Minha conta
    Drive My Car
    Média
    3,9
    63 notas
    Você assistiu Drive My Car ?

    8 Críticas do usuário

    5
    1 crítica
    4
    6 críticas
    3
    1 crítica
    2
    0 crítica
    1
    0 crítica
    0
    0 crítica
    Carlos P.
    Carlos P.

    Seguir usuário 138 seguidores Ler as 239 críticas

    4,0
    Enviada em 6 de março de 2022
    A nota não seria tão alta se não fosse pelo ótimo final.
    Não é que o resto do filme seja ruim, só que quando eu vejo um filme de 3 horas de duração, espero que seja algo que seja muito grandioso. E apesar de muito bem feito, o desenrolar da história não foi "tudo isso".
    Mas eu acho que valeu a pena o final. Tudo se moldou de uma forma tão bonita e eu pessoalmente tenho um apreço em quando a história 'homenageia' uma outra obra e consegue fazer a associação entre essa obra e a história dos personagens - spoiler: no caso de Drive My Car, o filme cita muito a peça Uncle Vanya e termina com a lição dessa peça(contada em uma atuação perfeita) sobre seguir em frente, algo que foi desenvolvido pelos personagens de Drive My Car durante a história.

    O final engrandeceu o filme.
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    Seguir usuário 1.178 seguidores Ler as 377 críticas

    4,5
    Enviada em 27 de março de 2022
    Drive My Car

    'Drive My Car' é um belíssimo drama do cinema japonês co-escrito e dirigido por Ryusuke Hamaguchi. É baseado e inspirado no conto de mesmo nome do renomado autor japonês Haruki Murakami, em seu livro de coletânea de contos de 2014, Homens sem Mulheres, enquanto se inspira em outras histórias. O filme segue Yūsuke Kafuku (interpretado por Hidetoshi Nishijima) enquanto dirige uma produção multilíngue de "Tio Vânia" em Hiroshima e lida com a morte de sua esposa, Oto (interpretada por Reika Kirishima).

    O cinema asiático está em bastante evidência nos últimos anos, principalmente após a vitória histórica de 'Parasita' no Oscar de 2020. Se naquele ano tivemos uma grande obra do cinema coreano, este ano temos uma grande obra do cinema japonês.

    'Drive My Car' é diferente de tudo que eu já assisti, um jeito totalmente diferente de se fazer cinema, praticamente fugindo de tudo que pode soar trivial no cinema moderno. Um filme contemplativo, intrigante, complexo, intimista, carregado dramaticamente e com várias camadas que sobrepõe cada personagem na trama, que nos confronta diretamente com o luto e a solidão em várias nuances e em diferente vertentes. O longa nos evidencia com a descaracterização e a desconstrução do ser humano quando lhe é imposto em diferentes consequências da vida. Uma obra profunda, tocante, singular, primorosa, que nos conscientiza sobre o medo, o trauma, a frustração humana em diferentes aspectos e em diferentes pontos de vista, e sempre com uma forma totalmente verossímil.

    O roteiro de Ryusuke Hamaguchi e Takamasa Oe é a verdadeira cereja do bolo, pois temos um roteiro coerente, formidável, com um texto muito bem escrito e muito bem adaptado, onde se dividi magistralmente em 3 atos que se conversam entre si. O enredo tem um ótimo desenvolvimento e uma ótima transição entre os 3 atos, nos apresentando e estabelecendo cada personagem que faz e fez parte da vida e da história de Yusuke. A narrativa é excelente, pois a forma adotada para contar toda a história é simplesmente perfeita, com um transporte temporal para nos elucidar sobre cada ponto de virada na trama, seja no primeiro ato, no segundo, ou no terceiro - genial!

    Outro ponto que me deixou completamente boquiaberto ao final do filme....suas 3h de duração que me pareceram 1. Vou ser bem sincero, eu não senti em nenhum momento que o longa tinha praticamente 3h de duração, pois o filme é tão envolvente que prende a sua atenção em todas as cenas, você quer buscar sempre além, quer ir cada vez mais longe - é incrível! Pois um filme com quase 3h de duração seria mais do que inevitável (e até normal) cansar o espectador e o fazer perder o interesse pela história que estava sendo contada. Mas não, pelo contrário, o longa não é arrastado, não é cansativo, por mais que seu ritmo seja lento, mas você se prende no texto, nos diálogos afiadíssimos e nas ótimas interpretações.
    Porém, vou entender perfeitamente quem não conseguir sentir o filme, quem não conseguir se prender na história como eu me prendi, quem achar o filme cansativo e arrastado, pois o longa foge completamente dos filmes triviais modernos, por se tratar de uma obra mais intimista que mantém um ritmo mais lento, mais profundo, que definitivamente não vai prender o espectador pelo dinamismo e sim pela peculiaridade que nos está sendo contada toda a história.

    Ryusuke Hamaguchi está completamente perfeito na direção do longa, um trabalho muito competente, onde em todos os momentos nos evidenciava sobre a dor, o sofrimento, a angústia, a frustração e o trauma de cada um ali presente, feito unicamente pelas lentes de sua câmera em diferentes takes certeiros - mais do que merecida a sua indicação ao Oscar. A fotografia de Hidetoshi Shinomiya é muito bem apresentada em cena, acompanha muito bem os diferentes locais imerso dentro desse 'road movie'. A trilha sonora da cantora e compositora Eiko Ishibashi é bem intimista, bem local, agrega ainda mais na obra, apesar de ser uma trilha mais modesta. Assim como a direção de arte de Kensaki Jo, que está muito bem montada e arquitetada.

    Em questões de elenco é outro show à parte!
    Temos um elenco afiado que entregaram ótimas atuações!
    Como no caso do Hidetoshi Nishijima (o Yusuke Kufuku), que fez um personagem carregado emocionalmente e que transplantava toda essa carga dramática em tela - ótima atuação! Toko Miura (que fez a Misaki Watari) é outra que esteve perfeita em praticamente 100% do tempo. Foi impressionante e gratificante acompanhar às idas e vindas de Misaki e Yusuke a bordo do Saab 900, onde nos evidenciaram com suas histórias semelhantes e que se conversava entre si ao final - cena belíssima aquela dos dois abraçados naquele cenário de gelo, e uma bela atuação de Toko Miura. Reika Kirishima (que fez Oto Kafuku, esposa de Yusuke) tem um destaque excepcional no primeiro ato do filme, sendo dela praticamente todas as cenas de maiores relevâncias naquela parte - belíssima atriz, aquela cena do sexo é um absurdo de interpretação, tá louco!!! Masaki Okada (que fez o Koji Takatsuki) foi outro ator que gostei demais, sua atuação condizia perfeitamente no que se propunha o seu personagem em cena - aquela cena bem dialogada entre Koji e Yusuke é outra barbaridade de interpretação de ambos os atores.

    Na temporada de premiações Drive My Car é o principal nome entre os filmes internacionais, inclusive já levou a estatueta no Globo de Ouro, no BAFTA e no Critics. No Oscar o longa está indicado em 4 categorias, sendo Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor, Melhor Filme Internacional (principal favorito) e Melhor Filme.

    Desde que foi anunciado a lista dos indicados ao Oscar eu fiquei muito curioso com 'Drive My Car', afinal de contas o longa japonês foi indicado em Filme Estrangeiro e com certeza não foi à toa a sua indicação na principal categoria da noite, Melhor Filme. Assim como a indicação de Ryusuke Hamaguchi em direção, que a princípio eu fiquei me perguntando se realmente ele merecia estar entre os indicados nessa categoria, e hoje eu afirmo com toda certeza que sim, merece e muito. A princípio eu também me perguntei se por acaso o Ryusuke não estaria ocupando a vaga que deveria ser do Denis Villeneuve (Duna), e hoje eu vejo que eu estava completamente errado, a vaga que deveria ser do Denis Villeneuve quem está ocupando injustamente é o Paul Thomas Anderson pelo seu fraco filme 'Licorice Pizza'.
    Já na principal disputa da noite, 'Drive My Car' é sim um dos principais favoritos para levar a estatueta, apesar das atenções ultimamente estarem voltadas para 'Ataque dos Cães' e principalmente para 'CODA'. Meu favorito na categoria Melhor Filme é 'Ataque dos Cães', pois dentre os 10 indicados é disparado o melhor filme de todos e o que de fato merece ser o campeão da noite. Mas se por acaso a academia decidir premiar o longa japonês, pra mim não será nenhuma surpresa, afinal de contas 'Drive My Car' é um belíssimo filme e também é merecedor da principal estatueta do Oscar, mesmo não tendo a minha torcida.[25/03/2022]
    Anderson  G.
    Anderson G.

    Seguir usuário 1.050 seguidores Ler as 336 críticas

    4,0
    Enviada em 26 de março de 2022
    "Drive My Car" é, principalmente, um filme extremamente pessoal, seu roteiro otimamente bem construído deixa isso claro em diversos momentos, e são diversas as vezes em que o diretor através do seu roteiro fala com o telespectador, muitas vezes até para explicar recursos narrativos e visuais, sempre de uma forma metafórica e subliminar, o filme que fala sobre luto e remorso consegue as vezes, até de uma forma exagerada, tocar no mais profundo ato de sanidade de seu personagens, fazendo-os alimentar uma culpa em troca de esclarecimentos, sentidos e perdão. "Drive My Car" tem um primeiro ato problemático, o primeiro ato é bom e muito importante, mas é cansativo e em termos narrativos até dispensável, pois apesar de seus acontecimentos serem a pedra fundamental para o resto do longa, poderia ter sido trabalhada como uma lembrança do protagonista, isso ajudaria também a deixar o filme muito mais ágil, pois sua montagem e roteiro, apesar de em determinado momento prendem fortemente o telespectador, são um pouco cansativo, sua condução não chega a ser lenta nem extremamente contemplativa, mas sua construção narrativa é muito densa, são intersecções de grandes cenas contraponto com pequenas pausas visuais, muitos temas são tratados do ponto de vista artístico, buscando trazer, a ligação entre a arte e a vida, e principalmente sobre a dor.
    "Drive My Car" tem uma direção linear, com cortes secos, uma trilha bem pautada, e uma fotografia escura, sempre com lindos enquadramentos e ótimas atuações, principalmente do seu protagonista, Hidetoshi Nishijima, que consegue dar uma profundidade forte ao seu personagem, não apenas pela suas expressões, mais principalmente pela sua postura, olhares e falas, "Drive My Car" não é um filme para todos os públicos, mas seu poder narrativo e seu final poderoso compensam a longa jornada 8,5/10
    Diogorib
    Diogorib

    Seguir usuário 1 seguidor Ler as 21 críticas

    3,5
    Enviada em 11 de fevereiro de 2022
    é bem bonitinho. Me lembrou alguns filmes que ja vi sobre solidão e encontros. emoções contidas e linda fotografia.
    anônimo
    Um visitante
    4,0
    Enviada em 29 de dezembro de 2021
    Não é uma tarefa muito fácil conduzir um filme de mais três horas com ótimos diálogos e momentos,méritos total para o competente Hamaguchi.A melancolia toma de conta desde os primeiros minutos,trazendo um romance como o principal influenciador da trama.Outro filme oriental que exalta o ser humano e seus valores.Uma ótima carona.
    Rosa M.
    Rosa M.

    Seguir usuário Ler as 7 críticas

    4,5
    Enviada em 17 de abril de 2022
    Muito delicado, sensível... tocante.. Mesmo me dando no início a sensação de monotonia, ... me surpreendeu o oposto.
    Gabriela Dias
    Gabriela Dias

    Seguir usuário Ler as 9 críticas

    4,5
    Enviada em 23 de março de 2022
    Drive My Car é um longa sobre luto, melancolia de uma forma profunda e humana.

    O longa de Ryûsuke Hamaguchi é baseado em um conto de Haruki Murakami, mostrado no livro “Onna No Inai Otoko Tachi". Contudo a história se avança no dia normal de Yûsuke Kafuku(Hidetoshi Nishijima), com a sua esposa Oto, sempre contando histórias pela manhã até o trabalho e também à noite.
    Contudo o longa se desenvolve numa narrativa lenta sempre com o destaque no carro e seu dia a dia, a narrativa utilizada no filme inclui trechos do livro e da história se complementando em diálogos, dando um contexto nas cenas mostradas. Em certos momentos do filme, os personagens se lidam com uma reflexão de luto, melancolia, fingimento, cinismo, amizade e conexão humana. O toque sutil do longa e das performances dos atores com a percepção dos seus sentimentos e como compartilhamos e com quem.
    Em aspectos técnicos Drive My Car é composto por 2h 59m de duração de filme, gravado de forma precisa e real , passa momentos em que telespectador pode pensar que está realmente junto dentro do carro com os demais personagens, uma boa e simples fotografia, boas atuações, mas o melhor do filme está na mensagem em que se aborda no 3° ato do filme, onde o triunfo do longa está presente em nossas vidas.
    Gisela Leite Nunes
    Gisela Leite Nunes

    Seguir usuário Ler a crítica

    5,0
    Enviada em 26 de março de 2022
    Lindo filme. Muito bem feito. Traz profundas reflexões sobre como levamos nossas vidas , nossa relações com o outro, sobre o perdão.... Enfim não é um filme para qualquer pessoa.
    Quer ver mais críticas?
    • As últimas críticas do AdoroCinema
    • Melhores filmes
    • Melhores filmes de acordo a imprensa
    Back to Top