O mundo está desmoronando. Não há mais como impedir. A escassez de recursos é onipresente e insolúvel. Há fome em todos os lugares. Isso é devastador. Há confusão nas ruas, violência e medo que só têm se acentuado depois que as crianças passaram a ser os alvos, tiradas de suas famílias para serem submetidas à custódia do regime. O totalitarismo simplesmente se estabeleceu e ninguém está seguro. A suficiência é uma ideia do passado. Por mais estranho que possa parecer, estamos vivendo em uma distopia. Uma distopia que criamos e da qual não conseguimos fugir por mais que tentemos. Nós lutamos, nos adaptamos, sobrevivemos, mas a fome é implacável. Não dá tréguas e nos deixa preocupados. Damos o melhor de nós, nos arriscamos e nos reinventamos constantemente. Estamos determinados a ir até o fim. Nos recusamos a padecer. Nosso esforço não será em vão. Imagine o mundo onde a escassez dita as regras, onde as incertezas são abundantes, a comida é um recurso raro. O colapso pode ser visto a todo instante enquanto buscamos driblar o totalitarismo. Diante de um cenário desolador, a esperança é o que nos alimenta e nos sustenta. Estamos firmes porque temos esperança. Estamos determinados porque temos esperança. Mudamos e criamos porque temos esperança. E, às vezes, a esperança vem na simples vida de uma criança. Ela é o que permite que possamos atravessar os desafios e continuar. As pessoas precisam disso. Nada pode tirar isso delas. Nem a violência do regime. Nem a brutalidade da falta de recursos. Não sabemos os desafios que o futuro trará, nem como sobreviver ao pior desse mundo, mas vamos sobreviver, porque podemos dar tudo para nos adaptar, para enfrentar. A fome… isso nos esmaga. O tempo inteiro nos impelindo. Estamos pensando em como superá-la. Estamos passando por isso. Vamos nos virar. Essa distopia não é capaz de acabar com a gente. Essa distopia não vai tirar nossas esperanças. Ao fim, o porto virá, chegaremos em um porto estável, e não vamos precisar mais sobreviver. O totalitarismo não vai prevalecer. Não vingará. Estamos certos disso.