornar tudo isso, escolhe uma atriz pop do momento, que nunca teve um papel dramático que é Rackel Kemp (Elle Fanning). A escolha de Kemp se dá pela ausência da filha e pela necessidade de uma estrela numa produção da Netflix. A grande questão do filme é se realmente a arte é capaz de salvar uma vida, uma relação, e a princípio vemos que não. Fica um clima tenso, pois Agnes se vê em Kemp e Kemp tem tremenda dificuldades de interpretar o seu papel ( e nao por faltar de habilidade da atriz pop, mas por seu uma estranha em toda aquela trama). Sobre a tela do filme de Gustav, a trama faz uma metaliguistica e a partir daí sabemos o pq ele age assim com suas filhas. E isso serve para entendermos a difícil relação entre Gustav e Agnes ( o curioso é que até mesmo a profissão de ambos oferece certo distanciamento: ela atriz de teatro e ele ator de filmes- logicamente alguém teria que ceder alguma coisa para a aproximação acontecer, pois Gustav nunca foi ao teatro ver a filha e Agnes se nega ao papel principal do filme). No mais temos uma montagem super eficiente que torna os cortes entre realidade e filme de Gustav ficam agradável. A fotografia é boa, pois por vezes mostra a casa em que tudo passou e se passa de forma fria. É um grande filme, disputa direto com o Agente secreto a estatueta de filme internacional.
CinefiLov❤️
CinefiLov❤️

20 seguidores 186 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2026
ótimo filme de drama norueguesa, Valor Sentimental é um estudo profundo sobre como herdamos os traumas dos nossos pais, assim como herdamos seus objetos. O que dói mais em "Valor Sentimental" não é o que os personagens dizem, mas o silêncio entre eles. Stellan Skarsgård entrega um pai que prefere filmar a dor do que senti-la. Cinema norueguês no seu ápice de melancolia e beleza. Favorito absoluto ao Oscar 2026 de melhor Filme Internacional.
Marcelo Ribeiro
Marcelo Ribeiro

10 seguidores 4 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de dezembro de 2025
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