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Gabriela Dias
9 críticas
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4,5
Enviada em 23 de março de 2022
Drive My Car é um longa sobre luto, melancolia de uma forma profunda e humana.
O longa de Ryûsuke Hamaguchi é baseado em um conto de Haruki Murakami, mostrado no livro “Onna No Inai Otoko Tachi". Contudo a história se avança no dia normal de Yûsuke Kafuku(Hidetoshi Nishijima), com a sua esposa Oto, sempre contando histórias pela manhã até o trabalho e também à noite. Contudo o longa se desenvolve numa narrativa lenta sempre com o destaque no carro e seu dia a dia, a narrativa utilizada no filme inclui trechos do livro e da história se complementando em diálogos, dando um contexto nas cenas mostradas. Em certos momentos do filme, os personagens se lidam com uma reflexão de luto, melancolia, fingimento, cinismo, amizade e conexão humana. O toque sutil do longa e das performances dos atores com a percepção dos seus sentimentos e como compartilhamos e com quem. Em aspectos técnicos Drive My Car é composto por 2h 59m de duração de filme, gravado de forma precisa e real , passa momentos em que telespectador pode pensar que está realmente junto dentro do carro com os demais personagens, uma boa e simples fotografia, boas atuações, mas o melhor do filme está na mensagem em que se aborda no 3° ato do filme, onde o triunfo do longa está presente em nossas vidas.
Lindo filme. Muito bem feito. Traz profundas reflexões sobre como levamos nossas vidas , nossa relações com o outro, sobre o perdão.... Enfim não é um filme para qualquer pessoa.
Drive my car é um filme japonês de drama, que contou com a direção de Ryusuke Hamaguchi que tbm particpu do roteiro ao lado de Takamasa Oe. O filme recebeu 4 indicados ao Oscar de 2022 e venceu 1 indicação: melhor filme internacional (vencedor), melhor filme, melhor direção e melhor roteiro adaptado. Na trama, acompanhamos Kafuru (Hidetoshi Nishijima) é um ator e direto de peças teatrais vive o luto da morte repentina da sua esposa. Após meses, Kafuru é chamado para dirigir uma peça em que sua esposa escreveu, em outra cidade : Hiroshima. Na nova cidade, em que deve passar meses, o diretor conhece um jovem que deve ser a sua motorista Misaki (Tôko Miura). Entre uma viagem e outra ambos acabam criando uma forte conexão emocional. Podemos dizer que é um drama muito diferente, pois aqui se escolhe o poder contido na linguagem. Não é atoa que a metaliguistica do filme envolve o teatro. E aqui se tem uma sutileza: a produção da peça em questão no filme fala diversos idiomas diferentes: japonês, mandarim, coreano e até linguagem de sinal coreano. A proposta parece que a interioridade do sujeito é marcada sob o olhar do exterior ( dos outros). Isso pq a comunicação está sempre em evidência. Isso permite que o luto de Kafuru seja sentida nao pelas suas emoções, mas pelas situações simples que ocorrem ao seu redor. Diante dessa dificuldade Kafuru passa a se sentir mais confortável dentro do carro com a sua motorista particular: Misake. O desenvolvimento de ambos foi brilhante, pois levou-se tempo para essa construção. A princípio Kafuru se sentia nao muito confortável com a ideia de alguém dirigir o seu carro ( tudo isso explicado no longo primeiro ato do filme) e aos poucos vai cendedo e se sentido confortável nao apenas com isso, mas com Misake. A grande virada de chave do filme é diante do longo plano de diálogo entre Kafuru e Takatsuki (Masaki Okada) , onde nao apenas os segregos de um passado em comum de ambos é revelado (envolvendo a esposa falecida de Kafuru), mas existe uma quebra e nascimento de uma possibilidade de se expor e contar com os seus sentimentos. Daí a relação entre o diretor e a motorista cresce e o filme ganha com isso. Embora nao seja mostrado isso na trama, mas entendo que Misake tbm nao é uma pessoa que desabafa, apesar da triste história de vida que ela possui. É um filme cheio de simbolismos e detalhes que vao engrandecendo a trama. De fato, o filme poderia ser um pouco mais curto, mas compreendo que se foi necessário as 3 horas para uma melhor construção dos personagens.
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