Drive My Car
Média
4,0
114 notas

14 Críticas do usuário

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2 críticas
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Gabriela Dias
Gabriela Dias

9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de março de 2022
Drive My Car é um longa sobre luto, melancolia de uma forma profunda e humana.

O longa de Ryûsuke Hamaguchi é baseado em um conto de Haruki Murakami, mostrado no livro “Onna No Inai Otoko Tachi". Contudo a história se avança no dia normal de Yûsuke Kafuku(Hidetoshi Nishijima), com a sua esposa Oto, sempre contando histórias pela manhã até o trabalho e também à noite.
Contudo o longa se desenvolve numa narrativa lenta sempre com o destaque no carro e seu dia a dia, a narrativa utilizada no filme inclui trechos do livro e da história se complementando em diálogos, dando um contexto nas cenas mostradas. Em certos momentos do filme, os personagens se lidam com uma reflexão de luto, melancolia, fingimento, cinismo, amizade e conexão humana. O toque sutil do longa e das performances dos atores com a percepção dos seus sentimentos e como compartilhamos e com quem.
Em aspectos técnicos Drive My Car é composto por 2h 59m de duração de filme, gravado de forma precisa e real , passa momentos em que telespectador pode pensar que está realmente junto dentro do carro com os demais personagens, uma boa e simples fotografia, boas atuações, mas o melhor do filme está na mensagem em que se aborda no 3° ato do filme, onde o triunfo do longa está presente em nossas vidas.
Gisela Leite Nunes
Gisela Leite Nunes

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de março de 2022
Lindo filme. Muito bem feito. Traz profundas reflexões sobre como levamos nossas vidas , nossa relações com o outro, sobre o perdão.... Enfim não é um filme para qualquer pessoa.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 893 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de maio de 2026
Drive my car é um filme japonês de drama, que contou com a direção de Ryusuke Hamaguchi que tbm particpu do roteiro ao lado de Takamasa Oe. O filme recebeu 4 indicados ao Oscar de 2022 e venceu 1 indicação: melhor filme internacional (vencedor), melhor filme, melhor direção e melhor roteiro adaptado. Na trama, acompanhamos Kafuru (Hidetoshi Nishijima) é um ator e direto de peças teatrais vive o luto da morte repentina da sua esposa. Após meses, Kafuru é chamado para dirigir uma peça em que sua esposa escreveu, em outra cidade : Hiroshima. Na nova cidade, em que deve passar meses, o diretor conhece um jovem que deve ser a sua motorista Misaki (Tôko Miura). Entre uma viagem e outra ambos acabam criando uma forte conexão emocional. Podemos dizer que é um drama muito diferente, pois aqui se escolhe o poder contido na linguagem. Não é atoa que a metaliguistica do filme envolve o teatro. E aqui se tem uma sutileza: a produção da peça em questão no filme fala diversos idiomas diferentes: japonês, mandarim, coreano e até linguagem de sinal coreano. A proposta parece que a interioridade do sujeito é marcada sob o olhar do exterior ( dos outros). Isso pq a comunicação está sempre em evidência. Isso permite que o luto de Kafuru seja sentida nao pelas suas emoções, mas pelas situações simples que ocorrem ao seu redor. Diante dessa dificuldade Kafuru passa a se sentir mais confortável dentro do carro com a sua motorista particular: Misake. O desenvolvimento de ambos foi brilhante, pois levou-se tempo para essa construção. A princípio Kafuru se sentia nao muito confortável com a ideia de alguém dirigir o seu carro ( tudo isso explicado no longo primeiro ato do filme) e aos poucos vai cendedo e se sentido confortável nao apenas com isso, mas com Misake. A grande virada de chave do filme é diante do longo plano de diálogo entre Kafuru e Takatsuki (Masaki Okada)
, onde nao apenas os segregos de um passado em comum de ambos é revelado (envolvendo a esposa falecida de Kafuru), mas existe uma quebra e nascimento de uma possibilidade de se expor e contar com os seus sentimentos. Daí a relação entre o diretor e a motorista cresce e o filme ganha com isso. Embora nao seja mostrado isso na trama, mas entendo que Misake tbm nao é uma pessoa que desabafa, apesar da triste história de vida que ela possui. É um filme cheio de simbolismos e detalhes que vao engrandecendo a trama. De fato, o filme poderia ser um pouco mais curto, mas compreendo que se foi necessário as 3 horas para uma melhor construção dos personagens.
Filton Baumgartner
Filton Baumgartner

77 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de abril de 2026
Esse foi um dos melhores filmes que eu já vi! Ótimo enredo, personagens e tudo mais! Dá conta do recado sem dever nada a ninguém! Parabéns!
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